Peaky Blinders: O Homem Imortal: Críticas - Página 5
Peaky Blinders: O Homem Imortal
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Diogenes Maurino
4 críticas
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2,0
Enviada em 23 de março de 2026
Bem fraco! O filme parece ter sido feito as pressas de qualquer jeito, quatro anos de espera e esse foi o melhor que eles conseguiram entregar? Vou fazer de conta que não assisti e continuar com as lembranças que tenho da série.
Peaky Blinders: The Immortal Man | Quando o barulho substitui a mente
Existe um risco inevitável quando uma série construída na base de silêncio, tensão e inteligência resolve migrar para o cinema: a tentação de crescer demais. Peaky Blinders: The Immortal Man é o retrato exato desse erro.
A série sempre se destacou por transformar Thomas Shelby em algo raro — um protagonista cuja maior arma não era a violência, mas o raciocínio. Cada diálogo carregava ameaça, cada decisão tinha peso, cada movimento era parte de um jogo maior. Era menos sobre o que acontecia e mais sobre como e por que acontecia.
O filme, no entanto, parece esquecer isso logo nos primeiros minutos.
Ao colocar Tommy em meio à Segunda Guerra Mundial, a produção amplia o cenário, mas reduz a profundidade. O que antes era um estudo psicológico de poder, trauma e controle vira uma narrativa mais direta, mais apressada — e, principalmente, mais superficial. A guerra, que poderia servir como pano de fundo simbólico para o caos interno do personagem, acaba funcionando mais como ferramenta de espetáculo.
E nesse processo, o próprio Tommy Shelby perde força.
Não porque o personagem mudou — mas porque o ambiente ao redor deixou de exigir o que ele tem de melhor. O estrategista frio dá lugar a um protagonista que reage mais do que manipula. O silêncio carregado vira cena acelerada. A mente brilhante, que sempre esteve alguns passos à frente, agora parece apenas mais uma peça dentro de um cenário maior.
O resultado é um filme que não chega a ser tecnicamente ruim, mas que falha no ponto mais importante: compreender a essência do que está adaptando.
Para quem acompanhou a série, a sensação é inevitável — não falta orçamento, não falta ambição, mas falta identidade. Falta aquele desconforto silencioso, aquela construção lenta que fazia cada escolha importar.
No fim, The Immortal Man entrega algo que Peaky Blinders nunca precisou ser: grande por fora e pequeno por dentro.
E talvez esse seja o maior problema.
Porque quando um personagem como Thomas Shelby perde a complexidade, sobra muito pouco além do barulho.
Feito pra ganhar dinheiro e resolver questões políticas entre elenco e produção... Claramente o roteiro é apressado e tira toda a profundidade do enredo que marcou a série. Os personagens tem um desfecho tão contraditório com o que foi desenhado em toda a série que o melhor a fazer aqui é simplesmente ignorar a existência desse filme. Péssimo!
Após conquistar o público durante seis temporadas, a história da família Shelby retorna ao cinema com Peaky Blinders ganhando uma continuação cinematográfica em Peaky Blinders: The Immortal Man. Lançado em 2026, com cerca de 130 minutos de duração, o filme funciona como um epílogo da série que começou em 2013 e se tornou um dos dramas criminais mais cultuados da televisão moderna.
Mesmo para quem nunca acompanhou a série — como é o seu caso — o filme consegue despertar curiosidade para mergulhar na saga completa dos Shelby.
Principais atores e personagens Thomas Shelby — Cillian Murphy Erasmus Shelby — Barry Keoghan Beckett — Tim Roth Kaulo — Rebecca Ferguson 易 Primeiras Impressões
O filme funciona como uma ponte entre o passado da série e o futuro da família Shelby.
A narrativa mostra um Thomas Shelby envelhecido, exilado e aparentemente afastado do mundo do crime, mas ainda carregando a aura fria e estratégica que sempre definiu o personagem.
Mesmo distante de Birmingham, o destino o força a voltar ao jogo.
Enredo
A história se passa anos após o fim da série, em um período em que a Europa vive as tensões da Segunda Guerra Mundial.
Thomas Shelby vive isolado, tentando se afastar das sombras de sua própria história. Porém, enquanto ele está longe, quem assume os negócios da família é seu filho Erasmus Shelby.
Sem a experiência e o controle emocional do pai, Erasmus comete erros perigosos — o maior deles é fazer uma aliança com Beckett, um homem ambicioso e calculista que já foi inimigo de Thomas.
A situação se torna ainda mais grave quando Beckett começa a eliminar seus rivais e expandir seu poder em meio ao caos da guerra.
O assassinato da irmã de Shelby se torna o gatilho definitivo.
Thomas Shelby retorna do exílio — não como um homem em busca de redenção, mas como o estrategista frio que sempre dominou o submundo do crime.
A partir daí, o filme se transforma em uma disputa de poder que mistura política, crime e vingança.
里 História e construção dramática
O ponto mais interessante da narrativa está na relação entre pai e filho.
Enquanto Thomas Shelby representa o passado — um líder calculista moldado pela guerra e pela violência — Erasmus simboliza uma nova geração ainda perdida entre ambição e ingenuidade.
Durante todo o filme permanece uma dúvida central:
Erasmus está realmente ao lado do pai… ou está sendo manipulado por Beckett?
Essa tensão sustenta a trama até o último ato.
Atmosfera e fotografia
Um dos grandes pontos fortes do filme é a fotografia.
A estética mantém o estilo visual característico da série:
ambientes sombrios iluminação dramática cenários industriais e decadentes
O resultado é uma atmosfera que mistura elegância com brutalidade.
Atuações
Cillian Murphy mais uma vez entrega uma atuação magnética como Thomas Shelby. Mesmo com menos tempo de tela do que na série, sua presença domina o filme.
Seu Shelby continua sendo um personagem marcado por silêncios, olhares calculados e decisões implacáveis.
Barry Keoghan, como Erasmus, representa bem a insegurança de alguém tentando ocupar o lugar de uma lenda.
Já Tim Roth constrói um vilão convincente. Seu Beckett é frio, manipulador e perigoso — exatamente o tipo de adversário que força Shelby a voltar ao campo de batalha.
Obras semelhantes
Quem gosta do estilo de Peaky Blinders também pode apreciar histórias como:
Boardwalk Empire The Godfather — O Poderoso Chefão Road to Perdition — Estrada para Perdição The Sopranos
Todas exploram o poder, a família e o crime organizado sob uma perspectiva dramática profunda.
⭐ Avaliação Final
Peaky Blinders: O Homem Imortal funciona muito bem como conclusão de uma saga.
Mesmo quem não assistiu à série consegue acompanhar a história sem grandes dificuldades — embora a experiência certamente fique ainda mais rica para quem conhece o passado da família Shelby.
O filme entrega boas atuações, atmosfera intensa e um final que simboliza a passagem de uma era.
A morte de Thomas Shelby, seguida pela ascensão de Erasmus, sugere que o legado dos Shelby continuará — mesmo que sob um novo comando.
Vale a pena assistir? Sim. E provavelmente vai despertar vontade de assistir toda a série.
Sinceramente eu me esforcei muito pra não desligar a TV na metade do filme. Dá a impressão que trocaram de diretor/roteirista, porque o filme é medonho de tão ruim. Até a atuação do Cylian está um pouco a baixo. Muito diálogo e pouca ação, até as frases de efeito são patéticas. Início ruim, na metade parece que vai começar a melhorar, daí piora. Não chega nem aos pés da série.
O filme foi muito bom, porém ele matou o Arthur, já basta a família todos mortos, ele vai matar o Arthur eu gostava do Arthur o Arthur sempre foi fiel a ele, a Polly morreu porque tava se envolvendo no que não deveria até aí tudo bem, O Thomas deveria ficar vivo, o fim dele não deveria ser daquela forma, o próprio filho mete uma bala nele. O Thomas não deveria ter morrido, esse roteiro foi desnecessário.
Não gostei. Um vilão mal construído, criaram lembranças novas pra ele de uma vida pregressa que nunca tinham sido abordadas na série. Quem meio que arquiteta e trassa o destino final dele junto ao filho é uma mulher que ninguém nem sabia que existia. Muito corrido pra dar ponto final a história da série e de Thomas shelby. Fora várias outras pontas soltas que deixaram pra trás: Onde foi parar o Finn shelby depois que ele foi expulso dos peacky blinders? E o Oswald Mosley que fim levou ? Esse filme envergonha a série. Mto fraco
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