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Camila Reis
64 seguidores
103 críticas
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3,0
Enviada em 19 de maio de 2014
A atuação de Sean Penn em “Uma lição de amor” é excepcional e a história é bastante comovente, mas, se for para ser racional, spoiler: Lucy (Dakota Fanning) realmente não deveria ficar com seu pai. Mesmo sendo muito amoroso e esforçado, Sam (Penn) não tem capacidade intelectual para criar adequadamente a menina. Entretanto, como “tudo o que precisamos é amor”, viva! Êê! Como observação, achei a representação de Michelle Pfeiffer bastante realista, já que o comportamento da advogada Rita (Pfeiffer) não mudou radicalmente como seria em uma trama idealizada.
Um bom filme, mas com alguns probleminhas. A história, apesar de bonita é comovente é pouco crível, o personagem de Sean Penn, Sam Dawson me parece incapaz de criar um criança (praticamente sozinho) até os sete anos de idade. O filme também é grande demais, Pfeiffer está pouco inspirada e Penn, na sua já conhecida total doação ao personagens, acaba por dar um tiro no próprio pé com um personagem que é uma faca de dois gumes: ao mesmo tempo que a perfeição com que ele interpreta um homem altamente problemático é admirável, também é problemática porque deixou o ator muito marcado, e eu já cansei de ouvir piadas zombeteiras em Hollywood sobre esse trabalho do ator. Um monte de comentários imbecis mas que estão aí. Dakota foi a mais bela supresa.
O filme aborda, de forma objetiva e sensível, muita humana, a relação de um homem (Sam) com deficiência de QI (equivalente a 7 anos) com sua filha (Lucy), cuja mãe os abandona após o parto. A criação da menina é ajudada por amigos com a mesma deficiência e uma vizinha de QI superior. Os acontecimentos se tornam dramáticos quando a criança atinge 7 anos e o Estado intervem em busca de uma provável salvação sócio-cultural da menina, que a essa altura tornou-se, também, deviciente. Surge então a presença de uma advogada conceituada que acaba aceitando a defesa gratuíta do pai, em princípio apenas para provar algo que não praticava: solidariedade caritativa. O desenrolar,a partir desse momento, faz crescer o teor emotivo da história e descrevê-lo anteciparia para o leitor as emoções sempre crescentes, mormente com o envolvimento, mormente da advogada. Grande atuação do "cast" com destaque para Sean Pen e Michelle Pfeffer.
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