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Sócrates é negro, pobre, periférico (mora na periferia de Santos/São Vicente) e sofre inclusive violência física, tanto por parte do pai, por conta de sua orientação sexual, quanto por parte do rapaz (lindo!) pelo qual se apaixona,
spoiler:
que é casado e tem um filho, embora ele demore para descobrir.
Ele está sempre "apanhando" da vida. Com a morte da mãe fica inteiramente sozinho, sem ter como bancar o apartamento popular alugado, não consegue emprego já que, embora seja permitido que faça faxina na Rodoviária de Santos, substituindo a mãe, assim que ela morre, até mesmo isto não é mais possível, já que ele não tem 18 anos, passa fome, é "denunciado" ao pai pela assistente social... Uma "surra" atrás da outra...
spoiler: A cena do filme que me fez chorar foi quando ele, tendo finalmente aceitado a morte da mãe, vai buscar as cinzas da mesma, mas até mesmo isto lhe é negado.
O filme reforça meus conceitos de que o principal condicionante em relação tanto à discriminação quanto ao preconceito é social.
É muito mais fácil, e certamente muito menos traumático, ser negro ou ser gay quando se é de classe média.
Ele está sempre "apanhando" da vida. Com a morte da mãe fica inteiramente sozinho, sem ter como bancar o apartamento popular alugado, não consegue emprego já que, embora seja permitido que faça faxina na Rodoviária de Santos, substituindo a mãe, assim que ela morre, até mesmo isto não é mais possível, já que ele não tem 18 anos, passa fome, é "denunciado" ao pai pela assistente social... Uma "surra" atrás da outra...
spoiler: A cena do filme que me fez chorar foi quando ele, tendo finalmente aceitado a morte da mãe, vai buscar as cinzas da mesma, mas até mesmo isto lhe é negado.
O filme reforça meus conceitos de que o principal condicionante em relação tanto à discriminação quanto ao preconceito é social.
É muito mais fácil, e certamente muito menos traumático, ser negro ou ser gay quando se é de classe média.
O filme mostra a vida de um menino negro , pobre , da periferia , gay e todo o sofrimentos que ele passa pra sobreviver, a primeira cena do filme é ele perdendo a mãe,... e se tornando invisível pra sociedade., existe muitos Sócrates por aí.., são pessoas que não tem nenhuma oportunidade , o filme mostra toda a injustiça , a falta de equidade que existe neste país.., um filme forte , mas não emociona.,. pq tudo parece que é direcionado para não dar certo..,, poderia ser mais desenvolvido., mas é muito bem feito, o manejo da câmera é muito interessante!
Minha vontade de ver o Sócrates bem me fez não gostar do fim do filme. Queria muito um "final" para o filme. Não que fosse necessariamente um "final feliz". Mas o filme é bom
Achei que ia ser um filme retratando algo bem mais além. Mas o Filme se encontra no mesmo patamar dos curtas nacionais que retrata o uso de drogas e adolescência. Comparo isso por não ter noção concreta de Cinema, mas se não fosse um filme brasileiro e fosse teoricamente "Proibido" Com absoluta certeza que iria fazer mais sucesso, polemica e periferia sempre gera alvoroço e audiência no Cinema internacional
História forte que funciona sozinha, quase em paralelo à atuação dos atores, que por vezes pecam em passar a devida emoção. A direção abusa de movimentos de câmera e faz o filme se tornar cansativo visualmente, mas isso pode ser um recurso interessante visto que a emoção do protagonista é conturbada e cheia de reviravoltas. senti falta de uma conclusão mais consistente, temos aqui um filme para se pensar ao invés de uma narrativa fechada e bem amarrada.
A atuação do ator foi incrível! Chega ser agoniante o retrato dos meus desfavorecidos no Brasil. O filme te prende do início ao fim.
Curti o filme porque ele mostra com poucas explicações até que ponto a desaparecida de uma pessoa pode mudar toda a existência de alguém que não possui nenhuma segurança econômica ou financeira. Após a morte da mãe dele, Sócrates não tem mesmo realmente o tempo de lutar; com só quinze anos, ele deve imediatamente buscar comida, trabalhar e morar, ficando jovem demais para dispor da autonomia de um adulto. Acho bem justo que a homossexualidade dele nunca seja apresentada como um problema em si, mas como uma vulnerabilidade adicional num ambiente em que o desejo pode acarretar rejeição e violência. O filme é bem comovente porque ele aborda a questão de adolescentes abandonados pelos adultos no Brasil democrático contemporâneo.
O filme é muito bom pela atuação e alguns acertos na direção. Porém o roteiro possui furos que impedem a imersão e compromete a suspensão da descrença principalmente quanto a relação do protagonista com o pai e o fato de a mãe ser cremada, o que no Brasil é algo caro. É uma obra muito relevante pois aborda diversas questões sociais mas as conveniências de roteiro esvazia questões sérias e que bem trabalhadas poderia render um filme excelente.
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