Não recomendado para menos de 16 anos
Holy Spider acompanha a aterrorizante história real de um dos serial killers mais temidos do Irã que atuou entre os anos de 2000 e 2001. Saee Hanaei, conhecido como "Spider Killer" embarca em uma jornada "espiritual" onde está convicto que tem que limpar a cidade iraniana, Mashhad, da corrupção e imoralidade que, segundo ele, as prostitutas da cidade fazem para "sujar" a cidade. Após matar 16 mulheres que trabalham com sexo, ele fica cada vez mais desesperado com a falta de interesse do público da cidade com sua "missão divina". É então que a jornalista Arezoo Rahimi vai para a cidade para investigar os assassinatos.
3,5
Bom
Holy Spider
Um assassino e uma "missão divina"
por Aline Pereira
Uma das estreias de destaque do Festival de Cannes 2022 e que rendeu um prêmio de Melhor Atriz para Zar Amir Ebrahimi, Holy Spider se apoia em um caso real trágico para escancarar uma cultura machista que dizima uma infinidade de mulheres ao redor do mundo. Em um longa pesado e difícil de assistir, o cineasta iraniano-dinamarquês Ali Abbasi não poupa nenhum detalhe (mesmo) cruel das consequências de uma sociedade em que a desvalorização das mulheres vem de todos os lados - dos mais burocráticos aos mais filosóficos. Difícil mesmo de acompanhar sem deixar o estômago se revirar. Holy Spider se baseia no caso de Saeed Hanaei, homem que assassinou 16 mulheres no Irã entre os anos 2000 e 2001. Fanático religioso, Saeed saía de moto durante as madrugadas raptando prostitutas que encontrava pela rua e as estrangulava até morte, usando seus próprios véus. No longa, acompanhamos esta história sob
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1:43



"Violência brutal, narrativa intensa e personagens complexos, mas seu tema perturbador"
Holy Spider segue Saeed, um serial killer iraniano que, em nome da religião, assassina prostitutas. Uma jornalista, Rahimi, se arrisca para desvendar os crimes e enfrentar uma sociedade que o apoia como herói.
Direção tensa e impactante de Ali Abassi, que traz à tona a brutalidade de uma sociedade religiosa, sem recorrer à simplificação. As ...
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Filme desagradável por excelência, HOLY SPIDER pode chocar quem está acostumado às narrativas hollywoodianas. Com seu foco na sociedade machista e misógina iraniana, aqui um cidadão do bem se julga, sob a benção de Alá, a sair às ruas matando "degeneradas" prostitutas. O próprio Estado gostaria de fazer essa "limpeza", mas como isso seria demais mesmo para um Estado autoritário, ele permite que seus "soldados" façam o serviço sujo ...
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Um serial killer, um investigador e um jornalista. O resto da história a gente já conhece de ter visto tantos filmes com o tema. As diferenças com os demais é que este se passa no Irã, o assassino, denominado "Spider", é conhecido desde os primeiros frames e o jornalista é uma mulher, Arezoo Rahimi. No Irã! As vítimas são prostitutas, o que sob o olhar religioso já as torna culpadas. O assassino é preso, "apesar" do trabalho da ...
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Hoje meu professor de direito internacional estava conversando com a gente sobre a banalidade do mal e a capacidade do ser humano ser mal e ainda ser ovacionado por isso.... Nós achamos que não, mas a maldade está mais perto do que pensamos, e é muito fácil dela se tornar banal ao ponto de ser normal.... Filme extremamente necessário.
Nacionalidades
França,
Dinamarca,
Suécia,
Alemanha
Distribuidor
O2 Play
Ano de produção
2022
Tipo de filme
longa-metragem
Curiosidades
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Orçamento
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Idiomas
Persa
Formato de produção
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Cor
Colorido
Formato de áudio
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Formato de projeção
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Número Visa
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