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Wilson Gomes Jr
1 seguidor
20 críticas
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2,5
Enviada em 16 de maio de 2026
Mais uma adaptação da obra de Alexandre Dumas, a quarta delas... Longo e cansativo, foge muito do foco, que é a vingança do personagem principal... Recomendo a versão de 1975, com o Richard Chamberlant, na minha opinião a melhor delas...
O novo filme de 2024 é um espetáculo visual, mas deixa um gosto amargo para quem entende a verdadeira jornada de Edmond Dantès. Se por um lado a fotografia é belíssima e os cenários são grandiosos, por outro, o roteiro se perde em escolhas que enfraquecem a força da obra original.
Onde o filme acerta? A estética é, sem dúvida, o ponto forte. O filme é "bonito de ver", com figurinos impecáveis e uma atmosfera que tenta resgatar a elegância francesa da época. Algumas atuações são sólidas, mas a beleza visual não sustenta a falta de profundidade emocional.
Onde o filme falha (e muito): A Prisão Apressada: Para um homem que ficou 14 ou 15 anos apodrecendo em uma cela, a transição no filme é rápida demais. O espectador não sente o peso do tempo, da solidão e da transformação mental que Dantès sofre no Castelo d'If. Fica parecendo um "intervalo" rápido, tirando o impacto da ressurreição do herói.
Vingança Sem Alma: O filme é covarde na hora de punir os vilões. No livro, a vingança é um prato cozido lentamente. Aqui, os destinos de Fernand, Villefort e Danglars são confusos ou incompletos. Falta aquela satisfação de ver a justiça sendo feita com o rigor que os traidores mereciam.
A "Falsa Balança Moral": O filme tenta impor uma moralidade moderna e inocente, sugerindo que "vingança sempre tem um preço" e que o Conde deve terminar sozinho e triste. Isso é uma romantização pessimista. Na vida e no livro, a justiça serve para fechar ciclos e permitir recomeços, não para condenar o justiceiro à solidão eterna.
O Erro com Haydée: Ao dar Haydée para o jovem Albert, o filme foge da complexidade do livro. No original, Haydée é a esperança e o amor que cura o Conde. O filme prefere um final "agridoce" e solitário, o que soa mais como medo de polêmica do que como boa narrativa.
Minha Conclusão: A versão de 2001, com Jim Caviezel, embora tenha suas liberdades e seja menos "sofisticada", consegue entregar o que o público realmente quer: satisfação e catarse. Em 2001, sentimos o ódio de Edmond e celebramos o seu triunfo final.
O filme de 2024, apesar de sua "capa" bonita e intelectual, acaba sendo uma adaptação confusa e vazia, que entrega um final solitário para um homem que já sofreu injustiças demais. No final das contas, falta a 2024 a coragem de ser tão épico quanto o livro de Alexandre Dumas.
Curiosíssimo a questão da princesa Haydeé, que no livro sempre foi grega. Entretanto, em sua primeira aparição, cantando e tocando violão, estava cantando em romeno (tenho conhecimento básico no idioma e o reconheci quase que de imediato). Além disso, quase todos os seus diálogos com o Conde eram misturando francês e romeno. Fiquei muito curioso até o conde revelar que a resgatou na Valáquia (atual Romênia). Até onde me lembro, no livro não é bem assim, mas achei essa adaptação interessante.
No mais, achei que o desenvolvimento da inveja de Fernand foi muito apressado. Nisso, o filme americano de 2002 foi bem melhor. Por outro lado, este novo filme foi mais fiel ao livro que a versão americana, de maneira geral.
É sempre complicado adaptar "O Conde de Monte Cristo" para filme, a história é longa e mesmo este filme de 2024 tendo quase 3 horas de duração, precisou adaptar/cortar muita coisa. Por isso minha versão em filme favorita da história é a estrelada por Gerard Depardieu, que era na verdade uma série (com 4 episódios, se não me engano), com quase 7 horas de duração.
Gostei muito desse filme, tanto da narrativa quanto dos atores, sei que algumas coisas não são 100 por cento fiéis e que temos outras boas adaptações porém gostei bastante dessa
filmaço, apesar de muitas cenas serem a noite não são escuras que você não entende o que ta acontecendo como na maioria dos filmes. Não tem cenas tão clichês como poderia ter e não faz o protagonista um super herói.
O filme tinha tudo para ser bom, mas, é uma porcaria, para não dizer pior !!! Se quiser ver o Verdadeiro filme do Conde de Monte Cristo, veja o anterior e irão entender esta crítica.
Uma versão estendida de filme, que é raro hoje. Para quem leu a obra de , esse filme, entre os filmes feitos, é o que mais se assemelha ao livro. Vi no cinema, e adorei.
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