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Rust Cole
1 crítica
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2,0
Enviada em 29 de maio de 2024
Esse filme é uma fábula de terror feminista. Não é um filme de terror comum, é um filme que usa a imagética do terror para transmitir uma mensagem feminista. O homem-verde (greenman) é um símbolo do renascimento, e o filme spoiler: o usa para mostrar que o homem sempre renasce, estará sempre presente, na autoridade religiosa, no poder da lei, na infância "agressiva", na figura rebelde, nos nice guys, (vários arquétipos interpretados pelo mesmo Rory Kinnear). No fim, a amiga aparece para prestar auxílio (sororidade...) e tcharam! Aparece grávida! Essa é a derradeira a aberrante sugestão da "salvação" para as mulheres que o filme propõe: aborto. A cena final é para deixar claro que a reprodução está nas mãos das mulheres. É um filme completamente satânico. Quem entende um pouco de feminismo e simbologia vai identificar a intenção macabra.
Um filme incomum e não para um público genérico. Muito bem conduzido, com belíssima fotografia e atmosfera. A protagonista se sai muito bem no papel da mulher culpada diante de uma sociedade machista. Se fosse piegas nessa temática, talvez não impressionasse. Porém é bastante certeiro, embora complexo e portanto pouco compreendido por um público mais rasteiro. Além do tema bem conduzido, consegue criar o suspense e o terror de forma surpreendente. Os efeitos especiais também são ótimos. Grata surpresa.
Saudades dos tempos em que o terror se passava em casas mal assombradas, com direito a cenas em cemitério. "Men" é um filme de terror? De suspense? Ou uma pregação politicamente correta? Começa, como na Bíblia, com a protagonista colhendo e comendo uma maçã. Na sequência, homens representados pelo mesmo ator, homens são todos iguais?, declarando que, a partir daí, todas as culpas são dela. Tudo fica na superficialidade de imagens muito bem tomadas, bem feitas, tão infantilizadas, como nos filmes de super heróis, que não causam no espectador minimamente inteligente nenhum medo, apreensão ou expectativa de suspense. Mera água com açúcar. Muito doce.
Geralmente quando tiro um tempo para dar minha opinião sobre algum filme, procuro ser cuidadoso com as palavras pois estamos falando de um trabalho, seja muito bem feito ou mal feito, porém, sobre esse aqui, sinceramente, que viagem! A mensagem passada sobre a sociedade machista e sobre o ciclo e manias que são passadas de geração a geração realmente é incrível, mas a maneira na qual a mensagem é passada, é péssima!
Precisa melhorar muito para ser péssimo, nem simbólicamente conseguiu demonstrar algo de útil. O tipo de filme que descaracteriza o horror, temas centrais de suspense psicológico, decifrações precisas de enredo etc. Assisto filmes dos mais váriados complexos, enredos originais, direções esplendorosas e personagens comoventes, esse só pode ter sido criado por dívida de jogo, é frustrante saber que é considerado um filme.
Eu não entendi realmente a mensagem do filme. Li entrevista com o diretor e passei a entender menos ainda. Mas, a produção é boa, elenco afiado e efeitos bem feitos. Não gosto de criticar uma obra, pois estaria criticando centenas de pessoas que trabalharam nela. E obra de arte, cada um gosta se quiser. Mas, prendeu bem a atenção.
Morte, amor, sexo, culpa, machismo; pelos assuntos abordados, parece quase um plagio do "Anticristo" . Mas a abordagem eh totalmente diferente, adotando um vies mais fragmentado e menos literal do que o do filme do Lars Von Trier. Realmente muito bom, chegou a me causar medo e terror claustrofobico. A fotografia com as cores berrantes dao a sensacao de irrealidade tornando as paisagens, que deveriam traduzir o bucolico e belo interior da Inglaterra, por exemplo, em algo incomodo de tao estourado que os verdes aparecem na tela. A narrativa e em clima de pesadelo mesmo, ainda que abordando temas mais dramaticos e, conforme bastante comentado, nao e nada linear, o que torna o filme mais interessante ainda. Gostei bastante.
O filme parece ter sido feito por um drogado que exagerou muito na dose.
Até consegue em algumas cenas de susto, mas o final descamba para algo chatíssimo. Se o diretor queria passar uma mensagem, passou a impressão que têm problemas.
FILME PERTURBADOR DO EXCELENTE ALEX GARLAND, COM UMA FOTOGRAFIA E EDIÇÃO DE SOM PRIMOROSOS QUE CERTAMENTE DIVIDIRÁ OPINIÕES SOBRE A TÉMATICA E DESENVOLVIMENTO, PRINCIPALMENTE NO SEGUNDO ATO. CONTUDO, O FILME É EFICIENTE AO CRIAR UMA ATMOSFERA CLAUSTROFÓBICA, INCÔMODA E DESCONCERTANTE. RECOMENDO!
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