Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas: Críticas - Página 2
Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas
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Mary M
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3,0
Enviada em 27 de junho de 2021
Já adianto que esse não é meu estilo de filme e que eu não sou muito fã dos trabalhos do Burton, por isso minha nota, digamos, ok. É um filme tecnicamente bem feito, com boas atuações e um roteiro legalzinho, porém, não me envolveu em absolutamente nada. Não consegui sentir muitas emoções e nem apego pelos personagens. Acho que a história pula muito rápido de uma parte para outra, sem dar aparente explicação para a anterior. Também é irreal (por isso, já adiantei, eu não gosto muito de filmes de fantasia). No geral, porém, foi um bom passa tempo. Daí vai da questão de cada um: se gostar de fantasia, o filme pode se tornar um dos seus favoritos. Se não...é, passa, mas não marca.
Sou um contador de histórias. Não perco a oportunidade de relembrar minhas desventuras infantis e juvenis. Algo que acontece, quase sempre, de forma involuntária. Um comportamento cada vez mais constante na medida em que minha idade avança. É comum me ver compartilhando histórias e “fatos” fantásticos e mirabolantes que protagonizei ao longo de minha vida. Com um pé na realidade, ou não, cada um desses “causos” narra um pouco de quem sou. Edward Bloom, o protagonista de “Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas”, também é um contador de histórias. Talvez o maior e melhor deles. Em suas narrativas ótimas, presenciamos estranhas situações e as figuras inusitadas que ele conheceu.
O roteiro de John August, baseado no livro de Daniel Wallace, nos apresenta Will Bloom (Billy Crudup) que é recém casado com Josephine (Marion Cotillard) e prestes a se tornar pai. Ele é filho de Edward Bloom (Albert Finney) e é ressentido com o pai, uma vez que acha que não o conhece. Will considera mentiras as histórias maravilhosas dele. Sem perceber a real importância daqueles contos ele acredita não ter uma ideia clara de quem o pai realmente é. Will acha que o relacionamento conturbado deles o torna incapacitado para ter um bom relacionamento com seu filho que está prestes a nascer. Edward é um bon vivant, conhece todos e agrada a todos. Seus relatos encantam e fascinam. Ele é bom no que faz, não é uma coincidência que a primeira lembrança que o longa nos mostra é justamente um “causo de pescador”. É nessa combinação de uma história humana e um universo fantástico que vamos conhecendo Edward Bloom.
As narrativas e vivências do protagonista são experiências fantásticas. Interpretado por Ewan McGregor em sua versão jovem, Edward descreve cada fato com encanto e fascínio. Quando conhece sua futura esposa Sandra Bloom (Jessica Lange/Alisson Lohman), seu grande amor, o tempo para literalmente em uma linda sequência. Em sua vida ele se envolve com gigantes, bruxas, gêmeas siameses e bagres enormes. Edward foi uma figura grande demais para nosso mundo e para sua própria existência. Em um belo paralelo, construído pelo filme, percebemos que esse “peixe grande” não cabe em seu “aquário”. Quando se vê próximo ao fim, ele teme secar. E o que mais lhe aflige é a impossibilidade de se movimentar e continuar a viver novas histórias.
Ao longo da trama Will parece perceber que ele não deve ressentir as histórias do pai. Quando as julga como mentiras, ele deixa de lado o aspecto mais importante delas. Querer conhecer o verdadeiro Edward Bloom é ignorar que nossas memórias e percepções nos definem. Os relatos dos fatos de toda uma vida, fantasiosos ou não, nos mostram suas vontades, seus objetivos, sua forma de pensar e de ver o mundo. Sabemos como é a personalidade de Edward. As “Histórias Maravilhosas” do título não escondem como é o verdadeiro protagonista, e sim, o definem como ele realmente é.
É participando desse mundo fantasioso, cheio de viva e apaixonante que seguimos na narrativa do filme. A fotografia de Philippe Rousselot cria um universo inventivo e deslumbrante, cada sequência recebe o tratamento adequado. E são várias, terror, humor, suspense, estranhamento, romance, dentre outras. O diretor Tim Burton sabe conduzir muito bem a história por todos esses cenários. Ewan McGregor apresenta o protagonista sempre sorrindo e autoconfiante. Uma ótima escolha e caracterização. Albert Finney demonstra como o fim da vida e a impossibilidade de viver novas aventuras incomodam Edward. Alison Lohman, a versão jovem de Sandra e Jessica Lange, a versão mais madura. São pouco exploradas na obra e se resumem ao grande amor do protagonista.
Por mais egocêntrico que o protagonista de “Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas” seja, ele nunca se esqueceu de que os acontecimentos literais de sua vida pouco importam. Suas narrativas fantasiosas traduzem a realidade de uma forma bonita, cativante e interessante. As histórias são poderosas, dizem verdades e mudam as nossas vidas.
O filme começa arrastado e incompreensível, mas ao longo da trama, conseguimos entender a proposta do roteiro e aceitar as diversas ''bizarrices'' que ocorrem. É um filme interessante para ser visto apenas uma vez ou ser passado como um trabalho escolar para crianças do ensino fundamental.
Um drama familiar dirigido pelo criativo e inspirado Tim Burton. O que dizer desse filme? Impossível não se emocionar. Quem assistiu e achou a história chata é porque não entendeu o conteúdo e profundidade por trás dela. É uma história de relação entre pai e filho .Prepare a pipoca e segure as lágrimas e embarque nessa maravilhosa história . Sendo um cinéfilo posso dizer que este filme entrou para meu top 10. Dúvidas assista. Nenhum filme ganha a média de mais de 4,4 pontos não sendo de bom pra ótimo ... Recomendo amigos.
Quem assistiu e achou a história chata é porque não entendeu o conteúdo e profundidade por trás dela. É uma história de relação entre pai e filho, onde ele mantém o papel de herói para seu filho, ainda que depois de adulto ele não entenda a sua forma de ser, agir e de contar as histórias de sua vida. Will, por ouvir as histórias exageradas de seu pai, ser torna um jornalista (que materializa a sua característica cética e a busca por aquilo que atenha a fatos reais, e seu desejo de saber a história real de seu pai), deixando claro que ele se tornou o oposto dele. Porém, conforme ele investiga e conhece pessoas que conviveram com seu pai e ele compreende que sua forma de contar a história da sua vida nada mais é do que tornar o real em algo belo de ser vivido, que nos torne orgulhosos de contar e inspirador para as pessoas que ouvem. A forma como vc enxerga a vida pode dar esperança ou simplesmente tornar tudo igual como muitos já enxergam.
Mesmo estilo de Forest Gump com o protagonista contando as histórias. A diferença é que aqui as histórias são chatas, não agregam nada no desenvolvimento da trama, não fazem rir nem chorar nem criam expectativa nenhuma. Tentam forçar alguma emoção através da trilha sonora, mas não rola. Aquela música triste tocando e vc assim: ¬¬
Possivelmente o melhor filme de Tim Burton, Big Fish é uma doce fábula tragicômica que se utiliza magistralmente do absurdo para tocar em temas bem reais e extremamente identificáveis. Um charmoso conto de pai e filho com as típicas assinaturas visuais e narrativas pra lá de divertidas do diretor. Ewan McGregor numa de suas melhores atuações, o grande Albert Finney emocionante em uma de suas últimas aparições de destaque no cinema. Se você está procurando um filme tranquilo, divertido, e tocante para se assistir num final de semana desses, Peixe Grande é a escolha perfeita.
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