Pobres Criaturas
Média
3,9
661 notas

173 Críticas do usuário

5
54 críticas
4
32 críticas
3
13 críticas
2
13 críticas
1
15 críticas
0
46 críticas
Organizar por
Críticas mais úteis Críticas mais recentes Por usuários que mais publicaram críticas Por usuários com mais seguidores
Kamila A.
Kamila A.

7.941 seguidores 816 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 12 de abril de 2024
“Pobres Criaturas”, filme dirigido por Yorgos Lanthimos, se passa durante a era Vitoriana, que marcou o regime liderado pela Rainha Vitória, num momento de muitas transformações econômicas, políticas e culturais para os países que vivem sob o regime da Monarquia Inglesa. Saber desse pano de fundo é muito importante para que possamos compreender um pouco sobre o que iremos assistir no longa.

A história de “Pobres Criaturas” é centrada na figura de Bella Baxter (Emma Stone, numa atuação vencedora do Oscar 2024 de Melhor Atriz), uma jovem mulher que é trazida de volta à vida por um médico/cientista excêntrico (Willem Dafoe). Na experiência de Godwin Baxter, o médico, Bella é uma mulher com cérebro de bebê, por isso, ela vai atingindo certos marcos temporais que são dignos da sua idade mental.

Uma mulher presa, sem contato com o mundo exterior; a verdadeira jornada de Bella, ao longo de “Pobres Criaturas” é a que a coloca enfrentando o mundo, usando seu corpo e o sexo como moedas de liberdade. É aqui que voltamos à Era Vitoriana, com seus momentos de luzes e de trevas, metaforizados pela fotografia de Robbie Ryan: o mundo da prisão de Bella é retratado em preto e branco; o mundo que Bella passa a conhecer lá fora é cheio de cores vibrantes, como a personalidade que ela revela ter.

Ao vivenciarmos a viagem de Bella, Yorgos Lanthimos desnuda diante de nós uma trajetória de uma mulher, numa época de pensamento conservador, em busca de sua liberdade, da igualdade e de poder ser aquilo que ela quiser, da forma que ela quiser. É uma história de força, que utiliza muito bem o tom irônico a seu favor.
Willian Ribeiro
Willian Ribeiro

1 crítica Seguir usuário

4,0
Enviada em 6 de abril de 2024
O filme todo é muito bom, longo, às vezes pode parecer cansativo mas a ânsia de descobertas da Bella até que deixa bem interessante. Contudo, no sinal, poderia ter feito diferente né? Ao invés de colocar o cérebro da cabra do "esposo" dela, pq não colocar o do God? Ficaria até mais interessante. Se livraria de um, dando vida novamente ao outro, com as memórias dele.
Jackson A L
Jackson A L

13.705 seguidores 1.245 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 30 de março de 2024
O primeiro filme que lembro de ter assistido, pelo menos como protagonista de Emma Stone foi "A Mentira, 2010", e na época achei muito ruim sua atuação. Hoje, ela já possui duas estatuetas de melhor atriz, e em Pobres Criaturas ela tem uma atuação única e particular, vivendo Bella Baxter, uma criança no corpo de uma adulta. O filme é cheio de nuances, e Lanthimos nunca deixa algo no filme por acaso, tudo é representado simbolicamente. Show de atuações do elenco todo.
Leonardo A
Leonardo A

12 seguidores 187 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 30 de março de 2024
Mais um grande erro dos Oscars pois merecia ser o melhor filme. Cinema puro, fantasia e sensibilidade, beleza e conhecimento e muitas citações e lembranças de clássicos do gênero.
DANIEL BARRAL
DANIEL BARRAL

27 seguidores 235 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 5 de março de 2025
Filme que adapta o livro de Alasdair Gray, que eu nunca cheguei a ler, mas fiquei com uma vontade imensa de ler depois desse magnífico filme. Grande atuação de Emma Stone, ela mereceu o Oscar e na minha opinião, foi um filme muito melhor que Barbie. Sensacional.
Rafael Perrotta
Rafael Perrotta

1 crítica Seguir usuário

4,0
Enviada em 25 de março de 2024
Pela quantidade de comentários criticando o filme, cheguei a duas conclusões.

1) A crítica ao patriarcado, incomoda, o pior, que algumas mulheres. Ver o Duncan comilão chorar em posição fetal é um tapa na cara dos machões comedores, mas as mulheres submissas se incomodam quando o assunto é libertação.

2) Precisamos ensinar nas escolas a pensar, a entender obras quando apresentam simbolismos, a maioria das religiões nos obrigou a sempre literalizar a vida.

Baita filme, não indicado para defensores da família tradicional, berço do patriarcado e do totalitarismo.
Vida Livre
Vida Livre

2 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 24 de março de 2024
Um cérebro de bebê em um corpo de uma mulher adulta. Genial! Mas pesaram no excesso de cenas com sexo.
Marcelo Giacomini
Marcelo Giacomini

1 crítica Seguir usuário

4,0
Enviada em 23 de março de 2024
Adorei o filme. O roteiro, a direção e principalmente o trabalho dramático comovente de Emma Stone, William Dafoe e Mark Ruffalo. Maculou um pouco o filme colocar o general como um ruminante no final. Dá um certo ar vingativo antimachista. Não que os homens não mereçam, mas bater no lodo suja as mãos. Mas não desmerece o filme. Uma aventura imperdível!
celton santos
celton santos

3 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 21 de março de 2024
Uma desconstrução social muito criativa. Desde a situação causadora até ao diálogo executado de maneira magnífica pelos atores.
Assuero Breckinridge
Assuero Breckinridge

1 seguidor 37 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 19 de julho de 2024
Uma personagem que sente um desejo incontrolável por liberdade: essa é a premissa central de Pobres Criaturas (Poor Things), que vai se expandindo encantadoramente ao longo do filme. Mas o que torna essa história tão incrível é a maneira como o faz, enquanto observamos uma premissa aparentemente simples se desabrochar magnífica. Desde a questão dos limites éticos de um experimento científico, até a maneira como a ingenuidade de alguém que quer mudar o mundo pode ser vista como algo bom ou ruim. A personagem sente uma sede impetuosa de descobrir o mundo e luta contra todas as formas de prisão e limitação que querem lhe impor. Todos nós sentimos esse forte desejo de explorar tantos lugares quanto possível, está no DNA humano. E aqui a vemos recebendo outra vez uma oportunidade de experimentar sua vida depois de um fim trágico, de renascer, de mudar, de recuperar algo, uma essência perdida. E durante sua jornada, ela descobre tudo de bom e novo e acaba encontrando a possibilidade de mudar o mundo que vê à sua volta, como um reflexo de seu próprio interior.

As pessoas são melhoráveis? É tolice querer que as coisas sejam diferentes, que a sociedade mude, que a injustiça acabe (sim, acabar), que a pobreza vá embora e nunca volte, que tenhamos paz ao invés de guerra? Porque não se pode mais sonhar com isso, é ingênuo, é bobo, é típico de pessoas que acabaram de renascer e estão no processo de descobrimento. Então, como se faz? Somos feras selvagens do berço à sepultura (uma ideia sugerida por uma personagem)? Tudo que é sombrio e cruel, deveríamos tolerar? Se conformar perante tudo, e onde é que está a intensidade, o desejo genuíno de ver luz ao invés de trevas? Seja com socialismo ou capitalismo (em sua versão transformada), ou com qualquer outro meio, a história de Pobres Criaturas nos permite contemplar essas possibilidades como algo natural.

Pobres Criaturas é incrível não só porque mostra uma personagem que por natureza anseia liberdade incondicional e o quanto isso nos é narrado como algo maravilhoso. A maneira como ela transcende os limites que a sociedade à sua volta tenta impor, por vezes sendo incompreendida e até tida como um monstro. Ela não tolera limites, ela não tolera ser diminuída ou controlada. Mas ela também quer que as coisas mudem. Chame de revolução ou não, mas a personagem não se conforma com as nuances de desgraça e de opressão, e sua natureza livre a leva a querer mudá-las. E isso é o que faz de Pobres Criaturas uma obra realmente bonita.

***

Pobres Criaturas merece todos os elogios que recebeu e continua recebendo. Eu mesmo fiz questão de elencar alguns, mas fuçando um pouco pelas demais críticas, julguei necessário acrescentar um complemento pertinente.

Parece óbvio para quem assiste que a protagonista se envolve em uma jornada de aventura e descobertas. E com isso ela enfrenta vários desafios. Mas a mensagem implícita parece não ter ficado muito clara. Sim, esse é um filme sobre feminismo, mas não é um filme ideológico. Aponta um fato simples que muitos preferem não aceitar: as mulheres podem ser autossuficientes (se elas quiserem) e a liberdade que elas reivindicam é genuína.

Estamos no século 21 e às vezes parece que ainda mantemos comportamentos dos tempos bíblicos quando as mulheres eram vistas como mercadoria. Parece que a cada passo para frente damos dois para trás. As mulheres não pertencem a ninguém, chega dessas regras medievais idiotas. Lugar de mulher não é na cozinha, dentro de casa, lavando roupa ou submetida a qualquer limite imposto culturalmente. Lugar de mulher é onde ela bem entender.

Não querido, as mulheres não precisam ou devem fazer isso ou aquilo. Elas fazem o que elas bem desejarem e a única coisa que as impede de exercer plenamente sua liberdade é esse machismo ultrapassado que está profundamente enraizado na cultura. Assim como a protagonista Bella Baxter, as mulheres não têm que obedecer, seguir, se enquadrar, se contentar com uma vida sem liberdade, aceitar todas as convenções que limitam seu comportamento e seu desejo. Por isso as ideias do filme são tão fortes e pertinentes, vieram na hora certa, ainda dá pra consertar o século 21 e se livrar de todas as formas de injustiça, opressão e atraso.

Viva a revolução feminista!
Quer ver mais críticas?
  • As últimas críticas do AdoroCinema
  • Melhores filmes
  • Melhores filmes de acordo a imprensa