O filme é legal, tem seus momentos de tenção que te deixa intrigado para saber o que está acontecendo, tem uma boa sinergia entre os personagens e num todo posso dizer que o filme vale a pena. Mas o final, o final é uma merda...
Como atores consagrados conseguem atuar em um filme tão ruim? Quando vi a propaganda com a querida e talentosa Julia Roberts, não tive dúvidas! Corri pra assistir...que decepção!!!! Perda de tempo.
Não é de hoje que cineastas tentam retratar o colapso da sociedade americana. Até o grotesco Uma Noite de Crimes: A Fronteira aborda isso. A poderosa série The Handmaid's Tale é um bom exemplo desse tipo de história, trazendo implicitamente o tema. Histórias distópicas extravagantes, inclusive, costumam se propor a mostrar o fim do império americano. No mundo dos games, The Division do Tom Clancy também segue a mesma vibe. No entanto, o que faz de O Mundo Depois de Nós diferente é que talvez ele foi mal interpretado devido a suas sutis nuances dramáticas. É um filme que não requer necessariamente qualquer continuação, embora o roteiro excessivamente tenso do Sam Ismail dê outra impressão. O mundo depois de nós mostra como a sociedade americana cai devido uma série de ataques bem orquestrados pelos seus próprios cidadãos. É um filme que retrata um fim de um império poderoso e imponente, mas que faz isso sutilmente e com muito suspense. É bom salientar que Civil War do Alex Garland que será lançado em breve tem a mesma premissa, embora mais explícita. Esses filmes trazem a perspectiva de que todo grande império desmorona e de que a injustiça não permanece. É uma boa mensagem, além de ser inspiradora e impactante. É uma ficção entrelaçada com o mundo. O mundo de hoje. É isso que o cinema deveria ser.
Júlia Roberts, Ali e Ethan protagonizam esse filme catástrofe com um roteiro que funciona bem nos primeiros atos, mas que decepciona com um ato final sem sal!
O tema fim do mundo prendeu a minha atenção até o final, muito embora não seja um roteiro inédito.
Nos créditos iníciais deste suspense aparecem ( para a minha surpresa ) os nomes de Barack e Mìchele Obama como produtores executivos, juntamente com a Julia Roberts, chamaram a minha atenção.
Eu gostei da produção, do movimento das câmeras, das tomadas e transições.
Embora a minha expectativa tenha sido frustrada no final, eu gostei do filme.
Filme bem político, aborda sutilmente temas como racismo, dependência da humanidade da conectividade, nacionalismo, desequilíbrio ecológico,teorias conspiratórias dos "inimigos" criados pela paranóia americana, interesses militares, econômico-financeiros. Show de bola.
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