Um filme amável, é interessante o modo como Jeunet conduz o roteiro com diferentes truques para representar as cenas, como na parte em que aparece o coração de Amélie e a aura ao redor do velhinho que é ajudado. Isso mais a tonalidade verde constante no filme e o modo como Amélie enxerga sua condição (vendo seu próprio destino através da tv em preto e branco) dão um toque especial e belo ao filme. Porém, da metade para o final, o filme vai se perdendo no enredo, onde as coisas acontecem de pouco em pouco e aparentam não chegar a lugar algum. Mas, ao final, o diretor deixa mais claro como as cenas se encaixaram e Amélie cumpre seu fabuloso destino. Um filme muito bom, obrigatório e que teve sua fama merecida, porém longe do perfeito.
Esse filme é como o traje invisível do Rei. A maioria diz que gosta pra não pagar de insensível e desconhecedor de arte, mas o filme é monótono, repetitivo e com uma história rasa. A fotografia? sim a fotografia é boa mas não sustenta a falta de uma história boa.
O fabuloso destino de Amelie Poulain é simples, ao mesmo tempo que trás um fator de identificação para quem, assim como ela, não está satisfeito com a sua vida mas tem medo da decepção. É lindo, é leve e trás uma forma completamente diferente de ver o cotidiano. Com certeza não é algo genial, mas mostra que algo não precisa ser genial pra ser muito mais do que bom.
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