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Felipe F.
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758 críticas
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3,0
Enviada em 21 de dezembro de 2021
Ataque dos Cães tem um final excelente, mas o seu miolo é difícil de engolir, sendo muito pacato, o faroeste dramático traz Benedict Cumberbacht numa ótima atuação, tem uma linda fotografia, e não é um filme fácil de se gostar. Queria ter gostado mais, bom filme apenas.
Sabe quando caminhamos pelos corredores de uma exposição de quadros e nos deparamos com um que nos obriga a sentar diante dele e ficar contemplando-o, devido a tanta beleza e mistério? É assim que o filme "The Power of the Dog" nos faz sentir. O roteiro é incrivelmente bem costurado, cada cena, cada passagem de cena, cada fala, cada olhar, cada gesto, absolutamente tem um porquê de estar ali.
Basta prestar atenção e ter cuidado, se entregando ao propósito da diretora e da história. O "silêncio" nas duas horas de filme vai fazendo nascer dentro de nós teorias, angústias, questionamentos. Sim, "silêncio" com aspas, pois, apesar de todas as falas, ao final de cada ato o que resta são silêncios, onde: 1 - o espectador precisa se contentar em esperar um pouco mais para ir aos poucos descobrindo que a brutalidade de Phill esconde uma sensibilidade, que ele é incapaz de externar; 2 - paradoxalmente, a sensibilidade de Peter esconde uma força, uma brutalidade e uma frieza que um filho, para proteger sua mãe, precisa praticar. (aliás, a cena no celeiro, onde ele assume uma postura de "Homem" macho alfa do início do século XIX fumando um cigarro é incrível, em contraste com o sorriso sensível do bruto Phil, quando aquele pergunta a este, "Nus"? 3 - por fim, os outros atores estão impecáveis, como Jesse Plemons, por exemplo, sendo monossilábico e mal abrindo a boca para manifestar as palavras, trazendo à trama, com seu personagem, um mistério secundário; assim como Kodi- Smit-McPhee, atuando em dose certa para mostrar um homem frágil e forte ao mesmo tempo.
Um roteiro muito bem elaborado, sem lacunas, ótimas atuações dos atores (Benedict Cumbebartch está absurdamente incrível) e uma tema que, apesar de já ter sido tratado outras vezes no cinema, poucas vezes foi bem tão tratado aqui. O filme não é sobre homossexualidade tão pura e simplesmente, é sobre machismos, sociedade, ignorância, hipocrisia, educação familiar.
Quem quer ver filmes onde o título já descreva toda a história, onde não haja esforço para entender e degustar uma boa história, deve assistir, por exemplo, "Velozes e Furiosos", que não deixa de ser uma arte, mas não não exige que você pare e sente em frente à obra para compreendê-la, admirá-la e refletir sobre.
Boas atuações, boa história, enredo competente e belas paisagens; mas infelizmente falta ritmo. O filme é lento, mas não entediante; considero uma obra que vale a pena, mas longe de ser fundamental, ou um divisor de águas.
Se você conseguir assistir o esse filme, parabéns! Lento, lento, lento. Tema já abordado em filmes muito melhores. Filme para esquecer... Infelizmente o mínimo da avaliação é uma estrela. Não merece nenhuma!
Um filme "acerca" de realizações e frustrações sendo está a tônica principal do personagem central. Cercados por um ambiente hostil e desertico o que impede o crescimento / felicidade ? este filme aparentemente morno nós faz ver com outros olhos o dia a dia daquele cenário onde o ator principal de forma consciente dee suas limitações por não suportar a realidade, ele se pune, mas será apenas ele? Filme belíssimo. Vale uma aposta : quem suportará esta realidade pela busca de aceitando.
Baseado no livro homônimo escrito por Thomas Savage, "Ataque dos Cães", filme dirigido por Jane Campion, tem uma trama centrada no seio familiar, mais precisamente no antagonismo entre dois irmãos - que não poderiam ser mais diferentes entre si. Herdeiros de uma grande fazenda no Estado de Montana, Phil (Benedict Cumberbatch) e George (Jesse Plemons) dividem a administração da propriedade. Enquanto o primeiro é um cowboy de mão cheia e tem uma personalidade mais rude, o segundo chama a atenção pela sua educação e cavalheirismo.
Quando George se casa com a viúva Rose (Kirsten Dunst, que vem a ser esposa de Plemons também na vida real) e leva, não só ela, como o filho Peter (Kodi Smit-McPhee), para viver na fazenda, as rusgas entre os irmãos se acentuam e passamos a perceber um embate velado entre George e Phil - que enxerga a esposa e o enteado do irmão como invasores, não só da sua propriedade, como da sua privacidade, e da vida que ele (nunca) imaginou que iria (poderia) levar.
"Ataque dos Cães" é um filme repleto de surpresas. A diretora Jane Campion pega um gênero predominantemente masculino (o faroeste), um ambiente predominantemente masculino e uma figura predominantemente masculina (como o cowboy) para trabalhar os elementos dramáticos, e, principalmente, para abordar a questão do desejo. Ao negar e criticar o jeito feminino e delicado de Peter; Phil, na realidade, nega aquilo que ele mesmo é/gostaria de ser. Ao se permitir a aproximação com Peter, Phil entra numa jornada de compreensão de seu verdadeiro eu.
Assim, podemos definir "Ataque dos Cães" como um daqueles filmes que falam conosco não só por meio dos seus diálogos, como também nos muitos momentos de silêncio que a trama possui. A grande surpresa para nós, como espectadores, acaba sendo a percepção de que o filme não engloba somente a jornada de Phil, mas também é uma história sobre as consequências dos atos dele e a forma como os outros também reagem ao seu jeito de ser. A liberdade de se ser o que é tem um alto custo - para o bem e para o mal.
Atores renomados, direção brilhante, fotografia maravilhosa, mas de verdade se você e como eu que quer ver um filme envolvente, com uma história que passa algum sentimento não e uma boa pedida, o filme e mais parado que a marginal Tietê em horário de pico, você acha que vai acontecer algo e uma história fraquissima, gostaria de criticar mais porém teria spoilers, sinceramente não gostei.
Ataque dos cães, apesar do nome é um filme supreendentemente sutil, delicado e inteligente. Se você curte uma fotografia de tirar o fôlego, atuações grandiosas, e um "granfinalle" esse é o seu filme. Se não curtir, não tem problema vai se surpreender do mesmo jeito.
A habilidade de um diretor e o brilhantismo de um roteiro muitas vezes se nota no sucesso da mensagem que ele quer passar. Em Power of the Dogs, Jane Campion trata de uma enxurrada de assuntos complexos, como o machismo tóxico, homossexualidade reprimida, máscaras da sociedade, alcoolismo, entre outros temas, de uma forma que tudo esteja nas entrelinhas.
Isso porque em nenhum momento em seus diálogos há qualquer menção a esses assuntos. É o espectador que, com sua experiência de vida e sabedoria, faz toda a análise e dá todas as respostas do que se vê em tela, baseado somente nas atitudes corriqueiras dos personagens.
Isso só é possível quando a direção tem controle absoluto da mensagem que ela quer passar e também tem a sensibilidade quase empírica de como abordar essa questão. Seria muito fácil repetir cacoetes da militância progressista, porém dúvido que seria tão efetivo, afinal estamos falando de uma época em que o aceitável era degradar sua vida em detrimento da própria aceitação. Então, contando com o bom senso do espectador, Jane Campion se basta em narrar os acontecimentos e deixar na nossa responsabilidade a interpretação exata do filme.
Essa é uma jogada de mestre porque temos uma vertente conservadora que repudia qualquer discurso progressista em nome de uma ideologia, mas quando essa carga política é deixada de lado e a história é contada somente se aprofundando nos personagens, a diretora faz com que os mesmos conservadores que poderiam massacrar a obra se ela tivesse um viés político mais descarado, se coloquem na pele do personagem e chegue na mesma conclusão que a diretora sozinha, sem influência política ou ideológica.
Filmão. Pode desagradar quem busca por algo divertido e eletrizante, mas é um deleite para quem vê o cinema como forma de expressão.
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