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Nelson J
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1.983 críticas
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2,5
Enviada em 11 de julho de 2022
Tentativa de retomar Videodrome e Scanners sua mente pode destruir. Não empolga, mesmo com pegada ambiental e filosófica. Nada acrescenta. Os bons atores evitam o naufrágio da obra.
A nova bizarrice de David Cronenberg, além de me deixar com embrulho no estômago e fazer meus instestinos se contorcerem todo, me incomodou muito mais por conta da sua fotografia exageradamente escura ( embora o clima sombrio faz parte da trama) e pela pouquíssima participação da minha deusa Kristen Stewart.
"crimes do futuro" é um filme eficiente, faz muito com pouco, sem grandes cenários e efeitos práticos gigantescos, tudo é bem simples mas muito convincente, as composições de cenários são sujas com uma fotografia escura, sempre buscando uma degradação intrínseca, os efeitos práticos são bons, os poucos CGI são fracos, porém a edição de som é magnífica, sempre buscando sons que buscam o desconforto do telespectador, outro ponto positivo são as atuações, a dupla Vigo mortise e Léa Seydoux estão muito bem, Viggo consegue transparecer toda a dor e angústia de seu personagem com sua postura corporal e vocal, Kristen é outro destaque, fazendo uma personagem ansiosa e paranoica a atriz entrega uma performance muito boa, apesar do seu pouco tempo de tela, porém o melhor ponto aqui, trago pelo clássico e brilhante diretor canadense david cronenberg é seu roteiro, que apesar de um pouco confuso traz como premissa principal o limite da arte, suas contradições e apreciações subversivas, sua criminalidade, e com isso faz uma auto reflexão de sua própria filmografia, o filme também é uma crítica à burocracia estatal e a intervenção do governo na arte, tudo sobre um plano de ficção científica futurista diatópica depreciativa. O longa conta com alguns problemas, o maior deles talvez seja os subtextos que são abertos e nem sempre são concluídos. Não temos aqui a melhor versão de Cronenberg, mas seu estilo continua autoral e convidativo. Nota 7/10
Tentei juntar duas sensações maravilhosas da minha memória: ver um filme do Cronenberg comendo amendoim Crokíssimo da Santa Helena. O resultado foi que tive duas insuportáveis decepções simultâneas. Não consegui reconhecer o Cronenberg dos excelentes "Gêmeos Mórbida Semelhança" ou "A Mosca" neste filme que descreve um futuro onde o capitalismo triunfou, o que é historicamente impossível, e onde a dor, talvez responsável pela manutenção da vida, foi quase que totalmente eliminada. Não consegui reconhecer o Crokíssimo, o inigualável e crocante amendoim torrado, neste produto que conseguiu eliminar totalmente o sabor, um dos responsáveis pelo prazer de viver. Tanto o Cronenberg quanto o Crokíssimo se transformaram em uma coisa insípida e impossível de se degustar com algum prazer de antigamente. O Cronenberg eu desliguei e fui dormir. O Crokíssimo permanece inútil no saquinho.
Não são os absurdos que me desanimaram, mas a falta de empatia pelos personagens. Parecia que nenhum deles queria estar ali fazendo aquilo. Talvez por ter essa impressão, é que não consegui imergir na trama. Passei metade do filme tentando imaginar lá nas profundezas da minha consciência, como poderia ser possível haver prazer em assistir a retirada ou tatuagem de órgãos internos, em algum nível de “evolução do ser humano”… E a outra metade, achando que os diálogos pareciam ter saído de uma seita sem pé nem cabeça, que vive num mundo onde não existem mais crenças, apenas questionamentos internos. Não foi pra mim uma experiência prazerosa ou agradável, mas se tornou memorável justamente por isso: pelo incômodo. Não posso dizer que é um filme ruim, mas definitivamente, não espero uma sequência, sequer veria de novo.
Simplesmente horrível, o filme não tem pé nem cabeça, o protagonista não traz nada de especial, o roteiro é muito ruim, e quando acaba parece mais que tá faltando uma hora de filme ainda. Não recomendaria pra ninguém. Inclusive agora tenho vontade de agredir a amiga que me recomendou esta m*RDA.
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