Pobres Criaturas
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3,9
661 notas

173 Críticas do usuário

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Mariana M.
Mariana M.

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 6 de abril de 2024
Muito bom! Quanta critica em um filme, e poesia! Me prendeu do início ao fim! Vejam de mente aberta, não tem como não apreciar!
Gustavo Albuquerque
Gustavo Albuquerque

2 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 31 de março de 2024
Bem, eu adorei a crítica do filme. Esse filme fez a crítica que a Barbie não teve coragem.
Quem reduz esse filme a "o frankstein com mulher" está sendo razo ^^
Geralda D.
Geralda D.

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 31 de março de 2024
Interessante que as críticas negativas para o filme vêm de homens. Eles não aguentam ver mulheres se destacando e protagonizado papéis revolucionários.
No filme, as pobres criaturas somos nós, humanos, tão incapazes de ter empatia e tão capazes de brincar de Deus! Não à toa, Bella chama seu criador de God, uma abreviação nada intencional de Godwin.
Homens, é claro, brincam de Deus. Já mulheres, of course, ajudam a libertar mulheres.
Vivam os loucos!
Vivian 🌷
Vivian 🌷

1 seguidor 68 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 30 de março de 2024
"Meu Deus, que filme incrível foi "Pobres Criaturas"! Sabe aquele tipo de obra que te faz sentir uma mistura de emoções? Pois é, esse é o poder dessa produção. Desde o início, fui cativada pela forma como as personagens femininas foram retratadas de maneira tão poderosa e autêntica. Cada uma delas tinha sua própria jornada, suas próprias lutas, mas juntas, elas brilhavam ainda mais.

O empoderamento feminino presente no filme é simplesmente inspirador. Não só vemos mulheres fortes e determinadas, mas também vemos a importância da sororidade e do apoio mútuo entre elas. É revigorante ver essas narrativas sendo contadas de forma tão genuína e respeitosa.

Além disso, a forma como a história foi construída e os temas abordados foram tão relevantes e atuais. Saí do cinema sentindo-me não apenas entretida, mas também enriquecida. Foi uma daquelas experiências que te fazem refletir sobre a vida, sobre o papel das mulheres na sociedade e sobre o poder da união.

Sinceramente, me senti incrivelmente culta por ter amado tanto essa obra. É daquelas produções que merecem ser celebradas e compartilhadas com o mundo. "Pobres Criaturas" é mais do que um filme, é uma celebração do poder feminino e da diversidade de experiências que cada mulher carrega consigo. Uma verdadeira obra-prima moderna!"
Gabriel C.
Gabriel C.

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 28 de março de 2024
Uma obra de arte! Fotografia, enredo com criticas sociais e morais, atuação, direção, figurino, trilha sonora. Esse filme é sensacional.
Julia Maciel Pereira
Julia Maciel Pereira

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 25 de março de 2024
spoiler: O filme começa com uma mulher que foi criada dentro dos padrões sociais se jogando de uma ponte: os cabelos presos, joias, o vestido e sua cor destacam que era uma mulher requintada, com muita feminilidade, porém recatada - o que a sociedade espera de uma mulher. Casada e grávida, Victoria escolhe o suicid*o, escolhe romper a propria vida do que permanecer vivendo uma vida que não escolheu pra si. Quantas de nós mulheres somos "empurradas" para vivermos o que não sonhamos e acabam "morrendo" por dentro? Eis que uma nova chance: God, aquele que pode ceder uma nova vida, tira o cérebro do seu bebê e coloca na cabeça dela. Victoria agora passa a se chamar Bella. Uma nova vida, uma chance de ser feliz. God é eunuco, o que eu interpreto aqui como alguém "castrado do seu machismo, da necessidade do falo para ser homem". Bella é criada por God e vê a vida com os olhos de uma criança curiosa, como todas nós um dia já vimos. Mas em seu lar ela não é privada de ser quem é. Sua roupa não é imposta a ela, ela veste ceroulas em casa quase o tempo todo. Pensem que é uma mulher sendo criada por uma pessoa "castrada" do machismo (sonho!) Em um momento do filme, o auxiliar de God se encanta pela doçura e inocência da protagonista, mostrando que está encantado pelo seu interior, sem desejar primeiramente contato sexual. Mesmo com a segurança da casa e do noivo apaixonado, Bella decide fugir para descobrir um novo mundo, e aí sua vida ganha cores (e o filme também, literalmente). Ela foge com o amante Dunkan. As roupas coloridas, desconexas e os cabelos soltos destacam a felicidade da descoberta pelo novo. Percebam que apenas as roupas dela são coloridas e curtas - as demais personagens femininas usam roupas mais discretas e escuras: simboliza que apenas Bella vive a vida mais "cheia de cor", livre, sem impedimentos, sem as noções do que é certo e errado pela sociedade. Ela é feliz do seu jeito. A leitura do amante interpretado pelo Mark Ruffalo também é bem interessante: um homem que está feliz fazendo sexo com uma mulher bonita, promete o mundo inteiro a ela, dá tudo que tem para seduzi-la, e quando percebe que ela não cede aos seus encantos, fica atordoado, perde tudo, se reduz a uma histeria e loucura de um menininho apaixonado, perde tudo que tem e...... a culpa! (Te soa familiar?) A loucura é tanta, que ele a encaixota e a coloca em um navio para que fiquem juntos (claramente mostrando aqui que a visão de um homem sobre o amor é a prisão: se você ama, você aprisiona). Ela e o amante retornam à terra e vão para Paris, onde ela se prostitui. No momento em que ela opta por isso, Duncan já não a vê mais como uma mulher, e sim como uma put* (?). Na verdade, ela só estava vivendo a vida que vários homens escolheram pra si: viver de sexo, sem se preocupar com os julgamentos sociais. Ela se descobre e estuda muito nesse período, além de fazer muitos amigos e amigas. Ela descobre que o pai está doente e retorna para cuidar dele. Aqui podemos ver que suas vestes também sofrem mudança: tons mais escuros, roupas mais fechadas... mostram uma Bella mais madura, mais segura de si, mais dona do próprio caminho. O filme se desenrola bastante e no final aparece o seu marido - ou melhor, o marido de Victoria. Uma figura máscula e imponente, simbolizando perfeitamente a figura do machismo: agressivo, vil, doentio, castrador. Quando Bella descobre que o objetivo do homem é reduzi-la a apenas um ser que procria, tirando-lhe qualquer desejo sexual (o que lhe movimenta), ela se rebela novamente e o reduz a um animal irracional - o que, na minha concepção, qualquer moralista o é. No final do dia, ela sorri feliz e livre ao lado daqueles que a aceitam (a posição do noivo da Bella também é super simbólica, demonstrando que os homens podem ser parceiros na luta pela emancipação feminina e serem felizes com isso). Sem guerras. Sem disputa de poder. Apenas uma "feliz forma prática de amar" - como relata a própria protagonista.
John Cymbaum
John Cymbaum

6 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 25 de março de 2024
Tem algo do clima sombrio de Tim Burton, do visual lúdico de Wes Anderson e momentos hilariantes como só Mel Brooks sabia fazer. Mas, a linguagem dessa comédia surrealista, do roteiro aos cenários e figurinos, é absolutamente inovadora. E Ema Stone contracenando com Mark Ruffalo é antológico!
mauro alvim
mauro alvim

9 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 24 de março de 2024
Sinceramente não entendi a quantidade de pessoas qualificando o filme como péssimo. Modéstia a parte, mas este filme é para pessoas inteligentes que não estão a fim de ir ao cinema ver porcarias de Hollywood. Pobres Criaturas se passa na Era Vitoriana e acompanha Bella Baxter , trazida de volta à vida após seu cérebro ser substituído pelo do filho que ainda não nasceu, lembra um pouco do clássico "O Enigma de Kaspar Krauser" onde um homem está preso num quarto desde bebê e, quando consegue sair, começa a dar seu parecer sobre o mundo. Os cenários lembram demais os filmes de Felini, aquele clima bem onírico, algo que combina bem com a atmosfera do filme. Vi pessoas aí, puritanistas, reclamando das cenas de sexo, mas não eram cenas gratuitas, têm muito a ver com a história. Mas o melhor de tudo é o final, o desfecho do filme, se aparecer algum espírito de porco contando, é muita sacanagem.
esouza1974
esouza1974

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 23 de março de 2024
Pobres Criaturas é estranhamente ótimo. Nos faz refletir sobre as amarras morais da sociedade, através da mente pura e sem maldades de Bella. O cenário é surreal, a trilha sonora é inquietante e a entrega de Emma Stone é sensacional. Eu achei estranho quando vi que o título é "Pobres Criaturas" no plural, achei que a criatura fosse só a Bella, mas aparecem muitas criaturas dignas de pena, já começando pelo criador de Bella, God, que teve um pai que o sempre tratou sem sentimentos, e ele se tornou igual, os marinheiros que se aproveitaram da inocência de uma mente caridosa, o marido da mulher dona do corpo da Bella, Alfie, é de causar ódio, o personagem de Mark Ruffalo, Duncan, talvez seja a criatura mais miserável da trama. Recomendo esse filme para quem, durante o filme, possa deixar de lado os preceitos sociais e morais que nos formam.
Dodo Roriz
Dodo Roriz

15 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 23 de março de 2024
Pode resumir Li em alguma outra avaliação que esse filme peca em “romantizar a prostituição” como uma mensagem feminista que perdeu a mão, penso eu que a pessoa não pegou o ponto do filme, por justamente ser um filme que vai ser melhor entendido pela ótica feminina, pelo meu entendimento esse aspecto do filme fala na verdade sobre como lidaríamos (nós mulheres) com a liberdade sexual se fossemos criadas sem os parâmetros sociais, passados e atuais, impostos a nós, como podem perceber o criador de Bella, cita, não atoa, seu pai por diversas vezes, deixando claro ter sido criado por uma pessoa prática e nada sentimentalista, logo me leva a crer que tão pouco era apegado a parâmetros sociais banais, o God é claramente igualmente desapegado desses mesmos parâmetros, uma boa analogia inclusive é ele ser eunuco (castrado de seu machismo), God então cria Bella como um experimento, com amor a sua criação mas sem sentimentalismo ou muita preocupação em passar valores sem que sejam os valores intelectuais, Bella então cresce livre dessas correntes, e quando se vê livre no mundo é também livre de “polimentos” sociais, mesmo que isso lhe seja colocado em algumas vezes por homens, ela mesma não entende ou obedece a isso como gostariam, e acaba agindo o filme todo como o homem que conhecemos hoje em dia, o sexo para ela é puramente necessidade e prazer, ela também deixa isso claro quando demonstra em um certo momento que não entende os sentimentos que está causando ao personagem do Mark Rufallo durante o capítulo de Lisboa, não obstante a prostituição não foi banalizada ou romantizada, pensem vocês o que achariam de um homem que se prostitui? consigo ouvir facilmente piadas como “isso não é trabalho” ou que seria o “trabalho dos sonhos” e simples assim é como Bella entende, juntando necessidade com curiosidade e ainda mostrando aproveitar certos momentos, mas não deixando de mostrar as situações desagradáveis, inclusive na minha interpretação enxergo o suicídio de Victoria enquanto vivia o que é considerado o auge da realização de uma mulher (casada com um homem rico, com honras, e grávida) um questionamento do filme “e se”, e se ela tivesse outra chance de viver de outra forma, será que seria mais feliz? (algo que também me faz questionar quem aponta isso como um ode a pedofilia, também não foi atoa que a ficção científica foi adicionada a esse enredo, em uma tentativa de cortar qualquer apontamento nesse sentido, e evidenciar a mensagem real.) o fim de Bella então, diferente de sua mãe, foi livre, feliz, estudando medicina, e como uma coisa não tem nada a ver com a outra, ela termina com um homem que a respeita e entende, sem julgar sua curiosidade, seu desejo e suas escolhas (o oposto do pai de bella). Por fim, devo citar uma direção e edição únicas que juntamente a sonoplastia e as atuações, que causam a sensação perfeita de estranhamento e curiosidade, em um filme que prendeu por completo a minha atenção, com alívios cômicos certeiros, considero uma obra essencial e excelente.
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