Zootopia 2 aconteceu 9 anos após o sucesso do primeiro filme. A direção ficou apenas com Byron Howard e Jared Bush. Bush permaneceu no roteiro. O filme foi indicado na categoria de melhor animação no Oscar de 2026, mas dessa vez não levou. A trama segue acompanhando os detetives Juddy e Nick, que agora são famosos. Porém, ambos se envolvem em uma possível aparição de réptil em Zootopia ( algo que não acontecia há tempos). Ao descobrir uma cadeia de armações, Juddy e Nick colocam suas vidas novamente em perigo para salva a grande metrópoles. A sequência chega com uma missao nada fácil: expandir seu universo e superar ou igualar o sucesso do primeiro filme. De fato, para fazer isso, o roteiro seguiu apostando nas narrativas voltadas a conteúdo político e social, porém com atualização do que temos hoje: segregação, preconceito e revisionismo histórico. Todos esses problemas são vividos na pele pelos répteis que são abominados e foram excluídos de Zootopia. Não basta esse problema, mas o roteiro ainda coloca a questão da ganância e exclusão que as grandes redes imobiliárias fazem, obtendo o controle político da cidade. Talvez essa ambição narrativa tenha deixado a desejar. A obra ficou super inchada, pareceu pouco tempo para se trabalhar ( e nao crítico pela falta densidade ,pois teve). Por outro lado, temos o acerto em manter a dupla de protagonistas em conflito por serem diferentes, mas sempre buscarem preservar a amizade. Talvez, o roteiro tenha ficado com receio de colocar ambos como par romântico. Voltando a falar do inchaço narrativo, muito se deu pelo excesso de novos personagens (todos eles ótimos) e o reaproveitamento da maioria dos personagens do primeiro filme ( se não todos). Particularmente eu gostei muito de não abandonarem esses personagens, mas parece que para a trama atual, não cabiam mais ali. Outro problema foi colocarem novamente a polícia perseguindo a dupla de protagonistas e achei mais fraca a parte de detetive deles. No mais, é uma animação ambiciosa, mas com problemas de inchaços, que por outro lado tem seu grande trunfos os temas tocados, em especial sobre as minorias sociais. Visualmente, a trama segue excelente, assim como no primeiro filme, cores, criatividade para as cidades, e animais que aparecem apenas para melhorar os diálogos sao bons. Vale ressaltar a boa referência no terceiro ato do filme O iluminado (1980) e a boa trilha sonora, que ainda seguiu com a ótima participação de Shakira.