Tenta seguir a mesma fórmula do 1º filme, mas infelizmente não consegue, pois já não é mais inovador e peca querer colocar na cabeça do telespectador o contrário.
Ótima animação com roteiro esperto e graficamente muito bonito. Para crianças e adultos. Em Wicked os animais são segregados e aqui a discriminação é entre epécies.
Zootopia 2 surpreende ao entregar uma continuação que supera com folga o original. O visual é absurdamente detalhado, realista sem perder charme, e a animação atinge um nível técnico que a própria Disney raramente alcança. A expansão do mundo: novos biomas, novas espécies e uma evolução natural do tema do preconceito, mostra que a sequência existe por motivo real, não só por lucro.
A trama escorrega ocasionalmente para o genérico, mas o ritmo é ótimo, o humor funciona e a trilha de Michael Giacchino amarra tudo com elegância. No fim, é um blockbuster animado que diverte, impressiona e abre caminho para uma franquia que pode render muito.
Uma continuação que não só respeita o original, como o supera.
Zootopia 2 aconteceu 9 anos após o sucesso do primeiro filme. A direção ficou apenas com Byron Howard e Jared Bush. Bush permaneceu no roteiro. O filme foi indicado na categoria de melhor animação no Oscar de 2026, mas dessa vez não levou. A trama segue acompanhando os detetives Juddy e Nick, que agora são famosos. Porém, ambos se envolvem em uma possível aparição de réptil em Zootopia ( algo que não acontecia há tempos). Ao descobrir uma cadeia de armações, Juddy e Nick colocam suas vidas novamente em perigo para salva a grande metrópoles. A sequência chega com uma missao nada fácil: expandir seu universo e superar ou igualar o sucesso do primeiro filme. De fato, para fazer isso, o roteiro seguiu apostando nas narrativas voltadas a conteúdo político e social, porém com atualização do que temos hoje: segregação, preconceito e revisionismo histórico. Todos esses problemas são vividos na pele pelos répteis que são abominados e foram excluídos de Zootopia. Não basta esse problema, mas o roteiro ainda coloca a questão da ganância e exclusão que as grandes redes imobiliárias fazem, obtendo o controle político da cidade. Talvez essa ambição narrativa tenha deixado a desejar. A obra ficou super inchada, pareceu pouco tempo para se trabalhar ( e nao crítico pela falta densidade ,pois teve). Por outro lado, temos o acerto em manter a dupla de protagonistas em conflito por serem diferentes, mas sempre buscarem preservar a amizade. Talvez, o roteiro tenha ficado com receio de colocar ambos como par romântico. Voltando a falar do inchaço narrativo, muito se deu pelo excesso de novos personagens (todos eles ótimos) e o reaproveitamento da maioria dos personagens do primeiro filme ( se não todos). Particularmente eu gostei muito de não abandonarem esses personagens, mas parece que para a trama atual, não cabiam mais ali. Outro problema foi colocarem novamente a polícia perseguindo a dupla de protagonistas e achei mais fraca a parte de detetive deles. No mais, é uma animação ambiciosa, mas com problemas de inchaços, que por outro lado tem seu grande trunfos os temas tocados, em especial sobre as minorias sociais. Visualmente, a trama segue excelente, assim como no primeiro filme, cores, criatividade para as cidades, e animais que aparecem apenas para melhorar os diálogos sao bons. Vale ressaltar a boa referência no terceiro ato do filme O iluminado (1980) e a boa trilha sonora, que ainda seguiu com a ótima participação de Shakira.
Sequências costumam carregar um peso invisível: repetir o sucesso sem parecer repetição. Zootopia 2 entende essa regra… e joga com ela de forma inteligente. Não reinventa o universo, mas também não se acomoda — amplia, aprofunda e mantém viva a essência que conquistou o público.
Principais atores e personagens (vozes originais) Ginnifer Goodwin — Judy Hopps Jason Bateman — Nick Wilde Idris Elba — Chefe Bogo Jenny Slate — Bellwether
Após resolverem o grande caso que abalou Zootopia, Judy e Nick agora enfrentam algo ainda mais complexo: manter a ordem em uma cidade que evoluiu… mas ainda carrega preconceitos enraizados.
Um novo caso surge, envolvendo uma ameaça que não é apenas física — mas social. A cidade, mais uma vez, é colocada à prova.
Entre investigações, perseguições e momentos cômicos, a dupla precisa lidar não só com o crime… mas com as consequências de um sistema que ainda está aprendendo a conviver com suas diferenças.
Análise crítica
Zootopia 2 acerta ao não tentar reinventar a fórmula, mas sim refiná-la.
A química entre Judy e Nick continua sendo o coração do filme — dinâmica, divertida e carregada de personalidade. O humor funciona, o ritmo é bem dosado e o roteiro mantém um equilíbrio saudável entre entretenimento e mensagem.
Visualmente, a animação dá um salto ainda maior. A cidade é mais viva, mais detalhada, mais orgânica. Cada ambiente parece ter identidade própria, o que reforça a imersão.
Mas talvez o maior mérito esteja no subtexto.
Assim como o primeiro filme, a sequência trabalha temas sociais — preconceito, convivência, identidade — de forma acessível, sem perder leveza. Não é profundo a ponto de incomodar, mas também não é superficial.
Ainda assim, há uma sensação inevitável: o impacto não é o mesmo do primeiro.
Falta o fator surpresa. Falta o “novo”.
E isso faz com que, mesmo sendo um ótimo filme, ele não alcance o mesmo nível de memorabilidade.
⚖️ Reflexão final
Zootopia 2 prova que consistência também é uma virtude.
Não é revolucionário. Mas é sólido. Não surpreende tanto… mas entrega.
É aquele tipo de sequência que respeita o público — e o universo que construiu.
Vale a pena assistir? Sim. Especialmente para quem gostou do primeiro filme. É divertido, inteligente e bem executado.
Por ser uma sequência eu estava esperando algo mais parado, só que recebi o oposto. Um filme que prende a atenção, embora tenha como alvo o público infantil, desperta curiosidade e interesse na história! Fantástico, confesso que o final é emocionante, muito lindo a mensagem que passa!
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