Pobres Criaturas
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3,9
661 notas

173 Críticas do usuário

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Bruno Azevedo
Bruno Azevedo

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 19 de março de 2024
Filme muito interessante e fora da caxinha. O modo como descreve o comportamento humano de sentimento de posse, manipulação e poder diante do outro é ao mesmo tempo claro e diferente. Tem personagens controladores e permissivos, mas mesmo os mais "frios" tem no fundo sentimentos por mais que tentam lutar contar esses.
André Rampin
André Rampin

2 críticas Seguir usuário

0,5
Enviada em 18 de março de 2024
Um péssimo filme
Um filme cheio de cenas obcenas e repleto de exageros.
Resumindo é a cara do cinema atual......sem criatividade e respeito.
Neia Santos
Neia Santos

1 seguidor 40 críticas Seguir usuário

1,0
Enviada em 18 de março de 2024
Filme horrível nem conseguir assistir até o final..Não tem roteiro.. cenas de sexo o tempo todo de péssimo gosto por sinal..
Assuero Breckinridge
Assuero Breckinridge

1 seguidor 37 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 19 de julho de 2024
Uma personagem que sente um desejo incontrolável por liberdade: essa é a premissa central de Pobres Criaturas (Poor Things), que vai se expandindo encantadoramente ao longo do filme. Mas o que torna essa história tão incrível é a maneira como o faz, enquanto observamos uma premissa aparentemente simples se desabrochar magnífica. Desde a questão dos limites éticos de um experimento científico, até a maneira como a ingenuidade de alguém que quer mudar o mundo pode ser vista como algo bom ou ruim. A personagem sente uma sede impetuosa de descobrir o mundo e luta contra todas as formas de prisão e limitação que querem lhe impor. Todos nós sentimos esse forte desejo de explorar tantos lugares quanto possível, está no DNA humano. E aqui a vemos recebendo outra vez uma oportunidade de experimentar sua vida depois de um fim trágico, de renascer, de mudar, de recuperar algo, uma essência perdida. E durante sua jornada, ela descobre tudo de bom e novo e acaba encontrando a possibilidade de mudar o mundo que vê à sua volta, como um reflexo de seu próprio interior.

As pessoas são melhoráveis? É tolice querer que as coisas sejam diferentes, que a sociedade mude, que a injustiça acabe (sim, acabar), que a pobreza vá embora e nunca volte, que tenhamos paz ao invés de guerra? Porque não se pode mais sonhar com isso, é ingênuo, é bobo, é típico de pessoas que acabaram de renascer e estão no processo de descobrimento. Então, como se faz? Somos feras selvagens do berço à sepultura (uma ideia sugerida por uma personagem)? Tudo que é sombrio e cruel, deveríamos tolerar? Se conformar perante tudo, e onde é que está a intensidade, o desejo genuíno de ver luz ao invés de trevas? Seja com socialismo ou capitalismo (em sua versão transformada), ou com qualquer outro meio, a história de Pobres Criaturas nos permite contemplar essas possibilidades como algo natural.

Pobres Criaturas é incrível não só porque mostra uma personagem que por natureza anseia liberdade incondicional e o quanto isso nos é narrado como algo maravilhoso. A maneira como ela transcende os limites que a sociedade à sua volta tenta impor, por vezes sendo incompreendida e até tida como um monstro. Ela não tolera limites, ela não tolera ser diminuída ou controlada. Mas ela também quer que as coisas mudem. Chame de revolução ou não, mas a personagem não se conforma com as nuances de desgraça e de opressão, e sua natureza livre a leva a querer mudá-las. E isso é o que faz de Pobres Criaturas uma obra realmente bonita.

***

Pobres Criaturas merece todos os elogios que recebeu e continua recebendo. Eu mesmo fiz questão de elencar alguns, mas fuçando um pouco pelas demais críticas, julguei necessário acrescentar um complemento pertinente.

Parece óbvio para quem assiste que a protagonista se envolve em uma jornada de aventura e descobertas. E com isso ela enfrenta vários desafios. Mas a mensagem implícita parece não ter ficado muito clara. Sim, esse é um filme sobre feminismo, mas não é um filme ideológico. Aponta um fato simples que muitos preferem não aceitar: as mulheres podem ser autossuficientes (se elas quiserem) e a liberdade que elas reivindicam é genuína.

Estamos no século 21 e às vezes parece que ainda mantemos comportamentos dos tempos bíblicos quando as mulheres eram vistas como mercadoria. Parece que a cada passo para frente damos dois para trás. As mulheres não pertencem a ninguém, chega dessas regras medievais idiotas. Lugar de mulher não é na cozinha, dentro de casa, lavando roupa ou submetida a qualquer limite imposto culturalmente. Lugar de mulher é onde ela bem entender.

Não querido, as mulheres não precisam ou devem fazer isso ou aquilo. Elas fazem o que elas bem desejarem e a única coisa que as impede de exercer plenamente sua liberdade é esse machismo ultrapassado que está profundamente enraizado na cultura. Assim como a protagonista Bella Baxter, as mulheres não têm que obedecer, seguir, se enquadrar, se contentar com uma vida sem liberdade, aceitar todas as convenções que limitam seu comportamento e seu desejo. Por isso as ideias do filme são tão fortes e pertinentes, vieram na hora certa, ainda dá pra consertar o século 21 e se livrar de todas as formas de injustiça, opressão e atraso.

Viva a revolução feminista!
Marcela Fernandes
Marcela Fernandes

1 crítica Seguir usuário

0,5
Enviada em 16 de março de 2024
Não perca seu tempo assistindo isso que nem da pra chamar de filme...
Mirou no feminismo e acertou na lacração e na pornografia.
gabi
gabi

2 seguidores 27 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 15 de março de 2024
Tem uma história muito comovente e deslumbrante, talvez eu ainda não tenha a maturidade e a mente necessária para entender sobre o que filme deseja transmitir, os detalhes perceptíveis e as morais dele. Mas realmente esse filme é uma obra prima, difícil de ser tediante pois há sempre parênteses a serem fechados e eu não sei mais que palavras eu poderia usar até pq esse filme é um misto de sentimentos e emoções. A trilha sonora é excêntrica e a cenografia fizeram meus olhos brilharem de tão bonita e conceitual, o fato dele ter um formato stop motion deixa ele mais interessante de se ver e quando ele despercebidamente sair de preto e branco para colorido foi algo muito maneiro. Acho que esse filme se encaixa a quem te a mente um pouco mais aberta e aflorada, vai de gostos a gostos. Eu adorei.
Joao eduardo
Joao eduardo

1 crítica Seguir usuário

4,5
Enviada em 15 de março de 2024
Esse filme é complicado não é o tipo de filme que quer te agradar , muito pelo contrário eu senti que o objetivo era de fazer ter sentimentos conflitantes, não é um filme que tenha uma filosofia gritante por trás (eu acho, não senti nenhuma) na minha visão,no meu entendimento é uma história fictícia com ideias gritantes e mirabolantes e acontecimentos gritantes não é um filme que vai te deixar feliz de ver mas vai te entreter . Até o metade do filme eu estava achando bizarro mas fui aceitando a ideia os cenários exagerados cores fortes esse filme ele grita exagero o filme todo . Sobre o final foi bem o que eu esperava o final não te deixa emocionado ou encantado ele simplesmente conclui a jornada da personagem e faz todo o resto do filme valer a pena pq no fim temos uma conclusão
Liliana Leila de Siqueira
Liliana Leila de Siqueira

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 14 de março de 2024
Espetacular é a palavra para esse filme!! Lavou e enxaguou minha alma! QUE VIVAM AS BELLAS BAXTER!!!
Carol3samm
Carol3samm

1 crítica Seguir usuário

0,5
Enviada em 14 de março de 2024
Acho que foi um dos filmes mais decepcionantes da minha vida, principalmente por ter sido tão doloroso de ver.
As atuações estão incríveis sim, Emma Stone mereceu o Oscar dela e Ruffalo também merecia um, porém a história é o grande problema.
O filme tenta vender a libertinagem como algo belo e de empoderamento da personagem feminina, mas pela bela atuação da Emma com o cérebro de criança da personagem, tudo parece uma ilusão para disfarçar uma normalização e romantização do abuso infantil, assim como fizeram no cinema adaptando Lolita e eu senti intensa repulsa e ânsia de vômito durante a sessão.
Porque por dentro a personagem ainda é uma criança, na mente. Então aos “fãs “ desse filme peço que o reimaginem, com uma criança na idade mental do papel da Emma Stone e tentem não ter nojo: é impossível. Isso me lembra de ocasiões em que discuti de forma acalorada com colegas homens que acreditavam, por incrível que pareça, que uma garota de 13 anos com corpo de mulher já deveria ter liberdade sexual e que “se o corpo tá pronto, a mulher tá pronta”.
Simplesmente NOJENTO
Carlos P.
Carlos P.

266 seguidores 431 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 13 de março de 2024
Yorgos Lanthimos consegue entregar uma história daquelas excepcionais, como se estivéssemos vendo um Alice no País das Maravilhas(não to comparando as obras, apenas citando que é criado um universo único e fantástico para a história).
E dentro disso, uma atuação brilhante de Emma Stone, em um personagem que é basicamente uma criança no corpo de uma adulta, entrando em conflitos com coisas como por exemplo a mente infantil descobrindo o corpo adulto.
Poderia falhar absurdamente, mas consegue entregar uma história incrível em todos aspectos.
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