A Baleia
Média
3,9
608 notas

108 Críticas do usuário

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Antonio Aversa
Antonio Aversa

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 13 de março de 2023
Tocante se visto da maneira certa, o filme abrange diversos temas do mundo atual, familiares e pessoais.
Tathianna Cinema
Tathianna Cinema

2 seguidores 26 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 13 de março de 2023
A Baleia

EUA, 2022

O filme conta a incômoda história de Charlie. Professor de inglês e literatura, ele vive dentro de uma rotina árdua, angustiante e aflitiva. Por conta de acontecimentos significativos e outras variáveis do passado, Charlie desenvolveu uma compulsão alimentar e ganhou um peso enorme que o incomoda, envergonha e sobre o qual ele não tem mais controle.
Encarcerado dentro de casa, ele dá aulas on line para um grupo de alunos que não o vê (a câmera está sempre desligada), recebe visitas diárias da enfermeira e amiga Liz e espera seu tempo, literalmente acabar. Com doenças e distúrbios crônicos, ele se recusa a procurar um hospital para uma necessária internação. Liz ajuda e aconselha, mas não insiste. Tem seu passado intimamente ligado ao de Charlie e consegue compreender a recusa do amigo em buscar ajuda. Ambos perderam Alan, irmão de Liz e companheiro de Charlie, em circunstâncias devastadoras.
Para dilacerar mais ainda o conflito, entra em cena Ellie, a filha adolescente do professor, a quem ele abandonou junto com a mãe Mary, para viver ao lado de Alan. Há nove anos sem ver o pai, ela o hostiliza e humilha em busca de uma reparação e atenção.
O cenário piora de vez, quando bate a porta de Charlie, um missionário religioso querendo "salvá-lo". Nosso heroi não quer salvação (talvez redenção). Quer apenas sobreviver aos dias que lhe restam, ainda que com muito sofrimento ao redor.
Com constantes faltas de ar e dores excruciantes, o combalido Charlie só encontra alento ao escutar os trechos do livro Moby Dicky, que relata a obssessão do capitão de um baleeiro em matar uma gigante baleia branca, que no passado, o mutilou. Sempre que ouve os trechos se acalma e respira.
Nessa hora, o espectador suspira aliviado, pois não se trata de um título de filme depreciativo, mas sem dúvida, um título mordaz, irônico e provocativo.
Um gesto simbólico, triste e arrasador do protagonista, encerra a complexa e polêmica narrativa.
Relevante ressaltar que trata-se de uma película mediana e com uma atuação de Brendan Fraser, melhor que o filme todo.
@cineinstadicas
@cineinstadicas

5 seguidores 68 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 13 de março de 2023
Brendan Fraser é um grande ator, e consegue fazer uma boa atuação, mas isso não basta pra fazer do novo longa do talentoso diretor de Cisne Negro (talvez sua obra prima absoluta) um grande filme. A obra é cansativa, repetitiva, melodramática e sensacionalista. Apesar de trazer temas interessantes e atuais como a homofobia, a intolerância religiosa e a compulsão alimentar, o longa faz uma abordagem superficial e maniqueísta sobre os temas; desta forma perdendo a chance de uma avaliação mais profunda e se limitando a expor o personagem principal a um verdadeiro show de horrores . O final redentor não chega a ser ruim, mas carece de conexão mais sólida com o restante da trama e a mesma falta de conexão também é observada entre os personagens; transformando o desfecho em uma situação fria e pouco convincente. Obviamente várias situações de embaraço e constrangimento foram milimetricamente plantadas pelo diretor, mas esse fato não faz do longa uma obra melhor; trata-se de um filme mediano, que promete muito mas entrega muito pouco.
Anderson  G.
Anderson G.

1.369 seguidores 397 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 13 de março de 2023
"A baleia" novo filme do brilhante diretor Darren Aronofskyi vai fundo em seus próprios ideias cinematográficos, apesar de ser uma história adaptada de uma peça de teatro os elementos "Aronofskyikianos" estão lá, a imersão psicopática em algo, as analogias e metáforas, as críticas religiosas e a obsessão, esse último presente em todos os seu trabalhos. E fica fácil entender porque o diretor escolheu essa peça para adaptar. O primeiro elemento que salta aos olhos é atuação de Brendan Fraser, ele está brilhante, ao mesmo tempo que é uma atuação sofrida e carismática sentimos uma raiva do personagem por sua falta de combatitivade por conta da culpa, sua entonação e atuação corporal também são incríveis, outro grande destaque da atuação é o da sua amiga e cuidadora Liz vivida por Hong Chau que está ótima fazendo uma interpretação de uma personagem dura e amigável, por outros lado, um dos pilares da história, a jovem Ellie interpretada por Sadie Sink faz uma atuação mais caricada e fraca. O roteiro é muito bom, todo bem encaixado, cheio de moralidade e alegorias, com diálogos e um texto quase pessoal falando sobre escrever com paixão e não com técnica, essas passagens são belas e tocantes, gosto muito dessa pessoalidade no texto de "A baleia". A fotografia é escura e triste tal qual a composição de cenário suja, sem sol, é sempre um clima depressivo e hostil, a maquiagem é um elemento a parte e deve chegar forte para o óscar. Darren Aronofskyi traz cenas angustiantes, parece que estamos sempre ofegantes vendo seu filme e a vida do protagonista sendo mantida por um fio. Um ponto que me tira um pouco do filme é a mesmo que me tira do filme anterior de Aronofskyi , o longa "mãe", de 2016, ambos vão fundo demais em suas metáforas religiosas e poéticas além de terem uma montagem lenta, também não gostei do uso de câmera e da trilha sonora embora a mixagem de som seja ótima. 8/10
Anderson
Anderson

20 seguidores 190 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 13 de março de 2023
"As pessoas são incapazes de não se preocupar com os outros. As pessoas são incríveis." A tela em 4:3 é claustrofóbica tanto quanto a sala em que tudo acontece, com a fotografia obscura ampliando a sensação da dificuldade em sorver o ar. O contato com o mundo externo se dá através de sombras se movimentando por detrás de uma janela. O ser humano de Darren Aronofsky é prisioneiro de si mesmo, mas mesmo assim transborda sua humanidade pela preocupação que tem pelo outro e pela fé que deposita nele. Apenas muito próximo ao final tudo se ilumina quando, metaforicamente, Charlie caminha para a luz, momento em que ocorre um pequeno exagero que poderia ter sido dispensado tanto quanto a profusão de lágrimas que o antecede. É um melodrama? Pode ser que seja, característica realçada pelo tom teatral da movimentação dos personagens e dos diálogos, embora fique difícil imaginá-lo diferente disso, considerando-se os temas, obesidade, depressão, luto e homofobia, envolvidos na trama.
Lucaspoeta Souza
Lucaspoeta Souza

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 13 de março de 2023
Sensacional ! A atuação de Brendan fraser é espetacular ... O filme é dramático e instigante, vale a pena cada minuto !
Thales Takahashi Dezorzi
Thales Takahashi Dezorzi

1 crítica Seguir usuário

4,0
Enviada em 13 de março de 2023
Gostei do filme. Qualidade boa , efeitos sonoros bons. A filosofia do Moby dick reflete ao futuro do Charlie, a relação perturbada entra filha do protagonista desencadeia o drama da vida do Charlie. Em crítica o filme é bom.
Cinemaby
Cinemaby

1 seguidor 3 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 13 de março de 2023
É um filme impactante no qual o cenário é praticamente uma extensão do personagem principal. Tudo ali é um organismo só, onde vida e morte, caos e ordem, culpa e prazer co-habitam em uma atmosfera funesta, porém sensibilizante.

A trama não romantiza a obesidade mórbida, abordando com pouca sutileza a rotina de Charlie.

A obra permeia a subjetividade envolvida nas decisões de cada personagem e enfatiza a busca complacente de Charlie pelo afeto da filha (Fraser atua incrivelmente nesse filme).

Além do relacionamento turbulento entre pai e filha, a temática religiosa tem um lugar de destaque no filme.

Não é um filmaço, mas pode arrancar lágrimas de muita gente.
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