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Ricardo L.
63.294 seguidores
3.227 críticas
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3,5
Enviada em 13 de novembro de 2017
Um filme de Fama internacional! No meu gosto não caiu muito, mas tem sim suas qualidades, como boas atuações, fotografia bonita e bons diálogos, apesar de um pouco exagerado. Roteiro é um pouco arrastado, mas bem desenvolvido. Em trilher de boa qualidade.
Após realizar bons trabalhos,como "Delicatessen" e "Alien-A Ressurreição",o diretor Jean-Pierre Jeunet,chega com uma comédia dramática.Além disso,ainda assina o roteiro do longa.Protagonizado por Audrey Tautou,o filme se inicia na infância da personagem,com a perda da mãe,e consequentemente com o desprezo do pai.Logo após,o filme entra na fase da narrativa interessante,que passo a passo mostra cada personagem e suas histórias.Não temos grandes sequências de diálogos até o meio do filme.A questão é que nem precisa de muitos diálogos.Os acontecimentos transmite tudo entre o casal principal.O cinema francês impressiona mais uma vez,com simplicidade na forma de produzir seus longas.Uma atuação fantástica de Audrey Tautou.
Desde sua estreia oficial no Brasil assisti esse filme já três vezes no cinema (até agora). Curiosamente, em todas elas com a plateia lotada. Treze anos após sua estreia, em minha terceira vez, no interior da Argentina, ao final de uma péssima exibição, o filme foi aplaudido. É um filme fácil, para o grande público, e consequência disso foram suas cinco indicações ao Oscar (apesar de ser falado em francês): roteiro original, fotografia, direção de arte, som e, claro, filme estrangeiro (perdeu para o bósnio Terra de Ninguém).
Gostei mais dessa vez que eu vi do que a primeira.Le Fabuleux destin d'Amélie Poulain é um delicado filme sobre a vida e a beleza que existe nela,a forma sutil e bem humorada que a mensagem é passada torna o filme ainda melhor.
Concorrente na disputa em 5 categorias do Oscar de 2002,o filme que saiu de mãos vazias foi um verdadeiro injustiçado.Mesmo assim é um dos principais filmes franceses e todos os tempos,seu estilo peculiar chama atenção de cara do espectador que se vê apaixonado na jornada da excêntrica Amélie Poulain,é uma personagem agradável.Mesmo com traumas na infância,ela se tornou uma pessoa adorável,doce e simpática que a partir de uma boa ação desencadeia uma seria de boas ações para variadas pessoas,á medida que se apaixona por um cara também peculiar.O diretor Jean-Pierre Jeunet constrói um mundo muito íntimo da personagem,o que faz com que quem assista mergulhe nos pensamentos e no jeito da protagonista,criaturas da mente dela e seres imaginários,além da clássica cena do "derretimento".
É um filme sobre os pequenos detalhes,a narração e o jeito que o diretor propõe esses pequenos detalhes faz roda diferença,ele dá magia a tudo que não percebemos e assim vemos um lado mais bonito das coisas serem.A atmosfera do filme é peculiar e agradável,a fotografia de palheta sépia dá um visual excelente o filme que é pincelada pela excelente trilha sonora do yann Tiersen.O design de produção também é muito bom e o trabalho da câmera também dá uma vida maior ainda ao filme.É o melhor personagem da carreira da Audrey Tautou,uma personagem sutil doce e extremamente inocente,ela sempre busca o lado mais bonito do mundo e isso é muito bem feito.
Le Fabuleux destin d'Amélie Poulain é um filme leve,divertido e extremamente delicado,ele passa um lado minimalista do mundo e coloca o espectador para mergulhar em um universo mágico da protagonista.
Bonitinho apenas. Talvez seja esta a melhor palavra para definir "O Fabuloso Destino de Amélie Poulain". O filme até que começa muito bem, com seus 15 minutos iniciais realmente agradando bastante ao espectador. Mas logo após o filme entra num marasmo total que, embora sempre esteja acontecendo algo, trata apenas de detalhes da história como um todo. Mas existem alguns pontos de "Amélie Poulain" que merecem destaque. O principal deles, sem sombra de dúvidas, é o modo como a história é conduzida por Jean-Pierre Jeunet. Assim como ocorreu em "Corra, Lola, Corra", Jeunet utiliza os mais diversos meios para contar a história, incluindo aí animação, edição mais rápida, closes em Amélie e outros truques. Acredito inclusive que sem tais truques "Amélie Poulain" perderia muito de seu interesse, pois alguns dos principais momentos do filmes são proporcionados por eles, como a cena em que vemos o coração de Amélie batendo ou quando Nino conversa com a fotografia. Além disso, a fotografia em tom esverdeado utilizada no decorrer do filme é muito interessante, dando novas cores a Paris e deixando o filme visualmente belo. Note que até mesmo as roupas de Amélie geralmente tem algo verde ou vermelho, cores fortes justamente para lhe dar um maior destaque. A edição do filme também é muito boa, dando um bom ritmo à trama e atendendo aos truques aplicados por Jeunet. "Amélie Poulain" é um bom filme, mas decepciona principalmente por causa de toda a expectativa gerada pelo seu desempenho comercial na França e nos Estados Unidos, além dos prêmios por ele já conquistados. Para um filme tão badalado esperava algo mais.
O Fabuloso Destino de Amélie Poulain é um belíssimo filme sobre a importância de saber aproveitar os pequenos prazeres da vida, de se abrir para o mundo e partilhar a vida com outros através do altruísmo. São raros os filmes atuais que abraçam a tese de que (pelo menos a maioria) das pessoas no mundo são boas. A trama, até bem simples, acompanha a tragicômica vida da excêntrica Amélie Poulain(brilhantemente interpretada pela então promessa do cinema francês Audrey Tautou, com pouco mais de 20 anos na época), uma tímida garçonete que trabalha em um pequeno restaurante no centro de Paris. Vivendo uma vida discreta sozinha em seu apartamento, sua vida muda repentinamente depois que ela encontra um antigo tesouro de infância perdido que pertencia a um antigo morador do seu apartamento, então ela, desesperada pela perspectiva de passar toda a vida só e sem ter feito nada de útil até ali, decide encontrar o dono do artefato e devolver a ele. A partir daí, ela decide ajudar indiretamente todos à sua volta enquanto tenta lidar com o próprio isolamento. Não é um filme para todos, no entanto. Todas as afetações visuais e narrativas do cinema europeu estão presentes, e a linha otimista e, até certo ponto, utópica do filme em relação a eficácia de se fazer o bem pode irritar os cinéfilos mais cerebrais. E é claro que se trata de mais uma comédia romântica de trama previsível, em que você sabe que tudo vai acabar bem...Mas o que engrandece este modesto filme francês é justamente a forma como o diretor/roteirista Jean-Pierre Jeunet abraça os clichês inerentes desse tipo de filme e consegue, de certa forma, subvertê-los adicionando mais profundidade na linguagem cinematográfica para um filme de tal gênero. É impressionante como o diretor consegue elevar uma trama tão simples ao desenvolver o arco de cada personagem de uma forma dinâmica e criativa, isso nos deixa completamente envolvidos emocionalmente com cada um deles, nos importando com os seus destinos. O que fica para nós é a boa lição de que não custa nada tentar ser bom, simplificar a vida e, nem que seja de vez em quando, ajudar o próximo. Nós todos podemos ser heróis de nossas próprias causas! Basta um pouco de boa vontade...
Sinopse: Amélie é uma jovem do interior que se muda para Paris e logo começa a trabalhar em um café. Num belo dia, ela encontra uma caixinha dentro de seu apartamento e decide procurar o dono. A partir daí, sua perspectiva de vida muda radicalmente.
Crítica: "O Fabuloso Destino de Amélie Poulain", dirigido por Jean-Pierre Jeunet em 2001, é uma obra que encanta e, ao mesmo tempo, provoca reflexões profundas sobre a solidão e a busca pela conexão humana. A história de Amélie, interpretada com um charme inigualável por Audrey Tautou, é marcada pela beleza estética e um enredo que desfila entre o fantástico e o real, destacando a magia do cotidiano.
A trama começa na infância de Amélie, onde suas relações limitadas, especialmente com seus pais, moldam sua personalidade peculiar. A proposta do filme de explorar a infância marcadamente isolada de Amélie e suas consequências faz um excelente uso de metáforas visuais e tons quentes, criando um mundo onde cada cena é quase pictórica. A estética única do filme é superlativa, com seu uso vibrante de cores e enquadramentos cuidadosos que capturam a essência de Montmartre, em Paris.
Os personagens que cercam Amélie são igualmente memoráveis, oferecendo uma variedade de histórias que se entrelaçam ao longo da narrativa. A forma como Jeunet utiliza cada um desses apoios dramatúrgicos para ressaltar a singularidade de Amélie é uma das chaves para seu sucesso. O suporte do elenco, incluindo nomes como Mathieu Kassovitz e Rufus, é uma adição significativa à atmosfera sonhadora do filme.
Entretanto, apesar de seu apelo visual e criações feitas com carinho, "Amélie" talvez caia em algumas armadilhas narrativas que podem ser percebidas por espectadores mais críticos. A magia que permeia a história às vezes pode escorregar para a superficialidade, fazendo com que a profundidade emocional da protagonista seja menos explorada do que poderia. As nuances de seus desafios internos são apresentadas de forma leve e poética, mas sentimentos complexos como a solidão e a tristeza são, de certa forma, envoltos em uma camada de romanticismo que pode interferir na verdadeira compreensão de sua jornada.
O filme levanta questões pertinentes sobre como cada um de nós busca a felicidade e a conexão e como nossas experiências passadas moldam nossos comportamentos. Amélie se torna uma heroína não apenas por suas ações generosas, mas por sua luta interna em um mundo que frequentemente se sente indiferente. Contudo, essas lutas poderiam ser mais intensamente destacadas para dar mais peso emocional à história.
A trilha sonora, composta por Yann Tiersen, complementa maravilhosamente a narrativa, adicionando uma camada sonora que eleva cada cena, guiando o espectador pelas reviravoltas da emoção. A música é um dos personagens do filme, insinuando-se nos momentos de alegria e melancolia.
Em suma, "O Fabuloso Destino de Amélie Poulain" é uma celebração da vida, com uma proposta de olhar a beleza que está nas pequenas coisas. Às vezes, a busca pela perfeição narrativa pode parecer secundária diante do estilo cativante e singular que Jeunet revitaliza em sua obra. Em última análise, a experiência de ver "Amélie" é transformadora, proporcionando risos e reflexões, tornando-se um clássico que ressoa ainda hoje.
É um filme "apenas" bom. Muito bom talvez. Reforço esse "apenas", não de maneira ofensiva. Acho um filme bom e recomendaria pra outras pessoas, mas na minha opinião está longe de ser o clássico que muitas pessoas descrevem. As imagens, a trilha e a filmagem são realmente excelentes, das melhores que eu já vi. A personagem também é cativante de uma maneira única, como poucas(ou nenhuma) personagens de comédia romântica. Talvez por isso o filme seja constantemente descrito como um clássico. Mas pra mim, apesar disso, ainda falta alguma coisa. No começo do filme conhecemos a personagem e nos apaixonamos por ela, mas depois de um tempo parece que a história se perde. Não manteve o ritmo, não conseguiu encontrar um objetivo para a ela e com isso não senti um grande apelo emocional pra ficar preocupado com ela ou ansioso para o final da história.
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