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Sam Samir
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5,0
Enviada em 15 de agosto de 2020
O personagem principal Tomasz é cativante, misterioso e provocante ao seu modo, no começo não sabemos se ele é carente ou perturbado. Mas ele segue a vida tomando decisões que vão impactar sua vida para sempre. Ele usa a internet (as redes sociais, jogos online)para envolver e recrutar pessoas para realizarem seus planos, metas e ataques. A parte do seu trabalho numa empresa de marketing e comunicação visual(a qual usa os golpes mais baixos para servirem seus misteriosos clientes), Tomasz é movido a ambições egoístas, política, manipulando informações públicas e privadas gerando consequências perturbadoras. Usufruindo de uma sedução única e habilidades geniais, Tomasz é capaz de qualquer coisa para seguir seus planos, que é se vingar daqueles os quais o tratam como insignificante. No fundo, seu deprimente estado de peso na consciência misturado a solidão e carência, o que ele mais deseja é se tornar uma pessoa visível.
(CANAL RECOMENDA FILMES - YOUTUBE) - (Inscreva-se p/ mais críticas). Dirigido pelo Polonês Jan Komasa, que já fez filme como: O filme Rede de ódio, ou, em inglês, The Hater, se passa na Polônia, e conta a história de um jovem chamado Tomaz, que cursa Direito e vem sendo auxiliado financeiramente para os estudos, por uma família de uma menina que ele gosta. Uma família bem abastada. Porém Tomaz é expulso da faculdade após plagiar um trabalho acadêmico. É neste contexto que trama se passa, o protagonista está ali a todo momento querendo demonstrar seu valor para essa família e pra essa menina que ele gosta, quer mostrar que está por cima, que tb tem um status elevado. Então ele consegue um emprego e acaba se destacando numa agencia de publicidade com métodos tanto quanto questionáveis. Onde o foco é destruir a reputação dos concorrentes de quem a contrata, disseminando o ódio de todas as formas possíveis. Por meio Bots, perfil fakes, fake News. Este longa destaca muito bem a parte negativa da utilização das redes sociais como forma de propagação da raiva, da mentira, da degradação, da desinformação, para destruir as outras pessoas ou empresas. Nos leva bastante a reflexão por conta dos dias atuais, o que nos leva a fazer paralelos com alguns países. Quanto a parte técnica eu gostei demais, os closes de câmera no personagem quando a cena exigia tal, o tom mais escuro das filmagens e as próprias vestes a maquiagem do personagem nos permite mergulhar a dentro nos pensamentos e na própria evolução do estado do personagem permitindo entender melhor sua personalidade fria e calculista, sabendo que seus objetivos pessoais justificam suas ações.
Quanto ao Roteiro foi muito bem encaixado, não acelerou nem ficou arrastado, foi na medida, nos mostrando com clareza e sutileza, toda a evolução da trama, e principalmente da mentalidade do protagonista, até o momento derradeiro.
Prêmios: Apesar da pandemia, O filme já ganhou o prêmio de melhor longa narrativa no festival de cinema de tribeca.
(Insta: @cinemacrica): A falta de compromisso ético é a marca registrada de Tomasz. O plágio na faculdade, motivo que o expulsou da instituição, avança para transgressões em círculos mais íntimos como o familiar e recai pesadamente sobre a imoralidade virtual. Em tempos das polêmicas Fake News, "Rede de Ódio" busca se apropriar desse fenômeno e imergir a proposta de suspense num banho de modernidade. Sem grandes aspirações e opções concretas de ocupação, o protagonista consegue empregar-se numa agência de mídias sociais. A ética, que já não era proeminente em Tomasz, é igualmente ou ainda mais tímida na sua superiora e responsável pela empresa. A contribuição para os clientes não hesita em pautar parte da estratégia em desvios morais que enveredam pelas infinitas possibilidades oferecidas pelas redes sociais. Como se pode notar, o personagem principal está longe de ser alvo de qualquer idealização virtuosa. A dinâmica expositiva de sua faceta imoral segue a lógica do aprofundamento contínuo e gradual. O deslize ético na faculdade, que poderia ser absorvido como um delito de gravidade média, rapidamente migra para a falta de escrúpulos com o círculo social próximo. Portanto, as transgressões iniciais podem se enquadrar dentro do repúdio contido, mas logo ganham corpo e flexibilizam por completo o limite moral que um indivíduo pode avançar em favor do ego: Tomasz salta de escutas ilegais para a banalização da vida. A graduação da desumanidade recorre também ao jogo de mestre e aprendiz. Em sua jornada niilista, o protagonista entra na agência como um novato que precisa mostrar seu valor. A cultura antiética da empresa encontra tamanha ressonância no jovem ao ponto dessa combinação torná-lo mais hábil que a superiora, no caso, a mestre da relação. Apesar de os recursos serem válidos e efetivamente contribuírem para envolvimento, o investimento na construção da entidade maligna é muito substancioso. O ímpeto em praticar o mal ou a falta de filtro humano, por mais tênue que seja, é demasiadamente pronunciado. A carga excessiva percorre desde a insistente sequência de episódios devassos até à transformação da fisionomia e figurino do personagem. Ainda assim, pode ser considerado um bom suspense considerando as ofertas da Netflix.
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