Um filme com baixíssimo custo de produção, que tem um início interessante, mas aos poucos vai se tornando cansativo e previsível. Conta a história de Joe Bayler (Jake Gyllenhaal), um policial que está passando por um processo de investigação e foi afastado das ruas, trabalhando no atendimento, na central telefônica de emergência policial. Em um plantão entediante, Bayler recebe uma ligação de uma suposta vítima de sequestro. Sensibilizado com a situação, resolve ir além das suas funções e acaba envolvido em uma trama perigosa. O filme tinha tudo para ser muito bom, apesar da história já ter sido bastante explorada em outros filmes infinitamente mais interessantes, mas, mesmo assim, mostra que foi feito na correria das produções para cumprir contrato. No formato que foi feito, bastariam apenas 2 atores para rodar o filme.
O plot twist me surpreendeu, mas até chegar nele, achei muito massante, a personalidade do protagonista em explodir com todos ao redor e sem consequências, com todos aceitando sua falta de educação me deu um tédio, como se eu estivesse vendo uma pessoa que só sabe reclamar por qualquer minimo de coisa e acho que ninguém gosta de ficar ouvindo uma pessoa reclamar o tempo todo e de tudo.
Achei um roteiro fraco. O filme têm bons momentos, têm um apelo emocional grande quando a personagem infantil Abby fala ao telefone. Mas se perde em algumas cenas, como o comportamento rude (exacerbado) do protagonista. Jake Gyllenhaal faz a parte dele como otimo ator que é.
O filme começa com um gancho interessante que deixa o espectador preso a possibilidade do que irá acontecer depois, porém da metade ao fim da história, parece que toda a trama se repete. Muita tensão em situações desnecessárias, o mesmo falatório com a linha do telefone caindo durante o diálogo, ataques de raiva repetitivos. A ideia de fazer um filme com distanciamento social como foi feito com "O culpado" é uma proposta boa, porém me deixou com um gosto de quero mais no detalhamento da história, cenas pelo ponto de vista dos outros personagens, o que não ocorreu, o que é extremamente desanimador quando você chega em 1 hora de filme e percebe que ficará apenas com Jake fazendo caras e bocas em frente a câmera (Não me levem a mal, a atuação dele é boa, porém não foi o suficiente para salvar o filme). Meu veredito final é que "O culpado" é um filme razoável, não chega a ser terrível, mas como eu disse, a escassez dos outros atores em cena no termo visual, na minha opinião, foi o que acabou decaído o filme, da metade ao fim, em algo enjoativo.
Acredito que, neste filme, há um recorte fundamental para direcionar a uma avaliação ruim: o espectador perceber que, recorrentemente, há cenas desnecessárias – e que são prolongadas por falta de conteúdo.
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