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Kamila A.
7.944 seguidores
816 críticas
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3,5
Enviada em 2 de maio de 2023
Na cultura irlandesa, a palavra “banshee” se refere a uma figura feminina de idade avançada, espécie de bruxa, que faz a previsão de uma morte iminente. Nada a ver, portanto, com a situação principal que o filme “Os Banshees de Inisherin”, dirigido e escrito por Martin McDonagh, nos retrata. Mas, ao mesmo tempo, tudo a ver com o espírito melancólico e depressivo que permeia toda a trama.
“Os Banshees de Inisherin” se passa em uma pequena cidade pacata litorânea da Irlanda, local onde seus habitantes não têm muito o que fazer, a não ser ir no pub do município, ao final de mais um dia de trabalho, para beber um pouco de cerveja ou conhaque.
A partir do fim - sem motivo aparente, a não ser o desejo de nunca mais falar um com o outro - da amizade entre o músico Colm (Brendan Gleeson, em performance indicada ao Oscar 2023 de Melhor Ator Coadjuvante) e o fazendeiro Pádraic (Colin Farrell, em atuação indicada ao Oscar 2023 de Melhor Ator), o diretor e roteirista McDonagh aborda o papel de uma cidade como Inisherin para a infelicidade de seus habitantes, que, ali, não possuem as oportunidades de crescimento e de expandirem seus horizontes.
O tempo todo, em “Os Banshees de Inisherin”, as personagens estão discutindo sobre seus sentimentos, sobre a fé, sobre a continuidade da vida após um grande sofrimento, sobre como se portar um com o outro, sobre arrependimento, sobre reparação (ou ficar quite com alguém). Tudo isso em meio a silêncios incômodos...
Enquanto eu assistia ao filme, fiquei refletindo: deve ser muito triste viver assim, com essa sombra… Talvez, por isso, eu tenha me identificado tanto com a personagem de Sióbhan (Kerry Condon, em performance indicada ao Oscar 2023 de Melhor Atriz Coadjuvante), a irmã de Pádraic. Ela foi a única ali com a coragem de fazer o que tinha que ser feito diante de uma rotina tão maçante.
Drama do absurdo, leva ao extremo o que se faz para romper com as velhas estruturas. Assim como o amigo que decide romper a amizade, a irmã não olha pra trás quando toma sua decisão. A única que usa roupas coloridas e que parece ter algum bom senso nesta colônia distante. Lindo!
História extremamente simples mas que consegue nos prender do início ao fim, mesmo com um ritmo inconstante. As atuações são incríveis, a fotografia é belíssima e a imersão do filme é incrível. Muito bom.
Como fazer de uma premissa simples uma otima historia sobe amigos ou no caso ex amigos, fotografia linda, roteiro em cima, atuações maravilhosas, nao é pra muita gente mesmo, embora tenha chego a muita gente pelo hype das premiações, ando saiu o Lagosta com o Colin Farrel tambem vi criticas mas por nao terem entendido o filme e o que ele se propoe a contar e neste caso me parece sofrer do mesm mal, a falta de imterpretação das pessoas que veem tudo muito raso a seu redor e procuram produções assim para se satisfazer
E um filme diferente, exentrico, atipico, mas com uma trilha sonora espetacular! nada e comum neste filme, desde a atuaçao do Colin e do Brandon, ate o ator coadjuvante. Nao ira agradar a maioria, mas e um filme onde vc deve se concentrar nos personagens, nas falas ,e na historia em si totalmente atipica do que estamos habituados a ver. viva o cinema e estes novos diretores que podem trazer novas performances pra nosso mundo
Temos aqui um filme de arte, lento e com história incomum e até certo ponto bizarra; realmente não se trata de um filme que pode ser indicado para qualquer público. Os pontos altos são a belíssima fotografia, excelente elenco e competente roteiro e direção, que mesclam elementos da mitologia, com humor negro e sarcasmo. Como obra final temos uma obra autentica e com muitas mensagens subliminares; mas que aos olhos de um telespectador menos atento pode parecer apenas um filme desnecessário.
Começa como uma terça feira qualquer e tem seu mérito justamente e contar uma história sem contar uma história. Isso é, nos mostrar uma rotina aqui, um diálogo ali e nos deixar juntar as peças sem a necessidade explicar cada detalhe. As atuações são excelentes e uma locação deslumbrando somada à uma direção de fotografia primorosa nos presenteia com cenas de tirar o fôlego dos espectadores, mas só dos espectadores, pois para os personagens, é uma terça feira qualquer... Esse é o tipo de filme que gera uma interpretação única em cada um que vê e, apesar de se disfarçar de filme sobre amizade, é um filme sspoiler: obre a banalidade da guerra.
E nem está tão disfarçado assim, somos lembrados toda hora da guerra que acontece no continente. Para àquelas pessoas, a guerra é um conflito sem sentido de pessoas complicadas demais em um lugar distante o suficiente para não causar desespero, mas perto o suficiente para gerar inquietação.
Muitos paralelos, mas alguns se destacam;
Assim como na guerra, existe um conflito sem sentido e que se mostra muito mais extremo do que deveria.
Assim como países em guerra abrem mão de seu maior bem (seus cidadãos mais saudáveis e produtivos) enviando os para a morte, um dos protagonistas também descarta seus preciosos dedos apenas para provar um ponto. Apenas para mostrar que tem razão. Cada soldado que morre na guerra causa uma falta irreparável para a nação que o perde assim como cada dedo perdido é crucial para a tão importante música do Colm ou a Importância que a Jumentinha tem para sanidade de Padraoc.
E o que filme questiona na nossa cara o quão absurda é tanto a situação da guerra quanto do enredo do filme. Porque tendemos a não achar a guerra tão absurda quanto as atitudes dos protagonistas? Será porque crescemos aprendendo que devemos ser patriotas acima de tudo ou porque crescemos ouvindo que é uma honra servir o seu país em uma guerra?
Obra magnífica do cinema. Me colocou pra pensar enquanto me presenteava com imagens magníficas que me fizeram pesquisar pacotes de turismo com destino à Irlanda.
Que filme estranho. Um dos roteiros mais bizarros que já vi, que até é interessante e curioso em sua originalidade, mas vai ficando enfadonho e sem noção. Mais uma vez mostra que as premiações importantes pegam os filmes que não dá pra entender. É ruim.
"Banshees de Inisherin" é uma comédia dramática peculiar, com um toque de humor inglês e se passando no litoral da irlanda dos anos 20 o novo filme do diretor Martin McDonagh é bem autoral, o diretor gosta de extrair o drama do riso e já tem seu estilo cinematográfico, uma mistura de irmãos Coen com Yorgos Lanthimos. O filme é bem dirigido, com uma fotografia azulada e uma trilha que pauta os sentimentos em tela, dá um certo calor a fria composição de cenário, o roteiro é "estranho" temos um início fraco que começa a se aprofundar em diversas camadas e expor alguns sentimentos, principalmente solidão, depressão e propósito, mas isso se dilui em seu terceiro ato transformado o que vimos em uma disputa de egos, isso pode ser uma crítica ao quão raso o ser humano é? pode, porém não compro tão bem essa ideia. Artisticamente o que mais me atrai não é sua bela direção centrada e nem os belos e longas planos abertos e sim as atuações, todos os atores estão impecáveis, com destaque para Kerry Condon, Brendan Gleeson e Brendan Gleeson. "Banshees de Inisherin" recebeu críticas favoráveis e não favoráveis extremamente fortes, não concordo com nenhum dos lados, seu humor melancólico e exagerado me atrai, e aliando isso a belas atuações, uma boa direção e um irretocável toque autoral do diretor formam um conjunto de fatores que me fazem gostar do filme, apesar do seu ritmo lento. Nota 8/10
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