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Luiz Cappellano
62 seguidores
103 críticas
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3,5
Enviada em 31 de agosto de 2023
Filme leve e divertido que nem por isso deixa de tratar com profundidade questões sociais/sociológicas. A Sra. Harris é uma faxineira, viúva de oficial que lutou na II Guerra Mundial, que vive modestamente em um porão em Londres e que tem como melhor amiga uma senhora negra. Educada e gentil, ela junta todas as suas economias para ir a Paris e comprar um vestido exclusivo da Maison Dior, o seu sonho de Cinderela. Desnecessário dizer que ela é explorada pelos seus patrões ingleses, discriminada pelos frequentadores e até alguns funcionários da Maison Dior e que o que deveria ser um sonho acaba sendo quase um calvário... Mas, o essencial, é que ela é uma batalhadora, que sabe do seu valor e sabe se impor diante da vida, das situações e das pessoas. spoiler: Alma nobre, acaba emprestando o seu "prêmio", a tão duras penas conquistado, a uma de suas patroas, que o destrói para se promover, sem que a própria senhora Harris o tenha usado uma única vez.
O final do filme é de contos de fadas (surreal?) mas não deixa de ser factível, muito bem articulado e resolvido dentro da trama, diante das transformações que a sua breve estada/permanência propiciaram à própria Maison Dior. Aconselho a todos que desejarem se divertir e sonhar um pouco que assistam.
Um filme com um olhar feminino sobre vestuário e suas consequências de vida! Roteiro se arrasta um pouco, mesmo com uma boa atuação de sua protagonista.
Filme agradável, daqueles estilos motivação mas com leveza. Há obviamente uma coisa meio clichê em toda história, fazendo com que o filme não seja realmente algo que eu recomendaria a qualquer custo, mas gostei de ver, simpatizei com a personagem e torci por ela - a performance da atriz principal, isso sim aumenta um pouco o nível do filme.
O nome poderia ser Cinderela ou A Bela e a Fera. Trata-se de uma fábula adulta que nos remete à infância, o que é indispensável para que a historia não seja vista como inverossímil. A simpatia com que Lesley Manville constrói a personagem faz com que embarquemos nessa viagem torcendo para que a sua carruagem não volte a ser abóbora. Pode ser visto como a representação de qualquer trabalhador cuja proximidade é suportada pela classe social a que serve, enquanto a serve. Porém, que não pense em alçar voos em busca de sonhos além do que lhe é permitido. Como toda história da carochinha inicia com relativo sofrimento para a personagem, prossegue com a sua luta intransigente para vencer obstáculos e termina com o final feliz que não aceitaríamos caso não se verificasse. "Leve, como leve pluma, muito leve, leve pousa."
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