Pobres Criaturas
Média
3,9
661 notas

173 Críticas do usuário

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Joao eduardo
Joao eduardo

1 crítica Seguir usuário

4,5
Enviada em 15 de março de 2024
Esse filme é complicado não é o tipo de filme que quer te agradar , muito pelo contrário eu senti que o objetivo era de fazer ter sentimentos conflitantes, não é um filme que tenha uma filosofia gritante por trás (eu acho, não senti nenhuma) na minha visão,no meu entendimento é uma história fictícia com ideias gritantes e mirabolantes e acontecimentos gritantes não é um filme que vai te deixar feliz de ver mas vai te entreter . Até o metade do filme eu estava achando bizarro mas fui aceitando a ideia os cenários exagerados cores fortes esse filme ele grita exagero o filme todo . Sobre o final foi bem o que eu esperava o final não te deixa emocionado ou encantado ele simplesmente conclui a jornada da personagem e faz todo o resto do filme valer a pena pq no fim temos uma conclusão
Carlos P.
Carlos P.

266 seguidores 431 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 13 de março de 2024
Yorgos Lanthimos consegue entregar uma história daquelas excepcionais, como se estivéssemos vendo um Alice no País das Maravilhas(não to comparando as obras, apenas citando que é criado um universo único e fantástico para a história).
E dentro disso, uma atuação brilhante de Emma Stone, em um personagem que é basicamente uma criança no corpo de uma adulta, entrando em conflitos com coisas como por exemplo a mente infantil descobrindo o corpo adulto.
Poderia falhar absurdamente, mas consegue entregar uma história incrível em todos aspectos.
Mauricio Louz
Mauricio Louz

3 seguidores 58 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 3 de março de 2024
Interessante, boa reflexão, mas pesado, a experiência é diferente, mas digo que vale a pena... Uma boa construção. Mas não indico pra qualquer um, o filme é pesado em alguns sentido!! Sexo e Sangue.
Carlota Herchovicht
Carlota Herchovicht

18 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 2 de março de 2024
Surrealista do inicio ao fim. Uma obra de arte, que não será compreendida por muitos. Denso, tenso, bizarro, cômico, gera ânsia, riso, dor...um deslumbre, ESPETACULAR! Emma Stone..como nunca imaginei, atuação impecável. Outro que brilhou(como sempre) Willem Dafoe, que eu amo! Pontos positivos: Atuação da protagonista, figurinos e trilha sonora. Ponto Negativo: Houve um excesso ( proposital) as cenas de sexo e exposição do corpo da Emma Stone.
Anderson
Anderson

20 seguidores 190 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 29 de fevereiro de 2024
Fábula produzida com extremo esmero, onde God( Willen Dafoe), um Frankenstein que é simultaneamente criador e criatura, revive do suicídio Bella (Emma Stone) implantando em seu crânio o cérebro do bebê de que está grávida. Com isso se alcançam duas finalidades: não se cria a junção de corpos distintos, como um cachorro com cabeça de ganso, mas sim o deslocamento de partes de um mesmo corpo e permite acompanhar o desenvolvimento físico, mental e, no caso, principalmente sexual desse "bebê" sem implicâncias de ordem moral. A partir daí acompanhamos a sua evolução transformadora até a fase adulta impondo-se frente aos personagens masculinos que permanecem imutáveis e que procuram, sem sucesso, aprisioná-la mantendo-a distante de outras influências. Godwin encarna o papel de um pai super protetor, Max o de um futuro marido que a deseja intocada e Duncan o de um homem que se propõe dono do seu corpo. Os três, e todos os outros personagens menores, transitam sob o domínio de Bella, a feminista concreta que toda feminista teórica desejaria ter sido. Há que se destacar que a discussão que foi gerada pelas cenas de sexo, indispensáveis para o que pretende na história, deve ser creditada única e exclusivamente aos freios morais daqueles que perdem seu tempo com um tal blá-blá-blá. Será um trabalho hercúleo dos juízes da academia de Hollywood escolher com quais Óscares irão premiar este filme. Merece todos.
Cleber Duarte Coelho
Cleber Duarte Coelho

9 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 29 de fevereiro de 2024
Um filme que foge do óbvio, com provocações filosóficas e sociológicas acerca das convenções sociais, do machismo, dos papéis que assumimos em sociedade. Se você gosta de filme clichê, fuja desse filme.
Ricardo P.
Ricardo P.

14 seguidores 20 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 25 de fevereiro de 2024
Em uma palavra: perturbador. Despertou em mim risadas, um pouco de asco mas, principalmente, reflexões filosóficas. Podia maneirar um pouco na escatologia e nas cenas de sexo quase explícito, mas tem um roteiro denso e original (não, não é um novo Frankestein).
Kleber L.
Kleber L.

8 seguidores 168 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 23 de fevereiro de 2024
um conto de fadas pós-moderno, em um PASSADO distópico, de uma princesa rebelde em pleno gozo, literalmente, de seu livre arbítrio! um pouco niilista mas belo e muito tocante!!! parabéns yorgut lastimos...hihihi!
Dudu S.
Dudu S.

21 seguidores 71 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 22 de fevereiro de 2024
"Pobres Criaturas é um filme doido, Bizarro e precisamos de mais histórias como essa"

"Frankenstein" é um personagem clássico e muito conhecido. Qualquer pessoa já ouviu falar dele em algum momento. Ele surgiu na literatura como protagonista de um romance de terror escrito por Mary Shelley. No cinema, tivemos várias adaptações do personagem. Uma consequência disso é o longa-metragem "Pobres Criaturas", dirigido por Yorgos Lanthimos, que é uma adaptação do livro de Alasdair Gray, que por sua vez foi inspirado no aclamado romance de Shelley.

Qual a História de Pobres Criaturas?
Baseada no livro homônimo de Alasdair Grey e referenciando o clássico Frankenstein, a história se passa na Era Vitoriana e acompanha Bella Baxter (interpretada por Emma Stone), trazida de volta à vida após seu cérebro ser substituído pelo do filho que ainda não nasceu. O experimento é realizado pelo doutor Godwin Baxter (Willem Dafoe), um cientista brilhante, porém nada ortodoxo. Querendo conhecer mais do mundo, a jovem foge com um advogado( Mark Ruffalo) e viaja pelos continentes, exigindo igualdade e libertação.

O roteiro é sensacional. A história é bem parecida com a do Frankenstein, só que no filme temos uma mulher como protagonista. A personagem é ressuscitada a partir do cérebro de sua bebê. No começo da trama, vemos Bella vivendo na casa do Dr. Godwin Baxter após ser trazido de volta a vida. Ela tem dificuldade para andar corretamente, falar e exibe um comportamento infantil. Conforme Bella evolui e descobre as coisas, ela decide que quer sair e descobrir como é o mundo. Então, Bella foge com um advogado e aí começa a sua jornada pelo mundo. A partir daí, é apresentado o mundo onde a narrativa acontece para Bella.

O longa realiza com maestria a tarefa de nos mostrar a ingenuidade de Bella e apresentá-la em situações sociais onde ela precisa adotar um certo tipo de comportamento, do qual ela não tem o conhecimento adequado. A partir desses cenários, ela vai conhecendo o mundo e como as coisas funcionam, o que é adequado e o que não é. Para amadurecer, Bella é colocada em várias situações que a obrigam a aprender a lidar com elas. A relação dela com o advogado é muito bem desenvolvida e é algo que a faz amadurecer e desejar ser livre das imposições da sociedade. O arco narrativo de Bella é muito bem construído. No começo do longa, Bella começa de um jeito e no final, ela está totalmente diferente. A trajetória e as transformações que ela sofre em sua jornada foram muito bem feitas.

A direção de arte é excelente. Os cenários são muito bem construídos. O longa retrata fielmente a época em que a narrativa se passa, tornando tudo mais verossímil e ajudando o espectador a compreender que a história ocorre no passado.

O figurino também está excelente. O filme se passa na era vitoriana, e as roupas que os personagens usam são muito semelhantes ao vestuário da época.

A maquiagem do filme está incrível, principalmente no Willem Dafoe, que faz o espectador realmente acreditar que o Dr. tem uma cara desfigurada e cheia de cicatrizes.

A fotografia é sensacional. O filme começa em preto e branco, até que a personagem Bella parte para conhecer o mundo e aí é feita a transição para a cor. Essa mudança é um ótimo recurso, onde o preto e branco representa o início da vida de Bella, marcada por seu confinamento na casa do Doutor, enquanto as mudança para cores simboliza sua jornada de descoberta.
Apesar de ser um longa sombrio, ele é bastante colorido.

O uso das cores é feito com maestria, cada uma com seu significado e capaz de gerar diferentes sentimentos e sensações. A presença das cores contribui para a construção da ambientação do filme.

Os enquadramentos são bem feitos e utilizados de forma eficaz. Planos gerais são frequentemente empregados para mostrar o cenário e apresentar o mundo onde se passa a trama. Os planos fechados são aplicados de maneira eficiente para mostrar as emoções e expressões dos personagens. Além disso, um enquadramento recorrente é o que coloca os personagens dentro de um círculo, algo que se assemelha a um olho. Esse enquadramento pode gerar várias interpretações sobre seu significado, como se alguém estivesse observando os personagens através desse olho, mas quem seria esse observador? Não se sabe ao certo. Pode-se argumentar que o espectador está participando da história e é ele quem está observando os personagens. Essa ambiguidade permite que cada espectador interprete de sua maneira.

A edição do filme é boa. A montagem é bem organizada, deixando claro em que ponto da história estamos. Sempre que Bella se desloca de um país para outro, é informado para qual local ela foi agora. Os cortes são bem executados, garantindo que a narrativa progrida de forma fluida, proporcionando um ritmo agradável e um bom dinamismo.

A trilha sonora do longa é boa. Ela varia de acordo com o que acontece na cena: se Bella está em uma situação descobrindo algo novo, a música transmite a sensação de novidade. Quando Bella enfrenta situações mais desafiadoras e perigosas, a trilha nos proporciona uma sensação de tensão.
Os atores trabalham muito bem, principalmente Emma Stone e Mark Ruffalo. Emma Stone brilha no papel de Bella Baxter. Ela consegue mostrar a evolução de sua personagem através de sua atuação, demonstrando as mudanças no comportamento de Bella. Ela foi indicada ao Oscar de Melhor Atriz e é a grande favorita para levar a estatueta.
Mark Ruffalo interpreta o advogado muito bem. Com sua performance, ele nos apresenta a natureza do advogado e como ele lida com Bella, que tem pouco conhecimento do mundo.

O filme é dirigido por Yorgos Lanthimos, que possui grandes obras cinematográficas, e esta não é uma exceção. Sua direção é muito boa, caracterizada por seu estilo próprio. Yorgos utiliza diversos elementos que são recorrentes em seus outros trabalhos, como personagens adultos com atitudes infantis e comportamentos estranhos, além de ocasionais explosões de violência. Neste longa, ele também faz uso de travellings, uma técnica que é uma marca registrada em seus projetos anteriores.

Em geral, 'Pobres Criaturas' é um filme doido, bizarro, mas isso não quer dizer que seja ruim. É simplesmente algo diferente do que estamos acostumados, e isso é ótimo. No entanto, por ser um pouco fora do comum, o espectador terá uma experiência diferente; alguns irão gostar e outros não.
Anderson  G.
Anderson G.

1.369 seguidores 397 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 12 de fevereiro de 2024
"Poor Things" é mais um filme peculiar do excelente diretor Yorgos Lanthimos, uma espécie de Frankenstein do século XXI que subverte a lógica do que é monstruoso, explorando a tentativa de uma alma em se manter pura em uma sociedade impura. O diretor já havia abordado um tema semelhante no filme "Dente Canino". As atuações estão excelentes, representando os melhores momentos na carreira de Emma Stone e Mark Ruffalo, que desempenham papéis muito bem aqui. Outro destaque é a construção de cenários no estilo retrofuturista, repleto de referências, como metrópoles, que mescla efeitos visuais propositadamente simples com efeitos de alta qualidade, criando constantemente uma sensação de desconfiança.

A fotografia busca ângulos abertos e distópicos, e as polêmicas cenas envolvendo sexo não são explicadas, mas são muito bem dirigidas. O filme parte de uma premissa no melhor estilo ficção científica, mas percorre vários gêneros, incluindo terror, comédia, romance e drama, formando uma obra completa. Apesar de estar longe de ser perfeito, em um período de repetições e pouca criatividade, Yorgos Lanthimos busca inspiração em um livro pouco conhecido dos anos 90 para criar um filme atemporal. Nota: 9/10.
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