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Anne S
13 seguidores
65 críticas
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5,0
Enviada em 29 de junho de 2017
Já vi o filme... Muito verdadeiro, independente de quem é o traidor, pois discorre sobre algo muito verossímil, a rotina que um casamento corre o risco de cair, e as consequências, que vão de um erro após outro até a conclusão brutalmente óbvia a que chega o casal. Final coerente. Grande filme de Adrian Lyne, destaque para a atuação de Diane Lane.
Um drama comum com alta previsibilidade de VDM (vai dar merda) mas ainda assim não é de todo ruim. Richard Gere está ok no papel de pai de família apaixonado pela esposa, Diane Lane está convincente e Olivier Martinez entrou ok e saiu ok. Enfim, não tem muito o que descutir sobre esse filme porque em nenhum momento o longa te impressiona de verdade, o telespectador só fica "putz, que merda" mas não passa disso.
A solução encontrada pelo marido da infiel me pareceu totalmente irreal, deveria ter tratado de forma diferente, ninguém tem o direito de tirar a vida de ninguém, por isso, a nota é duas estrelas e meia mais pelas atuações de Richard Gere, Diane Lanne e seu amante no filme, pelo enredo nota zero.
Bem, o tema do filme não e algo novo no cinema, mas a maneira com que o diretor e os atores fazem deixar o filme único. Ótimo filme, bom de ver com os amigos ou namorada.
Filme assistido duas vezes. Muda o momento que vivemos, muda também a maneira como enxergamos e interpretamos um filme. Não foi diferente com "Infidelidade". Não falarei sobre minha opinião na primeira vez em que assisti; discorrerei um pouco sobre minhas impressões da "segunda mirada". O filme tem uma história um pouco batida. Um caso de traição em uma família norte-americana, aparentemente normal. Um marido, fiel e mantenedor, uma esposa, preocupada com as funções domésticas, e um pequeno filho. Logo no início, sabe-se que a esposa será a traídora da relação; será a infiel. Aí, entra algo interessante: a mulher, inicialmente pura, demonstra toda a potencialidade humana, com sua carga instintual/sexual, ao trair o marido com um jovem de origem francesa. Mostra toda a força sexual e apaixonada, que não guarda limites; não leva em conta a relação estável, nem mesmo ao filho. Faz sexo com o amante de maneira louca e apaixonada. O marido, por sua vez, inicialmente normal, bem sucedido e condescendente com a traição, põe à mostra seus instintos agressivos, ao visitar o amante e assassiná-lo. Mostra frieza ao "limpar" a cena do crime e ao desfazer-se do corpo do amante em um lixão. Até aí, de maneira superficial, temos uma mudança entre os papéis sociais de ambos os cônjuges: o normal mostra-se um assassino, e a casta mostra-se uma mulher com um desejo, próprio dos humanos, incontrolável. Muito mais poderia ser dito e pensado sobre este filme. O sentimento pelo amante que perpetua-se até o fim do filme, o sentimento de culpa do marido, a forma como esse acaba por castigar imensamente a esposa, com o assassinato do amante, e a justificativa implícita de que os males causados a todos eram de responsabilidade dela, etc. Um filme que inicialmente pareceu-me razoável, acabou se transformando, em um segundo momento, diferente e mais crítico, em um bom filme. Serve como uma relembrança daquilo de que realmente somos feitos e daquilo de que somos capazes.
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