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Ricardo L.
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3.227 críticas
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3,5
Enviada em 3 de novembro de 2020
Continuação do divertido filme de 2016, aqui também nos leva um bom entretenimento, garantindo varias gargalhas, Sacha Baron Cohen está novamente ótimo, num papel que não é fácil e as piadas mexem com a geração MIMIMI de hoje em dia. Muito bom.
Quando “Borat – O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja à América”, filme dirigido por Larry Charles, foi lançado, em 2006, a personagem título do filme (criada e interpretada pelo comediante inglês Sacha Baron Cohen) era uma verdadeira novidade. Por isso mesmo, funcionou tão bem a viagem do repórter de TV de origem cazaque, pelos Estados Unidos, revelando o choque cultural e social entre o confronto daquela figura rara com pessoas que representavam os maiores estereótipos da cultura norte-americana.
Quatorze anos após esse lançamento, Borat não é mais uma novidade. Em decorrência disso, o grande desafio por trás de uma continuação como "Borat: Fita de Cinema Seguinte", filme dirigido por Jason Woliner, é nos causar aquela mesma sensação de frescor que o primeiro filme. O elemento surpresa que o longa precisava vem justamente da presença de Maria Balakova em tela, interpretando Tutar Sagdiyev, a filha que acompanha Borat no seu retorno aos Estados Unidos.
A trama do filme nos mostra, como dissemos no parágrafo anterior da nossa resenha crítica, o retorno de Borat aos Estados Unidos, acompanhado da sua filha, com o objetivo de presenteá-la ao Vice-Presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, como uma forma de reabilitar a imagem do Cazaquistão, que ficou tão arranhada após o lançamento de “Borat – O Segundo Melhor Repórter do Glorioso País Cazaquistão Viaja à América”. Em cima dessa premissa, acompanhamos Sacha Baron Cohen e Maria Balakova improvisando em cima de outras diversas situações e cenas, tudo com o propósito de reforçar que, como bem Borat afirma, nos comentários do ato final do longa, que a maior ameaça para os Estados Unidos não são outros países ou outras tecnologias; e sim, os próprios norte-americanos, com suas idiossincrasias tão bem reveladas pelo filme.
"Borat: Fita de Cinema Seguinte" é uma obra de humor sofisticado. Muitas vezes, eu fiquei até me perguntando se eu tinha o repertório suficiente para entender tantas críticas subliminares e tanta ironia. A verdade é que o senso de humor como o de um filme como esse é para poucos. Para mim, confesso, funciona muito pouco! Para muita gente, é genial! E, realmente, pensando do ponto de vista que Sacha Baron Cohen e Maria Balakova conseguiram fazer com que pessoas anônimas e conhecidas se revelassem daquela maneira é a prova de que ambos são geniais mesmo no que fazem - Rudy Giuliani que o diga!
Borat - Fita de Cinema Seguinte, é ácido, tem algumas boas piadas, alguns momentos bem constrangedores, mas é menos memorável e até menos engraçado que seu antecessor, é um bom filme, sem dúvidas é uma boa diversão, mas achei o primeiro infinitamente melhor.
Embora não carregue o mesmo verniz de novidade do seu antecessor, Fita de Cinema Seguinte consegue apresentar uma continuidade coerente para as loucas aventuras de Borat, interpretado com o mesmo vigor e talento irreverente de Sacha Baron Cohen. Mais uma vez, o que nós temos é uma brutalmente escatológica e intelectualmente provocativa sátira da cultura americana, e é impressionante como eles não tiveram que fazer mudanças estruturais significativas no desenvolvimento dos comentários sociais, sendo que o que era pertinente em 2006, continua sendo hoje. O mundo parece que muda, muda, e tudo acaba ficando sempre igual. É óbvio que, assim como o longa anterior, Borat 2 tem um claro viés liberal com críticas explícitas à direita cristã conservadora do Partido Republicano, bem como sua base social. Mas acredito que é uma comédia de natureza atemporal que consegue transpor eventuais barreiras ideológicas com seu senso de humor infalível, podendo ser apreciada por diferentes grupos.Tem que virar trilogia!
"Borat 2" é um filme bem mais maduro e consciente do que quer fazer do que seu antecessor, temos até uma critica social muito bem construído, com personagens que sofrem de mazelas e tem duvidas sobre seu desenvolvimento e personalidade, tudo é muito bem explorado por de trás de uma cortina de um humor negro, pastelão e absurdo mas que ainda funciona muito bem, dá certo que "Borat 1" é mais engraçado, mas a sequencia tem seus momentos.
Seria difícil imaginar Borat para os dias de hoje, um filme que tem uma carga humorística que hoje não é tão bem socialmente aceita, a solução foi satirizar as pessoas certas para não sofrer de severas críticas ou boicotes, uma jogada acertada de construção de narrativa.
O longa conta com uma direção simples mas eficaz, muitas câmeras soltas, utilização de iluminação natural, com planos curtos extremamente orgânicos, embora o filme não passe a mesma sensação de shockumentary que o primeiro, sua transgressão ainda funciona. os atores estão ótimos, Sacha Baron entrega um Borat convincente e divertido e Bilak Sagdiyev surpreende com uma atuação de diversas camadas.
"Borat 2" é um filme divertido, com um roteiro ácido, maduro e que conta até com diversos Plots, com uma ótima conclusão, aqui temos um amontoado de ideias que são organizadas e que funcionam bem diferente do primeiro, mesmo que a sequência tenha menos charme, ainda é um filme interessante e que prega um humor que faz falta nos dias atuais. 7/10
Não lembro direito do filme anterior de 2006, só recordo que não gostei.
O que acho interessante é que a maioria das pessoas não são atores e não tem a mínima ideia estão participando de um filme de comédia.
As críticas políticas e sociais são inteligentes, algumas partes eu achei engraçadas, no geral é um besteirol com muito marketing e divulgação mundial.
A atriz Maria Bakalova concorrer a melhor atriz coadjuvante parece uma piada criada por Borat, só que não.
Não fosse o suficiente, concorre a melhor roteiro adaptado, chega a ser uma heresia com os outros concorrentes.
Em 2006, algo assim poderia ser inovador, hoje em dia, existem centenas de canais no youtube exibindo "comediantes" e em 90% dos casos, palhaços juvenis que se acham profissionais da comédia.
Chico Anysio foi um gênio e o maior de todos e com certeza o melhor da história em criar personagens diferentes, foram mais de 200. Ele mudava a voz, expressão corporal, tudo.
Hoje qualquer moleque palhaço da escola, acha que poder ser um gênio da comédia.
É tanta porcaria, pelo menos nesse caso, o longa tem um roteiro regular e não tão previsível.
Para quem curte esse tipo de "comédia", eu recomendo.
É sempre aquele desafio filmar uma sequência, pela perda do elemento surpresa. No caso de Borat, mais ainda, porque seu elemento surpresa, que chocou e foi sucesso mundial, é a fórmula, independentemente de mudar a história. Ou seja, filmar americanos em situações reais, constrangendo-os a expor seus preconceitos, dando tudo num resultando hilário. É um desafio, mas Sacha conseguiu novamente um ótimo filme. O primeiro tem uma quantidade maior de situações arquitetadas e muito engraçadas ( onde os cidadãos comuns caem como patinhos na intenção da cena) mas, para compensar, nesse a ousadia aumenta, principalmente por conseguir colocar o advogado número um de Trump num vexame mundial, por seu próprio comportamento. Também seria inacreditável o que acontece na cena da Convenção Republicana se não tivéssemos plagiado aqui no Brasil o comportamento idêntico.
Ok, o primeiro Borat foi polêmico, gerou alguns processos, mas sua sequência de 2020 provavelmente terá muitos e muitos mais processos. Sem dúvidas Sacha Baron Cohen é uma pessoa corajosa. 14 anos após os acontecimentos do primeiro filme Borat é enviado novamente ao Estados Unidos, porém dessa vez com um objetivo diferente e ao lado de sua filha. Esperamos 14 anos para uma sequência do primeiro longa, e valeu a pena? a resposta é: Sim! Valeu muito a pena Borat de 2020 apresenta o mesmo tipo de humor do primeiro filme o que é ótimo, novamente uma atuação muito boa de Sacha Baron Cohen e o mais importante: críticas extremamente pesadas ao estilo de vida americano e a o governo Trump, que é sem dúvida alguma o ponto mais alto do filme. Talvez quem não esteja totalmente familiarizado com a atual política dos EUA não entenda uma ou outra piada, mas dá para se divertir tranquilamente do mesmo jeito. Em certos momentos do filme você vai se pegar perguntando: O que é isso?? Como Sacha Baron Cohen ainda não foi preso?? E isso é simplesmente sensacional. Mas obviamente nem tudo no filme são maravilhas ele apresenta alguns problemas do primeiro filme, como as coisas se resolvendo muito fácil e acontecerem muito rápido, para mim o primeiro Borat(2007)ainda é melhor, mas o segundo longa consegue honrar bem o primeiro. Borat(2020) é um ótimo filme, mesmo não sendo perfeito e um pouco inferior que o primeiro é uma ótima sequência e um filme de comédia muito engraçado, com criticas pesadas e pertinentes a o EUA.
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