O brutalista é um drama que foi dirigido por Brady Corbet que também participou do roteiro ao lado de Mona Fastvold. O filme recebeu 10 indicações ao Oscar de 2025: melhor filme, melhor direção, melhor atriz coadjuvante (Felicity Jones), melhor ator coadjuvante (Guy Pearce), melhor montagem, melhor direção de arte, melhor roteiro original, melhor fotografia, melhor trilha sonora e melhor ator (Adrien Brody), venceu as 3 últimas categorias mencionadas. Na trama, acompanhamos László (Adrien Brody), um arquiteto visionário que foge da Europa no pós Segunda Guerra para os EUA, enquanto deixa a sua esposa Erzspebet (Felicity Jones) no seu país de origem. László conhece um rico industrial Van Buren (Guy Pearce) que reconhece o talento do arquiteto e tem planos ambiciosos. A metáfora do brutalismo arquitetônico (uso de materiais sólidos como concretos, que desafiam delicadeza e expõe sua forma geométrica) cai perfeitamente na condição humana vivida pelo personagem principal do filme. O paradoxo de tentar se reconstruir em meio aos escombros históricos em meio a sua identidade dilacerada. O filme tem seus atos bem divididos, com o primeiro sendo a busca de László pelo sonho americano em meio a onda migratória para os EUA no pós guerra. O custo desse sonho é mostrado no segundo ato e o colapso no último. A atuação de Adrien Brody é algo único ao lado dos personagens coadjuvantes que foram importantes para trama. A narrativa é longa e bruta, trabalha com xenofobia, classismo, antissemitismo etc. Poderia ser mais enxuta, principalmente em seu segundo ato que o filme parece perder folego, além do primeiro que exagera demais na inserção de personagens. O filme acaba se tornando um padrão super previsível. O terceiro ato até tenta entregar uma violência que o protagonista sofre, mas não havia necessidade para aquilo, precisa mostrar mais violência diante de tantas sofridas com relação ao seu patrão? Para além disso, o filme ainda tem sua competência na montagem e uma linda fotografia.