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Adriano Côrtes Santos
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1.229 críticas
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4,0
Enviada em 18 de janeiro de 2025
"Violência brutal, narrativa intensa e personagens complexos, mas seu tema perturbador" Holy Spider segue Saeed, um serial killer iraniano que, em nome da religião, assassina prostitutas. Uma jornalista, Rahimi, se arrisca para desvendar os crimes e enfrentar uma sociedade que o apoia como herói. Direção tensa e impactante de Ali Abassi, que traz à tona a brutalidade de uma sociedade religiosa, sem recorrer à simplificação. As performances de Medhi Bajessan e Zar Amir Ebrahimi são marcantes, tornando o filme uma reflexão perturbadora sobre moralidade e justiça.
Filme desagradável por excelência, HOLY SPIDER pode chocar quem está acostumado às narrativas hollywoodianas. Com seu foco na sociedade machista e misógina iraniana, aqui um cidadão do bem se julga, sob a benção de Alá, a sair às ruas matando "degeneradas" prostitutas. O próprio Estado gostaria de fazer essa "limpeza", mas como isso seria demais mesmo para um Estado autoritário, ele permite que seus "soldados" façam o serviço sujo fechando os olhos para suas atitudes. HOLY SPIDER mostra tudo isso com um olhar frio, sem demonstrar compaixão pelas prostituas, que naquela sociedade têm o mesmo peso dos ratos e das baratas. E o filme, um grito resignado de revolta, revela que no Irã muitos cidadãos do bem estão dispostos a seguir essa determinação de Alá e que lugar de mulher decente é em casa, obedecendo o marido e de cabeça baixa.
Um serial killer, um investigador e um jornalista. O resto da história a gente já conhece de ter visto tantos filmes com o tema. As diferenças com os demais é que este se passa no Irã, o assassino, denominado "Spider", é conhecido desde os primeiros frames e o jornalista é uma mulher, Arezoo Rahimi. No Irã! As vítimas são prostitutas, o que sob o olhar religioso já as torna culpadas. O assassino é preso, "apesar" do trabalho da polícia, graças à investigação de Rahimi que coloca em risco a própria integridade física. Nós, ocidentais, ficaremos estupefatos durante o julgamento com comportamentos que para os Iranianos é nada mais que naturais. O que a princípio parecia um "thriller" acaba se convertendo em uma discussão sobre os direitos mais básicos da mulher nessas regiões, apresentada de forma brilhante por Zar Amir Ebrahimi, atriz que de longe se destaca na produção.
Hoje meu professor de direito internacional estava conversando com a gente sobre a banalidade do mal e a capacidade do ser humano ser mal e ainda ser ovacionado por isso.... Nós achamos que não, mas a maldade está mais perto do que pensamos, e é muito fácil dela se tornar banal ao ponto de ser normal.... Filme extremamente necessário.
Filme essencial para mostrar as barbáries contra as mulheres bem como a violação dos direitos humanos em prol de um deus. Um serial killer motivado por ideais religiosos decide acabar com as prostitutas das ruas acreditando fazer uma limpeza. O mais duro nesse filme é o retrato e a banalização do mal no olhar do filho que demostra o modus operandi do seu pai utilizando a própria irmã como autora. Ou seja, todos perdem com tal acontecimento. Filme essencial, duro, crítico, por vezes horripilante mas necessário.
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