Eu, pessoalmente, não ligo muito para o que a plateia fala — seja de forma positiva ou negativa — na hora de formar a minha própria percepção de um filme (ou de qualquer obra de cunho cultural).
Tampouco sei, neste momento, qual é a nota da crítica para Devoradores de Estrelas.
Obviamente, um comentário aqui ou outro acolá sempre desperta curiosidade sobre o ponto de vista de outras pessoas em relação a uma obra, inclusive nas divergências que podemos ter.
Mas, no fim, só posso dizer que, para mim, o que vale é a emoção, a conexão estabelecida com o personagem — ou até mesmo a tentativa de entender a mensagem que o autor ou diretor quiseram nos transmitir.
De qualquer forma, para mim, Devoradores de Estrelas entrou na minha seleta lista de “surpresas agradáveis”.
Não é uma lista na qual existe um processo admissional.
Basta eu ter aquele sentimento simples:
“Cara, não era o que eu esperava ver… e, ainda assim, foi muito melhor do que eu imaginava.”
Seguindo essa linha, posso dizer que o filme começa devagar.
Um início que me deixou intrigado, principalmente por se tratar de uma história sobre espaço, salvação da humanidade e navegação espacial — mas que parecia, à primeira vista, um pouco raso nesses detalhes.
Mas, conforme a história se desenrola, fica claro que essa não é a proposta.
Não é um filme de ficção científica nos moldes de Interestelar ou outros do gênero, onde se tenta explicar tudo e convencer o espectador de que há um fundamento — mesmo que fictício — sustentando a história.
Nada disso.
Na verdade, tudo isso funciona como uma grande preparação para aquilo que realmente importa.
No fim, o filme não é sobre ciência.
É uma discussão sobre diferenças, amizades improváveis e decisões em momentos de impasse.
Um filme de cunho muito mais filosófico do que tecnológico, que nos faz revisitar conceitos como amizade, aceitação, diferenças e, principalmente:
o que realmente te faz feliz.