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Cle Prado
1 crítica
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4,0
Enviada em 19 de dezembro de 2019
Torci e esperei que o "moleque" chegasse de boa e dissesse: "Calma, pessoal! Só estava me divertindo com meus amigos, bebi um pouco e fumei um baseado!" e ver a cara de tacho dos pais, que desperdiçaram tanto tempo e energia numa discussão desgastante e inútil. Aí sim eu teria certeza de que este filme realmente teve a intenção que achei que deveria ter. Explicando meu raciocínio, a questão racial (odeio esse termo, mas fazer o que?) nunca vai ter fim, porque é histórica e cultural. A escravidão é fato. O sofrimento dos negros no passado também é fato. Mas não quer dizer que os que vivem hoje devam sofrer e viver se vitimizando e apontando culpados para o erro que brancos (e negros também) cometeram no passado. Se nunca vai acabar, dentre outros motivos porque ainda existe muita mágoa (e raiva), porque vamos desperdiçar o tempo que temos nessa vida, sofrendo, brigando, se desgastando? Estamos todos de passagem. Vamos dar outro rumo nessa história! Apagar o que aconteceu é impossível, mas vamos mudar o "rumo da prosa"! E só pra começar, vamos nos aceitar de verdade como somos, depois vamos parar de acusar todo mundo pelo que enfrentamos. A vida não é fácil pra ninguém. Nem mesmo para o marido da personagem perturbada, loiro de olhos azuis que saiu da linha e foi algemado. Gostei muito da reflexão que o filme traz.
Nossa muito ruim, a atriz péssima ruim em interpretação, em nenhum momento aparece foto ou qualquer coisa do rapaz que estava desaparecido, nem que fosse em forma do pensamento da mãe, nada um filme parado em um único ambiente e em discussões, poderia ter abordado o racismo e preconceito de um outro jeito , ficou tudo muito sem nexo, a única coisa boa é que te prende na esperança que o rapaz apareça.
Impossível assistir ao filme todo, é muito cansativo, os diálogos muitas vezes não tem sentido. Acho que é possível falar sobre racismo de uma forma menos enfadonha, mas dizer que o filme é bom por este motivo é forçar a barra.
Não consegui ver nem metade do filme, parei pouco depois que o marido chega na delegacia. Como filme (entretenimento) é muito fraco e ruim, diálogos forçados, policial muito burro, sem atitude, parece mais uma anta (é possível ser um policial preconceituoso e esperto). O filme aborda varias pontas do racismo (casamento inter-racial, filho negro de pai branco... um pouco de burocracia, mas mesmo assim está a anos luz da também produção da Netflix "Olhos Que Condenam".
Filme ridículo: em todo o tempo a personagem feminina forçava a barra para que tudo fosse visto como racismo. Tudo pra ela é vitismo, mesmo quando, o (ex) marido "que não entende ela e o filho" está sendo preso por desacato à polícia, ela escolhe outra vitimização ("Ele tem sopro no coração"), já que não poderia usar o racismo. Que filme estúpido!
Baseado na peça homônima, escrita por Christopher Demos-Brown (também autor da adaptação cinematográfica), o filme American Son, dirigido por Kenny Leon, é um longa que conserva em si todas as características típicas de uma obra advinda do teatro, principalmente, o fato de que a trama se passa em um único ambiente e de que a força do texto encontra-se justamente nos muitos diálogos que são tratados entre os personagens.
O filme se passa durante uma noite/madrugada, dentro de uma delegacia de polícia. Foi para lá que a professora Kendra (Kerry Washington) se encaminhou após o desaparecimento de seu único filho, o adolescente Jamal. A mãe está ali em busca de informações sobre seu filho e o pouco que ela sabe, que é compartilhado com ela pelo guarda Paul Larkin (Jeremy Jordan), é que houve um incidente com o carro que Jamal dirigia e que Kendra deve aguardar a chegada do seu encarregado, o Tenente John Stokes (Eugene Lee), que conversará com ela sobre o caso.
Acontece que American Son tem uma surpresa guardada para o seu espectador. Kendra era casada com Scott (Steven Pasquale), um agente do FBI. Ela, uma mulher negra; ele, um homem branco. Ou seja: Jamal é fruto de um relacionamento inter-racial. Por ter pais com uma condição de vida melhor, ele estudava em uma escola privada e dirigia um carro de luxo. O que esconde o incidente que envolveu Jamal? Isso teria algo a ver com questões raciais, com o preconceito que os negros sofrem diuturnamente? São questões como essa que o filme aborda, principalmente após a chegada de Scott e a diferença de tratamento que ele recebe de Larkin, quando comparada com a maneira como Kendra foi recepcionada na delegacia. American Son também aproveita essa situação para tratar das nuances de um relacionamento inter-racial e de todas as mágoas que ficaram na relação entre Kendra e Scott e como isso afetou diretamente Jamal.
Apesar de ter uma premissa muito interessante, a verdade é que American Son é um filme que nunca a chega a decolar. O problema encontra-se na direção burocrática de Kenny Leon e nas atuações inexpressivas de seu elenco. Para se citar um exemplo: Kerry Washington está tão exagerada na pele de Kendra que fica difícil a gente sentir empatia pela situação dela, como uma mãe que só está em busca de informações sobre seu filho desaparecido. A gente fica, na verdade, muito irritado com ela.
Uma produção que se passa em um único ambiente e é focada em quatro atores impõe um grande desafio. Filho da América atende ao desafio com diálogos essenciais e profundos sobre o racismo estrutural e, por vezes o machismo, que requerem uma imersão e sensibilidade do espectador. Um bom filme para quem aprecia a sétima arte. E, acima de tudo, um filme necessário.
O filme é muito ruim. Atuações fracas e a personagem mulher é insuportável por si própria, o que atrapalha distinguir o que é racismo do que é chatice dela.
Bem, acredito que o cenário não seja a parte mais relevante do filme e sim o diálogo que sustenta todo o drama. Fica mais do que claro o que uma mulher negra passa, não apenas pelo desaparecimento de um filho mas pelo abandono de um marido, que conjuminou em despertar nela sentimentos que ela achou, poder suportar desde o momento em que aceitou viver matrimonialmente um relacionamento inter-racial. As perspectivas de como seria a vida desse filho, representa os medos que toda mulher negra e mãe de um filho mestiço sente ao pensar das inúmeras situações de preconceito que seus filhos irão passar. E de como são pressionadas a agir de modo, quase subserviente as várias questões sociais. O filme aborda questões que exige das pessoas uma atenção que na realidade a maioria despreza. Apenas vão empurrando com a barriga problemas que nunca deveriam ser banalizados ou ignorados. E também nos mostra, que não adianta a mulher negra e seus descentes apresentar uma ótima formação acadêmica, possuir comportamentos adequados a cada situação, ter um excelente vocabulário e não fazer uso de palavras chulas ou ainda de linguagens periféricas...a etnia negra sempre será subjugada por sua cor, hostilizada, subestimada...independente de ter ou não um bom caráter ou uma ótima posição social. Enfim, achei o muito pertinente pela questões sociais que ainda vivemos nos dias de hoje. De nada adianta, enfrentarmos o mundo com o amor, quando esse nos abandona. Sentimento não tem cor, mas dependendo do que se sente o valor é inestimável.
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