Cruel, linguajar "impróprio" em vários momentos, que te faz rir em algumas partes, e que também te faz ficar pesaroso e com dó em outras. Essa mistura de emoções que um gênio como Stanley Kubrick nos faz sentir mostrando a guerra do Vietnã em seu ponto de vista. Dividindo o filme em duas partes, desde o rigido e humilhante treinamento que os fuzileiros passam, e a dura realidade de estar no fronte de batalha, o filme aborda a crueldade, a dualidade dos homens presentes na guerra e também em como vários podem ir ao ponto da loucura por serem tão exigidos em uma guerra com propósito duvidoso. Kubrick mais uma vez impressiona ao tentar nos passar uma mensagem, e claro, não é algo fácil para compreender. Não dá para negar que Nascido Para Matar é um dos melhores filmes de guerra já feitos, mais uma majestosa obra de Kubrick.
Nada de The Hurt Locker e de Saving Private Ryan, Full Metal Jacket é com certeza o melhor filme de guerra que há, ainda. Com uma atuação impecável de Ronald Lee Ermey, seu personagem trouxe carisma para um filme de guerra. O Ato 1 do filme, o treinamento, é o ápice do longa. A trama dos personagem é excelente, em especial do Soldado Pyle, conturbado, engraçado e marcante. O Ato 2, quando vão para guerra, não é tão envolvente igual o primeiro ato, mas ainda assim mostra com maestria um pelotão de soldados nessa cativante história. Ir a guerra não é somente correr e atirar, como muitos filmes e jogos nos mostram, exige paciência e cuidado. e o filme retratou isso muito bem, por isso não tem uma sequência tão majestosa igual no início. Full Metal Jacket para os mais fãs, marcou seu nome na história do cinema e serviu de inspiração para outros filmes, entre eles os já citados nesta crítica.
Nascido Para Matar é a visão ácida de Stanley Kubrick sobre a Guerra do Vietnã e, de quebra, é “a” visão do diretor sobre o conceito da guerra e os efeitos nocivos que esta pode ter nos “corações e mentes” de jovens soldados que, idealistas a princípio, acabam tendo que encarar uma realidade tenebrosa onde cada segundo pode ser decisivo e que mesmo saindo salvo do combate, tem que lidar com as traumáticas lembranças das experiências que vivenciaram, algo salientado particularmente pela mise-en-scène milimetricamente calculada do cineasta, onde a câmera se movimenta no mesmo ritmo pausado e calculado com que os soldados vão explorando os novos e hostis ambientes, tornando o espectador próximo dos seus personagens ao dotá-los de um ponto de vista que invariavelmente os coloca como testemunha inequívoca das barbáries que vão surgindo em tela...(LEIA O RESTANTE DO TEXTO NO LINK ABAIXO!)
Full Metal Jacket (ou Nascido para Matar, no Brasil), traz um retrato extraordinariamente real sobre a guerra do Vietnã. Diferentemente da maioria dos filmes de guerra, o filme nos mostra a guerra sem o enfoque usual, que costuma ficar por contas de explosões, tiros e mortes de maneira excessiva, focando mais na condição do soldado perante a guerra e não na guerra perante o soldado, mas de uma forma estranhamente cômica. A película mostra inicialmente a preparação dos soldados para a guerra, tanto fisicamente quanto mentalmente, dando foco principal na maneira desumana em que os soldados são treinados para o combate. Outra crítica do filme ocorre em solo vietnamita, onde soldados americanos são entrevistados por jornalistas de guerra e alguns afirmam não saber o que os Estados Unidos estão fazendo realmente no Vietnã, mas acreditam que lá é o lugar deles, na guerra. Esse grande trabalho do tão cultuado Kubrick merece toda atenção e os elogios que já recebeu e ainda recebe da crítica e dos espectadores. É um filme chocante pela maneira que a história é contada, mas é necessário que o público tenha uma idéia mais real do que as que já foram mostradas sobre a guerra e sua perversidade.
Excelente Filme , Kubrick é o cara ! Com uma atuação marcante do sargento '' Hartman '' , obra de arte mesmo . O filme é divido em 2 partes , do Treinamento rigoroso ao pesadelo do combate no Vietnã .
“Os primeiros 40 minutos do filme demonstram claramente como um líder pode desvalorizar, incapacitar e inferir moralmente um colaborador. Observar esta situação nos remete, como gestores, a refletir como respeitar as diferenças humanas e que há modelos de lideranças situacionais” - Mariella Gallo.
Você é tão feio, que parece uma obra-prima de arte moderna! - Como se chama, gordão? - Leonard Lawrence, senhor! - Lawrence do que, da Arábia? - Não, senhor!
Stanley Kubrick conseguiu me colocar dentro de um combate no Vietnã, com poucos recursos tecnológicos (como o cinema moderno tem hoje) em pleno 1987, com cenas de guerra de extremo realismo.
Mais um filme pra eu me perguntar: "pq demorei tanto pra assistir essa obra-prima do cinema?"
Caso você continue navegando no AdoroCinema, você aceita o uso de cookies. Este site usa cookies para assegurar a performance de nossos serviços.
Leia nossa política de privacidade