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@cinemacrica
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3,0
Enviada em 7 de agosto de 2020
(Insta: @cinemacrica): A falta de compromisso ético é a marca registrada de Tomasz. O plágio na faculdade, motivo que o expulsou da instituição, avança para transgressões em círculos mais íntimos como o familiar e recai pesadamente sobre a imoralidade virtual. Em tempos das polêmicas Fake News, "Rede de Ódio" busca se apropriar desse fenômeno e imergir a proposta de suspense num banho de modernidade. Sem grandes aspirações e opções concretas de ocupação, o protagonista consegue empregar-se numa agência de mídias sociais. A ética, que já não era proeminente em Tomasz, é igualmente ou ainda mais tímida na sua superiora e responsável pela empresa. A contribuição para os clientes não hesita em pautar parte da estratégia em desvios morais que enveredam pelas infinitas possibilidades oferecidas pelas redes sociais. Como se pode notar, o personagem principal está longe de ser alvo de qualquer idealização virtuosa. A dinâmica expositiva de sua faceta imoral segue a lógica do aprofundamento contínuo e gradual. O deslize ético na faculdade, que poderia ser absorvido como um delito de gravidade média, rapidamente migra para a falta de escrúpulos com o círculo social próximo. Portanto, as transgressões iniciais podem se enquadrar dentro do repúdio contido, mas logo ganham corpo e flexibilizam por completo o limite moral que um indivíduo pode avançar em favor do ego: Tomasz salta de escutas ilegais para a banalização da vida. A graduação da desumanidade recorre também ao jogo de mestre e aprendiz. Em sua jornada niilista, o protagonista entra na agência como um novato que precisa mostrar seu valor. A cultura antiética da empresa encontra tamanha ressonância no jovem ao ponto dessa combinação torná-lo mais hábil que a superiora, no caso, a mestre da relação. Apesar de os recursos serem válidos e efetivamente contribuírem para envolvimento, o investimento na construção da entidade maligna é muito substancioso. O ímpeto em praticar o mal ou a falta de filtro humano, por mais tênue que seja, é demasiadamente pronunciado. A carga excessiva percorre desde a insistente sequência de episódios devassos até à transformação da fisionomia e figurino do personagem. Ainda assim, pode ser considerado um bom suspense considerando as ofertas da Netflix.
Premissa ótima, mas... Temos aqui um filme forte e uma história pesada e em parte atinge seu objetivo que trazer impacto ao telespectador, mas o roteiro atrapalha com os exageros e clichês que já são manjados, destaque para boa trilha sonora. Vale a pena conferir.
Acredito que tenha sido o primeiro filme.polones que assisti, e gostei. É uma drama gostosa, envolvente, e imprevisível. O protagonista mandou muito bem, ótima atuação.
O tema do filme "Rede de Ódio" não poderia ser mais atual, e real e é por isso que o filme chama tanta atenção. Apesar da temática ser boa não achei que o filme a trouxe de uma forma ideal, achei bem incompleto em diversos momentos,muito longo e poderia ter aproveitado mais o tempo todo que ele tem para se adentrar mais nos assuntos das redes de ódio. Porém o filme ainda fala de outros assuntos de uma forma muito interessante (até mesmo os assuntos das redes de ódio em alguns momentos) principalmente sobre os problemas psicólogicos do personagem e da polarização política presente na Polônia que é muito semelhante a de vários outros países, inclusive aqui no Brasil. Apesar dos erros Rede de Ódio não deixa de ser um bom filme
É um filme com um tema muito interessante para ser abordado. Nesse quesito, o filme entrega o que é proposto. Porém, algumas cenas e a facilidade que o protagonista tem que resolver as coisas, gera um certo incômodo. De resto, ele tem um final forte e empolgante. Só não recebe nota maior, por que deixou a desejar em algumas cenas que não soaram convincentes.
(CANAL RECOMENDA FILMES - YOUTUBE) - (Inscreva-se p/ mais críticas). Dirigido pelo Polonês Jan Komasa, que já fez filme como: O filme Rede de ódio, ou, em inglês, The Hater, se passa na Polônia, e conta a história de um jovem chamado Tomaz, que cursa Direito e vem sendo auxiliado financeiramente para os estudos, por uma família de uma menina que ele gosta. Uma família bem abastada. Porém Tomaz é expulso da faculdade após plagiar um trabalho acadêmico. É neste contexto que trama se passa, o protagonista está ali a todo momento querendo demonstrar seu valor para essa família e pra essa menina que ele gosta, quer mostrar que está por cima, que tb tem um status elevado. Então ele consegue um emprego e acaba se destacando numa agencia de publicidade com métodos tanto quanto questionáveis. Onde o foco é destruir a reputação dos concorrentes de quem a contrata, disseminando o ódio de todas as formas possíveis. Por meio Bots, perfil fakes, fake News. Este longa destaca muito bem a parte negativa da utilização das redes sociais como forma de propagação da raiva, da mentira, da degradação, da desinformação, para destruir as outras pessoas ou empresas. Nos leva bastante a reflexão por conta dos dias atuais, o que nos leva a fazer paralelos com alguns países. Quanto a parte técnica eu gostei demais, os closes de câmera no personagem quando a cena exigia tal, o tom mais escuro das filmagens e as próprias vestes a maquiagem do personagem nos permite mergulhar a dentro nos pensamentos e na própria evolução do estado do personagem permitindo entender melhor sua personalidade fria e calculista, sabendo que seus objetivos pessoais justificam suas ações.
Quanto ao Roteiro foi muito bem encaixado, não acelerou nem ficou arrastado, foi na medida, nos mostrando com clareza e sutileza, toda a evolução da trama, e principalmente da mentalidade do protagonista, até o momento derradeiro.
Prêmios: Apesar da pandemia, O filme já ganhou o prêmio de melhor longa narrativa no festival de cinema de tribeca.
Dada a urgência dos temas, fake news e redes de ódio, seria prudente um filme mais adulto e menos infantiloide sobre os assuntos. Abusando dos clichês, REDE DE ÓDIO é apenas um arremedo de filmes de espionagem. Por mais que a NETFLIX venda-o como algo "sério', ele não passa de entretenimento de baixa qualidade e logo cairá na vala do esquecimento. O filme deveria ter tomado como exemplo O SENHOR DAS ARMAS, que também pega um tema seríssimo, o tráfico de armas, e o trata com o cinismo e humor negro necessários, sendo por isso um verdadeiro soco no estômago, enquanto REDE DE ÓDIO provoca, se tanto, bocejos de tédio e previsibilidade...
Apesar de vivermos essa loucura hoje em dia de redes sociais, tudo se resume a uma coisa só. O protagonista tem falta de PATERNIDADE, isso é nítido, com isso ele não tem os valores definidos, muitos vivem isso hoje em dia, onde pais são ausentes mesmo estando presentes, No caso do protagonista em nenhum momento é falado sobre princípios e valores de uma sociedade, por isso ele faz tudo a qualquer preço.
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