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Francisco Russo
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687 críticas
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2,0
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
Muito bom filme, carregado principalmente pela boa atuação de Jack Nicholson e a bela direção de Sean Penn. O filme tem um universo muito bem construído por seu diretor, que trabalha com calma o porquê do policial Jerry Black ficar verdadeiramente obcecado em capturar o possível verdadeiro assassino de uma garota de 7 anos. O desenrolar desta obsessão é o grande mote do filme, que acompanha os planos de Black para seguir sua vida como aposentado e, ao mesmo tempo, capturá-lo, independente do tempo que leve para isto acontecer. Destaque também para a intenção de Penn em mostrar o impacto dos acontecimentos através de reações dos personagens, como acontece na 1ª vez em que o corpo da garota é encontrado. Sem falar no final, em que uma "armadilha do destino" justifica o início do filme e serve como desfecho impactante, e a pequena e marcante participação de Benicio Del Toro."
Se em "TRATAMENTO DE CHOQUE", Jack Nicholson exagerou nos seus maneirismos, neste "A PROMESSA", ele tem uma interpretação intimista e ao mesmo tempo gigantesca na sutileza em que constroi o personagem de Jerry Black, o policial à beira da aposentadoria. Sua última missão é desvendar o assassino de uma menina de 7 anos. Sobra pra Jerry contar o acontecido aos pais da menina, criadores de perús. Sem áudio, com uma câmera no alto pegando as costas dos pais, Jerry se aproxima dos pais e revela a desgraça. A cena é uma punhalada no estômago de quem a vê, tamanha a dor que ela desperta. Ao invés de partir para suas férias e dedicar-se às suas pescarias, eis que o nosso policial recém-aposentado fica obcecado pelo caso. É importante dizermos que a mãe da menina assassina o fez prometer que iria descobrir o autor do crime. Ele tenta delinear o perfil de um possível "serial killer". Vai atrás de casos semelhantes, entrevista as testemunhas, enfim, tenta colocar algum tipo de ordenação neste casos. Numa de suas entrevistas, Jerry fala alguns minutos com Jim Olstad (Mickey Rourke), pais de uma garota que está desaparecida há anos. Para minha surpresa, Mickey Rourke exala a dor da perda de um pai que ainda quer ter forças para acreditar que sua filha ainda está viva. Brilhante. Isso significa que Sean Penn, além de um grande diretor, sabe comandar os seus atores como poucos. A obsessão de Jerry chega ao ponto dele comprar um posto de gasolina no meio do nada do Oeste americano, simplesmente por ser um local que possivelmente seria, a seu ver, a localização do assassino. Tem um envolvimento com a garçonete Lori (Robin Wright), que tem uma filha de 8 anos de idade. A linha entre a sanidade e a insanidade estava prestes a ser ultrapassada por Jerry. Belo filme do ex-esposo da cantante Madonna, que a cada filme se afirma como uma das grandes esperanças qualitativas na indústria cinematográfica norte-americana.
Ótimo filme e com um final inesperado, o que agradou alguns e decepcionou outros. Nicholson como sempre estava ótimo e o filme é repleto de pequenas participações de grandes atores, como Helen Mirren, Vanessa Redgrave, Benicio del Toro e Mickey Rourke, em um cena excelente. Por outro lado, Sean Penn não me convenceu muito como diretor nesse filme, perdendo o momento em algumas cenas, mas mesmo assim, não tira o brilho do filme.
A promessa é um suspense policial que contou com a direção de Sean Penn e roteiro de Jerzy kromolowski. Na trama, acompanhamos o detetive Jerry (Jack Nicholson) que está no seu último dia de trabalho antes de se aposentar. Disposto a curtir a sua aposentadoria, acaba adiando devido ao assassinado brutal de uma garotinha. Jerry se oferece para acompanhar as investigações ao mesmo tempo em que realiza uma promessa para a mãe da jovem para prender o verdadeiro suspeito. O filme tem um bom elenco que rende boas interpretações, como além do nosso protagonista, temos a participação de Benício del Toro como o principal suspeito. O filme tem uma boa premissa e bom desenvolvimento em seu primeiro ato, mas parece perder o folego no segundo quando Jerry decide comprar o posto de combustível e “aproveitar” as suas férias. A narrativa fica lenta para explorar a relação entre Jerry e a sua nova família formada por Lori (Robin Wright), uma mulher que é agredida pelo seu ex-marido e sua filhinha (que coincide com as características das antigas vítimas do assassino). Percebe-se que a aproximação de Jerry essa família é para servir de iscar para o assassino que ele acreditava estar solto e pronto para praticar outro crime. Mas logo afastamos essa possibilidade com a afetividade em que ele demostrava com ambas. O final do filme deixa um gosto amargo, pois passamos quase 2 horas esperando uma grande revelação que não vem.
UM FILME POLICIAL PSICOLÓGICO. NÃO HÁ PERSEGUIÇÃO. NÃO É COMO SEVEN. O FILME FALA DE RELACIONAMENTOS, SOLIDÃO E BUSCA DE SI MESMO. NICHOLSON ESTÁ BRILHANTE E A DIREÇÃO DE PENN É SEGURA. FIRME E OBJETIVA.
A atuação de Jack Nicholson é excelente. No entanto, a história do filme se arrasta e o fator psicológico ao qual boa parte da trama se prende termina de forma repentina e fraca. Sean Penn tenta fazer o que não sabe: é melhor ator do que diretor.
Atuação muito impactante de Jack Nicholson, um filme realmente bem dirigido e com roteiro bem construído. Parabéns a Sean Penn que dirigiu com maestria . Recomendo !
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