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Khemerson M.
62 seguidores
74 críticas
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5,0
Enviada em 28 de dezembro de 2014
George Stevens é um dos maiores cineastas da história do cinema. Dono de um estilo irretocável e reconhecível, o diretor invariavelmente utilizava-se de narrativas simples a fim de desenvolver temas universais e de caráter abrangente, auxiliado ainda por personagens complexos e fascinantes, sendo um desses personagens o inesquecível Shane, interpretado pelo ótimo Alan Ladd no filme homônimo dirigido por Stevens e que aqui no Brasil ganhou a horrorosa e simplista tradução Os Brutos Também Amam, optando, neste sentido, em focar na subliminar relação de Shane com Marian (Jean Arthur), quando na verdade o filme tinha muito mais do que isso para oferecer.
Abrindo seu filme num plano magnífico onde o protagonista surge de costas enquanto desce uma montanha (e que, obviamente mostra ao fundo uma belíssima paisagem) só para em seguida o vermos diminuto enquanto o mesmo atravessa um vale, o filme conta a história do desconhecido Shane que, ao ser recebido pelo rancheiro Joe Starrett (Van Heflin), aceita trabalhar para o rancheiro, ao mesmo tempo em que fica sabendo do iminente conflito entre Starrett e do fazendeiro Riker (Emile Meyer), que vem há tempos aterrorizando os colonos da região (incluindo Starrett) a fim de que estes saiam de suas terras para o fazendeiro ocupar. Assim, optando por adotar uma postura observadora diante deste conflito, Shane é também o típico “herói sem passado” que tantos faroestes abordaram, mas que nas mãos de George Stevens ganha uma profundidade psicológica fabulosa que vai revelando aos poucos o caráter de seu protagonista, na medida em que a narrativa avança... (LEIA O RESTANTE DO TEXTO NO LINK ABAIXO!)
A direção e a fotografia levando em conta a época em que foi lançado são incríveis. Mais a história é muito arrastada e em alguns momentos me deu uma vontade imensa de desistir, e hoje em dia parece um pouco clichê
Um clássico absoluto do Western! vencedor do óscar de melhor fotografia e indicado a melhor filme, destaque para o grande elenco e para estupenda atuação de Jack Palance. Um filme perfeito
Um dos grandes clássicos do cinema. É claro que assistindo agora, muitas coisas parecem um pouco clichê, mas ainda é uma grande história que nos mantém interessados. Um filme tradicional, cum um herói tradicional e uma pitada de emoção.
Garoto se torna amigo de um pistoleiro depois que ele começa a conviver na casa de seus pais.Mas um conflito envolvendo terras de um fazendeiro ambicioso faz com que ele defenda os outros agricultores locais.Roteiro, trilha sonora, elenco e fotografia marcantes.Clássico de faroeste inesquecível.
Uma observação, não tinha me atentado, via de regra, nos filmes de faroeste 95% dos personagens são muito brancos, muitos com olhos claros, o que não representa a população americana da época em que foram filmados. Mas é necessário para retratar com fidelidade a época da ocupação do Oeste Americano (Far West) em que a população negra e outras etnias não estavam inseridas na sociedade (que era predominante anglo-saxã), a não ser como escravos, e não faziam parte do plano de ocupação e povoamento do Oeste com, inclusive, doação de terras para produção. Qto ao filme, não sei qual a razão de ser um clássico. Não há nada de especial nesse filme, pode tranquilamente passar sem ele. O título em Português, marcante, foi uma jogada de marketing ótima, todavia, um verdadeiro embuste. Você simplesmente, por mais que se esforce, não consegue justificá-lo pela história. Não há brutos, há o de sempre, pessoas querendo defender suas propriedades nem que tenha que, em último caso, recorrer à bala, e não tem nenhuma história de amor, conjugal ou fraternal. Nos EUA não tiveram a pachorra e cara-de-pau de fazer isso e o título é apenas "Shane". Embora "Shane, o sonolento" também fosse apropriado. É um filme sem nenhuma novidade no roteiro e, perto dos filmes de Sérgio Leone, é faroeste pra criança.
Muito bom filme. "Os Brutos Também Amam" pode ser dividido em três atos bem distintos. O primeiro, com a chegada de Shane e sua apresentação aos moradores do local, é excelente. O carisma de Alan Ladd impressiona e sua relação com o pequeno Joey cria uma imediata simpatia com o público. No segundo ato Shane sai um pouco de cena para que Joe Garrett ganhe os holofotes principais da trama. O filme consegue se manter interessante, mas perde bastante em qualidade em relação à parte inicial. Já o terceiro ato é quando a trama do filme já está para ser resolvida e Shane retorna como principal personagem. Aqui, mais uma vez, o relacionamento dele com Joey emociona e o filme cresce bastante.
Embora não goste deste gênero de filme, tenho que reconhecer a excelente qualidade do mesmo. Achei-o perfeito, certamente uma obra-prima. São magistrais as atuações de Alan Ladd (Shane), Van Heflin (Joe Starrett) e Brandon De Wilde (Joey Starrett), este último, com pouco mais de 10 anos de idade, indicado ao oscar de ator coadjuvante, mas que perdeu a estatueta para Frank Sinatra (A um passo da eternidade), numa disputa certamente de difícil escolha por parte dos votantes da acedemia. Só não entendi a indicação de Jack Palance ao oscar de coadjuvante, numa interpretação pequena, de poucos diálogos, quase monossilábicos.
Um dos maiores clássicos da história do cinema, os Brutos Também Amam é um excelente faroeste que consegue ser ao mesmo tempo tenso e cativante. É a história do misterioso pistoleiro Shane que chega a uma colônia de fazendeiros perdida no meio de um vale no estado do Alabama e lá é acolhido pelo fazendeiro Starret e sua família, costituída pela bela esposa Mirian e seu único filho, Little Joe. Assim como os demais fazendeiros da região, Starret enfrenta os abusos do conflituoso Ryker, outro fazendeiro que busca expulsar os demais colonos de suas terras e para isso conta com a ajuda de seus comparsas e um famoso pistoleiro vindo de fora. Shane, motivado pela amizade e o amor que sente pela família, decide tomar para si a terrível e inevitável luta que se anuncia. Mais do que um simples faroeste que diverte, o filme conta uma história que busca também ser uma lição de vida. Além da luta contra os vilões, o herói Shane precisa ainda resolver seus dilemas morais. Como deixar de ser um assassino num mundo onde a justiça só pode ser atingida através da força e onde sua própria vida muitas vezes depende da rapidez no gatilho? Se por um lado ele é honrado, honesto e de bom coração, por outro, ele é um pistoleiro que carrega o karma de ter que matar pela própria vida e por seus ideais. Ao contrário do que sugere o título traduzido, não se trata de uma história de amor entre um homem e uma mulher. O amor de Shane é por toda família, e talvez mais ainda pelo garoto. A família de Starret parece representar para Shane o ideal de vida em família, feliz e pacata que ele jamais alcançará, pois é um assassino cuja alma estará para sempre manchada por seus crimes e pecados. O caminho que ele escolheu é sem volta. E essa é a grande moral da história, como fica evidenciado ao final, no diálogo entre Shane e Little Joe :
"Joe, não existe uma vida para quem já matou. É um caminho sem volta."
Vou ser direto e reto, um dos melhores filmes que assisti na vida. Já vi uma dez vezes. De uma sensibilidade incrível, atores perfeitos e duas cenas para nunca mais esquecer. A do cachorrinho no túmulo do seu dono e o final com um diálogo perfeito, emotivo, fantástico do pistoleiro com o garotinho. Essa cena ficará na sua memória para sempre. Perfeito!
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