A Baleia
Média
3,9
608 notas

108 Críticas do usuário

5
24 críticas
4
32 críticas
3
22 críticas
2
11 críticas
1
9 críticas
0
10 críticas
Organizar por
Críticas mais úteis Críticas mais recentes Por usuários que mais publicaram críticas Por usuários com mais seguidores
Anny R
Anny R

1 crítica Seguir usuário

4,0
Enviada em 21 de março de 2023
Traz reflexões importantes e urgentes, mas não traz nada de muito inovador ou surpreendente. Narrativas que já existem em outros filmes.
Maurício Silva Pereira
Maurício Silva Pereira

1 crítica Seguir usuário

4,5
Enviada em 20 de março de 2023
A Baleia, filme protagonizado por Brendon Fraser, premiado com o OSCAR de MELHOR ATOR, coloca Deus no Banco dos Réus.
A trama, emocionante e impactante, relata a saga do professor universitário de redação CHARLIE (BENDOM FRASER), que busca, já no iminente final de sua vida, reconstruir o relacionamento com a filha ELLIE (SADIE SINK), adolescente de 17 anos, rebelde, cruel e maligna.
Charlie, abandonou o casamento com e esposa MARY (SAMANTHA MORTON) e filha ELLIE, então com 8 anos, a fim de viver um romance homoafetivo com um ex-aluno seu, bem mais jovem. Nunca abandonou a filha materialmente, mas a alienou emocionalmente.
O namorado de Charlie era um jovem filho de lideres religiosos da Igreja Nova Vida. A opção sexual e de conviver maritalmente com CHARLIE foi rejeitada e hostilizada pela família. O Jovem caiu em profunda depressão, vindo a suicidar-se pulando de uma ponte.
A tragédia traumatiza e deprime CHARLIE, que passa a comer compulsivamente, tornando-se um obeso mórbido com 270 kilos. Passa a trabalhar, lecionando por videoconferência, mantendo sempre a câmera de vídeo desligada, haja vista ter vergonha de sua aparência, achando-se nojento.
Charlie, tem um evidente sentimento de culpa, sua pretérita decisão de deixar esposa e filha para viver uma aventura amorosa homoafetiva, trouxe deletérias consequências. Sua ex-mulher tornou-se alcoólatra. A filha desenvolveu uma personalidade vingativa, apática, insensível, odiosa e interesseira. Charlie, sabotou-se em virtude da culpa, tudo que ganhava com seu trabalho acumulava para formar um lastro financeiro e garantir o futuro da filha que abandonou, abdicando de cuidados médico-hospitalares, plano de saúde e medicamentos, ou seja, suicidou-se paulatinamente.
A melhor amiga de CHARLIE, a enfermeira LIZ (HONG CHAU, indicada ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante) era irmã do Companheiro de Charlie, jovem que se suicidou. Ela de origem cristã, criada na Igreja Nova Vida, destila sua decepção com a religião, a Igreja e com Deus.
Na trama surge a figura de um jovem PSEUDOMISSIONÁRIO, que queria evangelizar CHARLIE. Ao final descobre-se que aquele jovem estava fugindo da família e da Igreja Nova Vida, pois havia se apropriado de dinheiro da igreja, entendia que seria desprezado pela família e castigado por seu erro. ELLIE, filha de CHARLLIE, apresentando uma face boa, ajudou a aproximar o JOVEM de sua família.
O PSEUDOMISSIONÁRIO, de posse da Bíblia que foi usada pelo namorado de CHARLLIE. com textos destacados confrontou CHARLLIE e terminou por culpar o amor homossexual dele com seu amante suicida como a razão daquela tragédia. Charllie esbraveja, responsabiliza DEUS, entrega a Bíblia com desprezo a seu interlocutor, pedindo que fosse embora.
A uma leitura teológica no contexto do filme A BALEIA, Deus é colocado no Banco dos Réus como um Deus homofóbico e odioso. Preciso destacar que a Igreja, seja a Nova Vida, Batista, Assembleia de Deus, Católica, é constituída por pessoas imperfeitas em busca da perfeição. A homofobia não pode ser atribuída a Deus, mas uma minoria fanática e radical dentro da igreja é homofóbica.
O Deus da Bíblia, aquele em quem creio e cuja Palavra prego, condena o homossexualismo, mas ama a pessoa do homossexual. Deus ama os integrantes da comunidade LGBTQIAP+ , embora sua Palavra não aprove as relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo.
É o preconceito das pessoas, dentre as quais religiosos extremados, que fomenta, ainda mais, conflito emocional, , depressão, ansiedade e até resultam em suicídio entre pessoas LGBTQIAP+.
Deus é Deus misericordioso e bom. Seu amor é inclusivo, não exclui ninguém. Ama os LGBTQIAP+, ama pessoas odiados por muitos. Deus abomina o pecado, mas o pecador. O amor é o DNA de Deus, quem não tiver amora ele não pertence.
O filme A BALEIA é emocionante, impactante, humano , dramático, real, mas teológicamente demonstra uma tentativa comum do homem culpar a Deus pelas consequências dolorosas advindas de suas próprias escolhas.

MAURÍCIO SILVA PEREIRA
PASTOR BATISTA
TEOLÓGO
ADVOGADO
MEMBRO DA COMISSÃO NACIONAL DE DIREITOS HUMANOS DA OAB/AP
Rodrigo Gomes
Rodrigo Gomes

6.171 seguidores 975 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 18 de março de 2023
Não é um grande roteiro, mas é um grande filme! Brendan Fraser finalmente recebe um personagem em que pode apresentar todo o seu potencial e se imortalizar. É triste e com cenas gravadas em uma delicadeza que mesmo contendo apenas um cenário, as expressões nos diálogos e os posicionamentos os levam a outro patamar de atuação. É trágico, com uma beleza oculta na forma da direção. O destaque, sem dúvida, é da caracterização.
Ewerton Silva
Ewerton Silva

1 seguidor 23 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 18 de março de 2023
Atuação esplêndida do Brendan! Oscar merecedissimo!!
Esse filme me tocou de uma forma que eu não esperava. Não tenho obesidade mas sim repressão, e eu entendi tanto aquele personagem, estive com ele o tempo todo, e a cena final me arrancou muitas lágrimas.
A atriz que fez a enfermeira estava maravilhosa, que atuação poderosa!
Enfim, é um filme que divide muitas opiniões, mas acredito que tenha cumprido seu papel, que é o de emocionar e ser brutalmente crú e humano!
Luisa Giantomaso
Luisa Giantomaso

4 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 13 de março de 2023
spoiler: A culpa carregada por Liz por não ter conseguido salvar o irmão. A saudade e insegurança negadas por Mary depois de se sentir trocada por quem amava. A convivência com a fuga da própria vida enquanto busca maneiras de viver uma nova por Thomas. A simpatia com o desconhecido pelo entregador de pizza Dave e sua surpresa e desprezo com a descoberta da realidade. A volta e o não julgamento de um pássaro na janela. O sentimento eterno de abandono e solidão, de rebeldia agressiva como resposta e solução para as amarguras por Ellie. O su1cídio silencioso de Charlie, o sentimento de culpa pela perda de um amor e de um abandono, a cobrança de sinceridade em redações por precisar que as pessoas sejam honestas com o que sentem e entender a importância disso pra vida, a passividade tóxica consigo mesmo por precisar de aprovação dos outros e "aceitar" normalmente a negação dos outros por acreditar que mereça como consequência de seus erros...

TODOS, sem execeção de nenhum, até mesmo aqueles que não vemos, todos os personagens carregam consigo uma profundidade emocional imensa, uma construção psicológica difícil de ser entendida e aceitada, visto que acima de tudo precisamos de humanidade para isso, deixando de lado todos nossos julgamentos e visões de mundo fechadas em bolhas sociais amargas.

A proporção de tela apertada, a iluminação e a paleta de cores sempre escura, a contagem de dias conforme a passagem do filme, o cenário sempre bagunçado e apertado, a chuva incessante e principalmente *a trilha sonora* te levam para um filme delicado e claustrofóbico. É muito dificil assistir e não se deixar levar pelo sentimento de que a cada minuto é mais e mais difícil de respirar. A ansiedade ataca, o coração acelera, começam náuseas, incômodos físicos... E mesmo sendo ruim de se sentir esse tipo de coisa, pra mim, é assim que vejo o quanto um filme funcionou, o quanto objetivo de ter a arte como incômodo para debates sociais, foi cumprido. Esse filme é um drama que trata de muitas feridas, e faz questões de cutucar propositalmente todas elas. Homofobia, gordofobia, preconceito religioso, abandono paterno, luto, depressão e até mesmo a escrita como espaço de cura mental. É um filme pesado, e é pra ser mesmo, polêmico.

Muitos classificaram até como exagerado e caricatural, porém é importante saber reparar nesses detalhes. Papéis que não tiveram muita informação dada pelo diretor como direcionamento para se aprofundar (como no caso de Sadie Sink, que apesar de seu potencial cênico acabou caindo em uma adolescente rebelde, e não por sua culpa). Cenas "apelativas" segundo o público se tratando sobre a compulsão alimentar do personagem Charlie, quando na verdade precisamos tentar entender que aquela era a forma que o próprio personagem se via, como alguém nojento, porque era assim que o mundo demonstrava ver ele. É apelativo? Ou foi uma forma de demonstrar uma realidade difícil?

A trilha sonora merece o meu reconhecimento mais sincero para essa obra, foi o que mais me chamou atenção desde o início do filme, é obscura, profunda, sufocante... assim como o filme e assim como o mar.

Sobre o mar... há muito a se dizer para tão pouco espaço. Esse é um filme que remexeu muito no meu mental, analisei tanto, me entreguei tanto... me prendeu e me comoveu, merece o reconhecimento que vem ganhando, e mais do que tudo, merece os debates sociais que tanto instiga propositalmente, conversem sobre ele, não tratem o filme sobre como entretenimento passageiro!
Tulio F
Tulio F

2 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 13 de março de 2023
Absolutamente comovente, absurdamente triste e verdadeiramente poético, assim é A Baleia (the whale), novo filme de Darren Aronosky, que conta uma performance beirando perfeição de Brendan Fraser, digna de todas as premiações que tem levado. Sem dúvida nenhuma, um dos melhores filmes dessa década.
Roberto S.
Roberto S.

3 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 13 de março de 2023
A história é densa, forte e um tanto quanto deprimente. Brendan Fraser dá um show de interpretação, fortíssimo candidato ao Oscar de melhor ator.
Daniel Novaes
Daniel Novaes

7.774 seguidores 873 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 13 de março de 2023
Atuação impecável de Brendan Fraser, num filme cru, sem romantismos com drama, só o drama real mesmo, que se passa quase todo num cômodo só, por limitações físicas do protagonista, por limitações psicológicas dele também... forte, impactante... a grande maioria de nós conhece alguém que sofra de obesidade mórbida... então vale muito, como filme e, principalmente, como exercício de empatia... esqueça a opção sexual do protagonista, isso é apenas para mostrar ainda mais a exclusão e julgamentos que o peso já o obriga...
CHARLES Januario
CHARLES Januario

3 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 13 de março de 2023
O filme aponta para uma realidade, cada vez mais escancarada na sociedade mundial, obesidade é uma doença e precisa ser levada a sério e não romantizada.
No contexto correto dizer que a pessoa está gorda, acima do peso, obesa, não é preconceito mas sim um alerta.
O filme tem bom roteiro, boas transições de cenas e passa com competência a mensagem que quer passar, obesidade é um risco que pode levar a morte.
Anderson  G.
Anderson G.

1.369 seguidores 397 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 13 de março de 2023
"A baleia" novo filme do brilhante diretor Darren Aronofskyi vai fundo em seus próprios ideias cinematográficos, apesar de ser uma história adaptada de uma peça de teatro os elementos "Aronofskyikianos" estão lá, a imersão psicopática em algo, as analogias e metáforas, as críticas religiosas e a obsessão, esse último presente em todos os seu trabalhos. E fica fácil entender porque o diretor escolheu essa peça para adaptar. O primeiro elemento que salta aos olhos é atuação de Brendan Fraser, ele está brilhante, ao mesmo tempo que é uma atuação sofrida e carismática sentimos uma raiva do personagem por sua falta de combatitivade por conta da culpa, sua entonação e atuação corporal também são incríveis, outro grande destaque da atuação é o da sua amiga e cuidadora Liz vivida por Hong Chau que está ótima fazendo uma interpretação de uma personagem dura e amigável, por outros lado, um dos pilares da história, a jovem Ellie interpretada por Sadie Sink faz uma atuação mais caricada e fraca. O roteiro é muito bom, todo bem encaixado, cheio de moralidade e alegorias, com diálogos e um texto quase pessoal falando sobre escrever com paixão e não com técnica, essas passagens são belas e tocantes, gosto muito dessa pessoalidade no texto de "A baleia". A fotografia é escura e triste tal qual a composição de cenário suja, sem sol, é sempre um clima depressivo e hostil, a maquiagem é um elemento a parte e deve chegar forte para o óscar. Darren Aronofskyi traz cenas angustiantes, parece que estamos sempre ofegantes vendo seu filme e a vida do protagonista sendo mantida por um fio. Um ponto que me tira um pouco do filme é a mesmo que me tira do filme anterior de Aronofskyi , o longa "mãe", de 2016, ambos vão fundo demais em suas metáforas religiosas e poéticas além de terem uma montagem lenta, também não gostei do uso de câmera e da trilha sonora embora a mixagem de som seja ótima. 8/10
Quer ver mais críticas?
  • As últimas críticas do AdoroCinema
  • Melhores filmes
  • Melhores filmes de acordo a imprensa