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paulotmj
3 críticas
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2,0
Enviada em 23 de fevereiro de 2025
Filme injustificadamente longo, com cenas arrastadas e dispensáveis, como a estadia em Carrara e as maçantes reflexões vazias entre Laszlo e Elizabeth, esta última uma personagem melíflua, indulgente, muito chata, aquela que abdica de si mesmo em favor dos outros. A dramaticidade vem da velhíssima e repetitiva narração do fugitivo de guerra, pobre, rejeitado por sua etnia. Cruza com o personagem de Guy Pearson, canastrão ao extremo, e que empresta a seu alterego cenas de histeria histriônica, mais ridículas que chocantes. A segunda metade gira em círculo em torno de um projeto arquitetônico, que previsivelmente mexe com a vaidade dos envolvidos, e a briga é recorrente e enfadonha, assim como o tal projeto que não evolui. Filme pretensioso, cuja comparação com as sagas de Poderoso Chefão e Era uma Vez na América não pode ser levada a sério
O cinema, quando bem conduzido, tem a capacidade de nos transportar para universos distintos, provocar reflexões profundas e despertar emoções intensas. No entanto, O Brutalista se perde na tentativa de construir algo grandioso, resultando em uma experiência tediosa e, por vezes, frustrante.
A premissa poderia ter rendido um drama envolvente, mas o filme falha em estabelecer um eixo narrativo claro. Não é sobre imigração, não é sobre arquitetura, não é sobre valores, tampouco sobre a vida do arquiteto e sua esposa. Os temas surgem como fragmentos desconectados, sem aprofundamento ou desenvolvimento satisfatório. O que resta é uma sucessão de imagens que, longe de enriquecer a história, apenas estendem a duração do filme sem propósito aparente.
A cinematografia, que poderia ser um ponto forte em uma obra com essa proposta estética, decepciona. A fotografia não impressiona e a ambientação é limitada, com poucas locações que não contribuem para criar a imersão esperada. O figurino, apenas funcional, não acrescenta camadas significativas à construção dos personagens ou à atmosfera da trama.
Se há um aspecto digno de nota, é a entrega do ator principal, que se esforça para dar vida a um protagonista claramente transtornado. No entanto, nem mesmo essa performance é suficiente para resgatar o interesse do espectador diante da falta de ritmo e da ausência de uma narrativa instigante.
Ao final, O Brutalista se revela um filme que exige muito e oferece pouco. A sensação predominante não é a de ter assistido a uma obra memorável, mas sim de ter perdido três horas preciosas em uma experiência ruim.
Esse lance do "sonho americano" me lembrou quando eu jogava Gta 4, quando o Protagonista sai da Sérvia e vai pros Eua em busca de uma vida melhor, e chegando lá descobre a podridão que é o local
Sinopse: Arquiteto visionário foge da Europa pós-Segunda Guerra e chega aos Estados Unidos para reconstruir sua vida, carreira e casamento. Sozinho em um novo país, ele se estabelece na Pensilvânia, onde um rico e proeminente industrial reconhece seu talento
Crítica: "O Brutalista" é uma obra que se destaca como um épico drama histórico, imergindo os espectadores na jornada de László Tóth, um arquiteto judeu que, após sobreviver ao Holocausto, busca reerguer sua vida e carreira em solo americano. O filme, dirigido por Brady Corbet, é uma explosão visual e um testemunho da resiliência humana.
A direção de Corbet é notável, trazendo à tela uma narrativa que cativa e emociona. A construção dos personagens é profunda, permitindo que o público sinta cada nuance da dor e da esperança de László. A escolha do elenco, especialmente a performance de Adrien Brody, é magistral. Ele encarna um homem dividido entre suas memórias traumáticas e a promessa de um novo começo.
A fotografia do filme é um dos seus trunfos mais evidentes. A paleta de cores sombrias das cenas da Europa pós-guerra contrasta de maneira fascinante com a luminosidade do sonho americano que László busca. Cada cena é um quadro cuidadosamente elaborado, com composições que capturam a gravidade da história enquanto celebram a beleza do renascimento.
Além da estética visual, o uso de Inteligência Artificial na produção suscita um debate interessante. Embora possa levantar questões sobre autenticidade e criação, a implementação de IA complementa de maneira sutíl a narrativa sem desviar o foco emocional. As inovações tecnológicas se integram ao processo criativo, proporcionando um dinamismo que reflete a modernidade da história.
Os cenários, tanto urbanos quanto rurais, são meticulosamente construídos, fazendo com que a época e o contexto social ganhem vida. Assim, o público é transportado para a Pensilvânia da década de 1950, onde László tenta se adaptar a um ambiente completamente diferente do seu lar.
O filme também faz um excelente trabalho ao explorar temas como identidade, pertencimento e a busca incessante pelo sonho, que ressoam até os dias de hoje. O dilema entre a memória e o futuro é central, mostrando como o passado molda as decisões e expectativas de László. Essa dualidade é capturada de maneira sensível, demonstrando um profundo entendimento da condição humana.
No entanto, algumas escolhas narrativas podem deixar o espectador se perguntando. Enquanto a história flui de maneira envolvente, há momentos em que o ritmo parece sofrer com transições abruptas, o que pode criar uma leve desorientação. Apesar disso, essas instâncias não comprometem a experiência geral.
A trilha sonora, com suas composições melancólicas, intensifica ainda mais o impacto emocional do filme. Ela não só ambienta as cenas, mas também se torna um reflexo do estado interno de László, sublinhando sua jornada de dor e resiliência.
Em suma, "O Brutalista" é uma obra contemporânea que mistura arte, história e tecnologia. Através de sua narrativa envolvente, atuações poderosas e uma direção visionária, o filme nos convida a refletir sobre o passado e a possibilidade de recomeços, solidificando-se como uma análise profunda da condição humana e do espírito indomável na busca pelo sonho.
Imagens marcantes e ótima atuação de Brody, mas falha ao aprofundar seus temas. O Brutalista de Brady Corbet, segue o arquiteto húngaro László Toth (Adrien Brody) em sua jornada nos EUA pós-Segunda Guerra, lidando com os dilemas do brutalismo e os conflitos pessoais e sociopolíticos que surgem de seu trabalho e identidade. Com uma estética visual impressionante e a atuação forte de Brody, O Brutalista aborda temas de arte, identidade e capitalismo. A fotografia de Lol Crawley destaca o "brutalismo" como um personagem central, mas o roteiro se perde ao não aprofundar suficientemente as relações e questões culturais, como a tensão sobre Israel. A esposa de Toth, Erzsébet (Felicity Jones), é subutilizada, e as metáforas, embora eficazes, às vezes caem no choque vazio. O filme não cumpre todo seu potencial, mas ainda assim se destaca pela sua forma visual e a complexidade emocional de seus personagens.
A propaganda zionista mais longa e cara que eu já vi. Filme claramente feito para justificar a existência do estado de "Israel" sem nunca mencionar a Palestina nas 3:35h de filme. Produção de 10milhões de dólares paga pelos Estados Unidos, Canadá e Inglaterra para tentar melhorar a opinião pública sobre "Israel" no meio do genocídio do povo Palestino. Sem noção, perigoso, e revisionista em relação aos aspectos históricos explorados. Mais do que um desserviço ao público, uma propaganda bem feita assim como as propagandas Nazistas.
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