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Murilocortezalvarez
1 crítica
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5,0
Enviada em 7 de outubro de 2020
Um dos melhores filmes que já vi. Ao contrário do que muitos dizem, acho que este filme não requer uma grande inteligência para aprecia-lo.Não há uma grande complexidade na trama, o final do filme se entrelaça com o começo de uma forma muito bela.Claro, há muitas coisas escondidas e para cada cena, movimento, fala, Lynch colocou um significado.É um filme completo que te transmite a verdadeira essência da arte.
Simplesmente incrível!!! David Lynch brinca, fantasticamente, com a percepção de realidade do espectador - o que lhe é peculiar - fazendo um filme para ser visto repetidas vezes. Destaque também para a atuação brilhante de Naomi Watts!
Cidade dos sonhos é um filme de drama/suspense que contou coma direção e roteiro de David Lynch. O filme recebeu 1 indicação ao Oscar de 2002: melhor direção. Na trama, acompanhamos Rita (Laura Harring) que após sofrer uma tentativa de assassinato, recebe ajuda de Betty(Naomi Watts) e fica hospedada em seu apartamento. Após o incidente, Rita sofre de amnésia e conta com Betty para ajudá-la a se lembrar quem ela realmente é. Ao seguir pistas do seu passado, o seu mundo se torna um grande pesadelo. É de fato um filme que não nos oferece respostas óbvias e mesmo após assistir temos que refletir muito sobre ele. Não é atoa que recebeu apenas uma única indicação ao Oscar ( e merecia mais) devido a forma em que foi contada. O filme é um mergulho surrealista na psicanálise e tratando dos sonhos de uma única personagem. Talvez se o filme fosse feito por outro diretor não teria dado certo e não viraria o clássico do século XXI. O tom de suspense diante de tudo o que está acontecendo é um dos pontos altos do filme. Precisamos entender que como o nome do filme sugere, boa parte do filme (primeiro e segundo ato) se passa por meio de um sonho da personagem Betty, que desejava ser uma grande atriz, ter uma tia influente (rica), morar bem em Hollywood e ainda ter o amor de Rita. Rita se apresenta como uma pessoa vulnerável, fraca e apaixonada por Betty. A grande virada de chave foi no teatro após, no Clube do silêncio, na qual com bastante simbolismo faz Betty (agora Diane) acordar dos seus sonhos ao mostrar que Betty chorava por algo falso. A própria caixa azul é o despertar. O último ato é poderoso, pois após o despertar de Diane vemos como a sua vida realmente é:uma atriz fracassada, que não tem o amor de Rita, que vive em péssimas condições etc. Diane definitivamente entra em colapso. Lógico que a direção realiza tudo isso de uma forma surreal, colocando muitos simbolismos e acaba afastando o grande público dessa sua obra impar. Ainda assim, é um grande filme para ser apreciado.
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