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    ...E o Vento Levou
    Média
    4,6
    1317 notas
    Você assistiu ...E o Vento Levou ?

    50 Críticas do usuário

    5
    37 críticas
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    Sílvia Cristina A.
    Sílvia Cristina A.

    Seguir usuário 100 seguidores Ler as 45 críticas

    5,0
    Enviada em 23 de setembro de 2013
    É complexo escrever qualquer coisa sobre "...E o vento levou" , pois tenho a impressão de que tudo ou quase tudo foi dito sobre esta obra que se mantém atual e apaixonante depois de 74 anos. "...E o vento levou" está muito longe de ser um filme de arte, porém, tal fato não diminui em nada sua grandiosidade. "...E o vento levou" é um excelente exemplo de que filmes comerciais podem ser muito bons e bem feitos. Filmes comerciais não precisam necessariamente se basearem em clichês ou finais felizes e convencionais. Pode-se dizer que o filme foi ousado para os padrões da época , ao apostar numa "mocinha" corajosa e obstinada , porém, cheia de defeitos como qualquer pessoa real , e num co-protagonista irônico e anticonvencional. Scarlett bebe , se insinua para um homem casado, come demais em público, negocia com os inimigos , cobra as dívidas dos amigos , aceita dançar mesmo estando de luto, enfim, desafia toda uma moral severamente respeitada pela sociedade a que pertence. Porém, ela não chega a se comprazer com a transgressão. Muito pelo contrário. Lá no fundo, ela é uma moralista que admira intensamente os valores retos vivenciados e ensinados pela mãe. Ela transgride para sobreviver e para fazer valer as suas vontades. Ela transgride para manter as terras deixadas pelos pais , que para ela , simbolicamente , eram os próprios pais. Para Scarlett, transgredir ou não transgredir não é a questão. A questão é sobreviver. Scarlett é uma sobrevivente da guerra , da fome , da miséria , da perda trágica dos pais , de um amor nunca concretizado. Embora , seja vista como uma grande heroína por sua incansável capacidade de luta , Scarlett de certa forma , é uma perdedora. Como o próprio personagem de Clark Gable afirmou , ela joga a felicidade fora com as duas mãos. "...E o vento levou" é muito mais que um épico; é muito mais que um filme sobre a guerra e suas consequências ; é um filme sobre a determinação e a sobrevivência , figuras encarnadas na imagem da terra. O desfecho do filme é um show à parte.A última frase pronunciada por Reth Butler é desconcertante e extremamente provocativa para um filme realizado no final dos anos 1930. Outro elemento que merece atenção especial é a personagem interpretada por Olivia de Havilland : Melanie. Não sabemos ao certo , até que ponto ela conhece os reais sentimentos e personalidade de Scarlett , o que representa uma questão em aberto muito interessante. Uma trilha sonora memorável! Um clássico com C maiúsculo! Suntuoso, fascinante , inesquecível!
    Kamila A.
    Kamila A.

    Seguir usuário 5.968 seguidores Ler as 723 críticas

    5,0
    Enviada em 27 de abril de 2017
    É quase unânime entre os cinéfilos que 1939 é o melhor ano do cinema norte-americano. Nessa época, em que Hollywood vivia o auge do star system e do sistema de produção hollywoodiano, foram produzidas algumas das obras-primas da sétima arte, como: O Mágico de Oz, dirigido por Victor Fleming; Adeus Mr. Chips, dirigido por Sam Wood; A Mulher Faz o Homem, dirigido por Frank Capra; Ninotchka, dirigido por Ernst Lubitsch; O Morro dos Ventos Uivantes, dirigido por William Wyler; dentre outros. Entretanto, o expoente máximo dessa época, sem dúvida, é ...E o Vento Levou, dirigido por Victor Fleming (que terminou, aliás, o trabalho iniciado por George Cukor e Sam Wood).

    Baseado num dos maiores clássicos da literatura norte-americana, o livro homônimo escrito por Margaret Mitchell, ...E o Vento Levou é um épico que conta a história do velho Sul e se passa durante a Guerra da Secessão, que ocorreu entre 1861 e 1865, entre os Estados Confederados da América (que eram escravagistas) e os Estados da “União” ou do Norte, como eram conhecidos aqueles que não viviam mais a escravidão. A história enfoca um grupo particular de personagens, na sua maioria jovens filhos de grandes fazendeiros, que vão ser os mais afetados pela Guerra que está ocorrendo.

    De um lado, temos Scarlett O’Hara (Vivien Leigh, em performance vencedora do Oscar 1940 de Melhor Atriz), a herdeira da propriedade Tara. Uma jovem impetuosa, orgulhosa e determinada, que não mede as consequências em busca daquilo que mais deseja. Por outro lado, temos tipos como Ashley Wilkes (Leslie Howard), por quem Scarlett é apaixonada, herdeiro de Twelve Oaks, e noivo (posteriormente, marido) de Melanie (Olivia de Havilland, em performance indicada ao Oscar 1940 de Melhor Atriz Coadjuvante), jovem de bom coração e de firmeza de propósitos.

    ...E o Vento Levou se apoia no triângulo amoroso que se desenha entre estas três personagens para nos contar justamente a história de sofrimento, de amadurecimento, de decadência econômica e de superação das dificuldades que todos eles vão viver, em meio à Guerra, à crise econômica que se alastra após o conflito e as oportunidades de crescimento que surgem após os Estados Unidos se unificarem novamente.

    O triângulo amoroso vira quadrilátero amoroso quando Rhett Butler (Clark Gable, em performance indicada ao Oscar 1940 de Melhor Ator), um aventureiro rico, cínico e sedutor entra na vida de Scarlett, oferecendo a ela tudo aquilo que ela mais desejava: uma vida de luxos e de glamour, com proteção e segurança.

    Um verdadeiro clássico do cinema norte-americano, ...E o Vento Levou foi indicado a 13 Oscars, dos quais venceu 10 estatuetas, incluindo dois prêmios pelo pioneirismo do filme no uso das cores (em 1939 estava sendo introduzido o sistema technicolor) e de equipamentos coordenados em sua produção. A obra é grandiosa, digna de seu produtor, o lendário David O. Selznick; e nos rendeu alguns momentos clássicos do cinema, como cenas e diálogos inesquecíveis, uma trilha sonora marcante e uma fotografia belíssima, além de uma das principais anti-heroínas que o cinema/literatura conheceu!
    Rodrigo o que?
    Rodrigo o que?

    Seguir usuário 69 seguidores Ler as 211 críticas

    4,5
    Enviada em 30 de dezembro de 2020
    Com uma belíssima fotografia, protagonista forte, cenas memoráveis e trilha sonora inesquecível tornam "...E o vento levou" um dos melhores exemplares da Hollywood clássica.
    Guilherme R.
    Guilherme R.

    Seguir usuário 6 seguidores Ler a crítica

    5,0
    Enviada em 17 de março de 2015
    um filme perfeito, um, clássico imune ao tempo, brindando gerações pomposo em seu trono, a atuação dos personagens e a historia, faz com que quem está assistindo tenha uma imersão do filme inédita para muita gente. é o tipo de filme que nos faz perguntar o que está havendo com Hollywood!
    Lucas S.
    Lucas S.

    Seguir usuário 231 seguidores Ler as 204 críticas

    4,5
    Enviada em 19 de fevereiro de 2017
    Qualquer coisa que eu pretendesse escrever sobre o filme seria pretensioso. Pois bem, passaram-se mais de sete décadas e a obra continua vivíssima. Não há quem não enxergue a delicadeza e o enlace entre os personagens bem como ao consumidor da obra. Não precisarei retratar o enredo por aqui, já recomendo que assistam, mais proveitoso, tendo em vista a quantidade de personagens e tramas paralelas. Esse filme épico está nas listas dos filmes que se deve assistir antes de morrer, elaborado por qualquer portal aí a fora.
    Marcão
    Marcão

    Seguir usuário 14 seguidores Ler as 81 críticas

    5,0
    Enviada em 25 de fevereiro de 2016
    Sinopse:
    Ambientado na época da Guerra Civil Americana, conta a história de Scarlet O'Hara, seus relacionamentos, sua transformação de uma menina fútil e mimada em uma grande mulher, após ver sua família em má situação devido ao conflito, e, principalmente, à sua relação de amor e ódio com o aventureiro Rett Butler.
    Por que assistir?
    Baseado no romance de Margaret Mitchell, vencedor de dez Oscar e um dos maiores clássicos, senão o principal, da história do cinema.
    O que estão falando deste filme?
    Existem 14 opiniões para o filme "E o Vento Levou"

    Frankly, my dear
    É uma delícia de se ver o romance de Rhett Butler e Scarlet O´Hara.

    O melhor
    Simplesmente o melhor filme de todos os tempos!

    ótimo
    um dos melhores filmes de todos os tempos, uma grande atuação dos atores. ótimo e inesquivável.

    Um clássico inesquecível!!
    Um dos melhores filmes ja produzidos. No qual é mostrada a saga de Scarlet O'hara , uma grande mulher que vê seu mundo ir abaixo por causa da guerra, e pela perda de seu "grande amor". Que faz de tudo pra dar a volta por cima, com muita coragem, sangue-frio, e amor a vida Um filme longo (comum naquela época), mas muito bem feito, com um elenco de primeira e uma história linda

    Gostou deste comentário?Sim Não
    O perfeito romance
    O único exemplar de sua espécie. Emocionante, e com o clássico desejo de "quero mais" ao final do filme, digno de qualquer bom filme romântico.

    Pra mim esse filme foi maravilhoso,pois deveria estar em primeiro no ranking mundial como melhor filme da história !!!Eu especialmente me apaixonei pela personagem Scarllet O'Hara !!!Pois seu jeitinho meigo e mimado para época deixava os homens loucos...
    mori - 30/05/2009 - 00:48:19

    eu conheci e esse filme com seis anos e nunca esqueci e, maravilhoso

    O melhor romance de todos os tempos...ainda assisto com a mesma emoção da 1ª vez...
    o
    Um filme grandioso.
    Sem dúvidas é um dos maiores representantes da 7 arte.

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    Perfeito.........
    Uma produção tão primorosa que passa despercebido mas, lá se vão 80 anos......

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    Um dos primeiros filmes que assisti. É incrível como os americanos ja conseguiam fazer do cinema o melhor veículo de propaganda dos Estados Unidos.

    Melhor Romance que já vi !!!
    Magnifico e único !

    Grandioso!
    Personagens inesquecíveis.

    Maravilhoso
    Um romance de tirar o fôlego e fazer derramar lagrimas do mais durão, que seja.
    Rafael S.
    Rafael S.

    Seguir usuário 22 seguidores Ler as 24 críticas

    5,0
    Enviada em 19 de julho de 2013
    Um filme lindo e incrível, nunca vai envelhecer com o tempo, uma grande história que nunca irá morrer! recomendo a todos os amantes do cinema!
    Josmar D.
    Josmar D.

    Seguir usuário 11 seguidores Ler as 56 críticas

    5,0
    Enviada em 28 de novembro de 2016
    Um clássico que já assisti umas 3 vezes.........agora estou terminando o livro(e o vento levou) tão logo termina-lo assistirei o filme novamente e em seguida a série E O VENTO LEVOU 2 que comprei essa semana .breve comentarei aqui sobre E O VENTO LEVOU 2.
    Elvira A.
    Elvira A.

    Seguir usuário 766 seguidores Ler as 266 críticas

    5,0
    Enviada em 21 de setembro de 2013
    Um filme inesquecível, tanto na reconstituição histórica quanto no amor tempestuoso de Scarlett O'Hara e Rhett Butler. Excelentes desempenhos de Vivien Leigh, Clark Gable, Olivia de Havilland e Leslie Howard. Cenas marcantes: do incêndio, do juramento de Scarlett de que nunca mais passará fome, da transformação das cortinas de veludo num vestido de gala para impressionar o aventureiro, na separação final. Ótima fotografia. Para ver e rever.
    Janiê Maia C.
    Janiê Maia C.

    Seguir usuário 21 seguidores Ler as 15 críticas

    5,0
    Enviada em 6 de agosto de 2013
    E O Vento Levou (Gone with the Wind) – 1939
    Um épico charmoso e transgressor!

    “Existia uma terra de cavalheiros e campos de algodão chamada "O Velho Sul". Neste mundo bonito, galanteria era a última palavra. Foi o último lugar que se viu cavalheiros e damas refinadas, senhores e escravos. Procure-a apenas em livros, pois hoje não é mais que um sonho. Uma civilização que o vento levou!”
    A citação acima faz parte do início de um filme que mudou o status de se fazer sétima arte, a própria epígrafe já denota a poesia que existe neste longa! Eu acho que você já deve ter ouvido falar dele, ou ouviu seus pais comentarem sobre ele, a película é pop, até mesmo para aqueles que não o conhecem. Mas adianto o aviso: vale a pena conferir! E o Vento Levou, é um filme americano de 1939, um romance dramático, dirigido por Victor Fleming e com roteiro de Sidney Howard, adaptado do livro homônimo (best-seller) de Margaret Mitchell publicado em 1936. É estrelado por Vivien Leigh (Scarlett O'Hara), Clark Gable (Rhett Butler), Olivia de Havilland (Melanie Hamilton Wilkes), Leslie Howard (Ashley Wilkes) e muitos outros atores brilhantes, mas aqui destaquei os protagonistas e antagonistas do enredo.
    Iniciar uma crítica de um filme nunca é fácil, porque tens que transparecer a coesão de sua análise para quem ler, e se torna ainda mais difícil quando se trata de um filme de grandes proporções. E este é um deles, é gigantesco de todas as formas: o livro adaptado tem exatamente 801 páginas; 241 minutos é a duração do filme, sim meus leitores, quase quatro horas de exibição e faz 72 anos de lançamento. Sem citar os prêmios, estes deixemos por hora. Mesmo após sete décadas a importância deste é absolutamente inegável por se tratar de uma obra pretenciosa e complexa por basear sua história no âmago humano; as paixões, conflitos e ambições. A trindade santa do viver do sapiens sapiens!
    O filme narra a história da bipolar Scarley O’Hara (Vivien Leigh), filha de um imigrante irlandês, Gerald O’Hara (Thomas Mitchell), que se tornou rico graças ao amor e dedicação por sua Tara, terra natal dos personagens. Scarlet, vive na fazenda dos pais, é rica, mimada, faz o que bem entende, e usa sua beleza para seduzir inocentemente todos os homens. Durante a morada pacífica em Tara, ela conhece Rhett Butler (Clark Gable), um homem de reputação duvidosa, mulherengo, mas bastante rico; este por sua vez apaixona-se perdidamente por Scarlet que não retribui este sentimento porquê é apaixonada por Ashley Wilkes (Leslie Howard) que está noivo da bondosa Melanie Hamilton (Olivia de Havilland). Quanto confusão por amor!
    Passa-se o tempo, Ashley casa-se com Melanie, os dois tem uma vida tranquila e estável. Scarlet ao saber do enlace dos dois decide fazer ciúmes a Ashley casando-se com o irmão de Melanie. Mas eis que chega a Guerra Civil Americana, é aqui que a vida de Scarlet e dos demais muda radicalmente, o marido da mesma é chamado ao combate e morre em batalha, Ashley está na guerra, enquanto isso Rhett investe amorosamente para conquistar a amada. Scarlet, que vocês devem ter notado ser totalmente desprezível para conseguir o que quer, casa-se novamente com um cavalheiro rico, para ajudar na difícil situação financeira da família causada pela guerra. Eis que novamente ela se torna viúva, a família perde sua riqueza, e deseja retornar para Tara, sua terra amada. E a única forma de colocar sua vida no devido lugar é aceitando casamento com Rhett.
    Durante o enredo acontece vários obstáculos na vida de Scarlet, que são propícios para o crescimento da personagem durante o longa. Da menina mimada e rica à batalhadora e sobrevivente para ajudar aqueles que ela ama. A primeira impressão de O’Hara é de desprezo, ela é exorbitantemente mesquinha até quando sua vida dá um revés no qual ela se vê refém da própria limitação. O desejo de resgatar sua família, voltar para terra onde ama, a famosa Tara, fazem com ela se torne uma manipuladora genial, uma empreendedora de sucesso.
    Como o filme é bastante longo, dos quais você nem sente por ser uma história bastante envolvente, não dá para contar tudo, além do mais se eu escrever tudo, não terá graça assisti-lo e descobrir o final surpreendente, e o jeito descompassado de Scarlet e Rhett. A grande beleza deste filme é mostrar como uma mulher tomou um caminho para torna-se realmente admirável, digna de aclamação. Não é só a história de amor que envolve durante o enredo, é toda aquela projeção dos sentimentos confusos trazidos dos personagens para quem assiste. Realmente o roteiro é sem palavras, diálogos cômicos, rápidos e inteligentes. Romance e drama mesclados sutilmente proporcionando uma delicadeza e efemeridade ao escutar o que eles dizem, aumente o volume!
    Victor Fleming é um dos diretores clássicos que em tudo que tocava transformava-se em ouro, diga-se de passagem o Mágico de Oz. A escolha dele foi perfeita em todos os aspecto quando se tratou deste clássico. A fotografia do filme e cenários apesar do tempo remoto sem tecnologias avançadas para tal, desbancou qualquer outro na categoria, foi um choque na época, foi grandioso mesclar aqueles cenários todos. E o Vento Levou, expandiu as fronteiras da técnica cinematográfica com maior intensidade, ensinou aos outros como se produz um filme avassalador.
    O figurino, foi cuidadosamente elaborado, a beleza das roupas, mesmo a mais pobre e não notáveis está em ordem com a temporalidade do filme. O aparato técnico do filme foi ambicioso, se fosse para comparar atualmente, diria que o E o Vento Levou é o Titanic/Avatar do seu tempo, ambos do grandioso James Cameron. O elenco por sua vez é estrelado, mas celebridade por si só, não alavanca um filme sem devido talento, não apenas com rostos bonitos. A trilha sonora inesquecível é assinada por Max Steiner.

    Vivien Leigh, foi uma daquelas atrizes fora de série, tinha um grande talento, principalmente para personagens tão complexos como Scarlet O’Hara, foi considerada com uma das mais belas e talentosas atrizes do século XX, é uma das 50 maiores lendas do cinema. Vencedora do Oscar de melhor atriz pela intepretação neste longa. Justiça seja feita diante disso, altamente merecido este reconhecimento! Vivien era portadora de distúrbio bipolar, dizem que isto ajudou bastante na construção de seu personagem. Uma curiosidade interessante é que ela e Clark Gable não se entendiam, não se aturavam de maneira alguma, isso notamos na interpretação. Vivien participou de muitos filmes, como protagonista ou apenas convidada, mas sua simples presença já deixava uma aura de glamour na produção.
    Clark Gable foi um daqueles atores campeões de bilheteria, seja por seu talento magnânimo, seja pelo seu famoso charme sedutor, era sabido que as salas de cinema ficavam lotadas de mulheres! É considerado a sétima maior estrela, masculina, da história do cinema. A contribuição que Gable deu a Hollywood na sua chamada era de ouro foi de grande importância. Um ator que amava sua profissão, era a única coisa que sabia fazer, segundo ele. Infelizmente Gable não ganhou um Oscar por este filme, mas foi vencedor de vários prêmios por inúmero trabalhos.
    Ressaltar a análise destes dois atores é de suma importância para que se conheça E o Vento Levou de maneira mais profunda. São eles que fazem a película ter uma transitoriedade, ou seja, dá uma dinâmica, não estou desmerecendo o trabalho dos outros atores participantes, cada um teve seu papel!!! E o Vento Levou é uma daquelas obras-primas que não se deixa envelhecer e cair na mesmice, simplesmente rompendo a barreira da tempo. Tal produção foi indicada 13 vezes ao Oscar, onde conseguiu vencer oito, ainda há dois prêmios especiais, é um dos filmes com mais indicações ficando atrás de A Malvada (1950, este com 15 indicações) e Titanic (1997, 14 indicações).

    Creio que o sentimento pós-filme de E o Vento Levou é no mínimo de primor, tem de se admitir que para uma época escassa de tecnologia, a exaustão que se teve para maximizar a produção é justamente parabenizada. Ao quebrar diversas barreiras ao compor diversos aspectos, tais como a visão de cada personagem tem da vida ou de si, sem falar na visão histórica da guerra, a ambientação artística que lhe é propiciada, sem parecer fantasioso, mas sim poético. Um filme que tem a capacidade de deixar o espectador curioso durante quase quatro horas não é para poucos, da primeira cena a última você vai formando diversas perguntas!
    Creio que você já deve estar se perguntando: então tudo é nota dez no filme? E as cenas marcantes? Em minha opinião ele é ótimo, sublime e perfeito, o único empecilho é a duração, mas não é um problema vital! As cenas marcantes são muitas, você vai encontrar, mas para encerrar vou narrar uma que se tornou um marco na cultura pop. - Scarlet devastada pela guerra, pela dor da perda dos entes queridos, segue em direção ao horizonte da amada terra vermelha de Tara, e absorvendo foça daquela sua terra, tal força vindo do âmago daquele chão devastado. Ela profere seu próprio destino: “Com Deus por testemunha, não vão me derrotar. Vou sobreviver a isso. E, quando passar, nunca mais sentirei fome! Nem eu, nem minha família. Mesmo que eu minta, roube, trapaceie ou mate, com Deus por testemunha, nunca mais passarei fome!”
    Bjoooos, byeeee! Até...

    Janiê Maia Cunha
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