Numa aldeia de pescadores de xeréu, cujos antepassados vieram da África como escravos, permanecem antigos cultos místicos ligados ao candomblé. Firmino (Antônio Pitanga) é um antigo morador, que foi para Salvador na tentativa de escapar da pobreza. Ao retornar ele sente atração por Cota (Luíza Maranhão), ao mesmo tempo em que não consegue esquecer sua antiga paixão, Naína (Lucy Carvalho), que, por sua vez, gosta de Aruã (Aldo Teixeira). Firmino encomenda um despacho contra Aruã, que não é atingido. O alvo termina sendo a própria aldeia, que passa a ser impedida de pescar.

Filme extremamente ácido. Crítica a cegueira religiosa e o messianismo do início ao fim. O diretor parte do principio de que são valores tão incrustados na sociedade que aquele que pula fora é considerado louco. É o caso do antagonista Firmino, que luta o filme inteiro para livrar sua vila da extrema falta de liberdade que sofrem. Tenta por várias e várias formas livrar os pescadores da obediência a um comprador de peixes, que não se ...
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O Glauber Rocha é pra cabeças pensantes. Analisar os recursos, contextos e mensagens do filme Barravento é uma viagem que só completa o quebra-cabeça no final, e precisa assistir novamente, pra ter a certeza de que não perdeu detalhes - e sempre perderá. E esse cenário trepidando, como em uma viagem em outra dimensão? Hoje é fácil produzir esse efeito, mas o filme do Glauber é de 1962! Sim, há uma crítica ao modelo escravista ...
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Filmagens
Foi rodado nas praias de Itapoã, do Buraquinho e do Flamengo, todas localizadas em Salvador.
Estreia
É o 1º longa-metragem dirigido por Glauber Rocha.
Nacionalidade
Brasil
Distribuidor
-
Ano de produção
1962
Tipo de filme
longa-metragem
Curiosidades
2 curiosidades
Orçamento
-
Idiomas
Português
Formato de produção
-
Cor
Preto & Branco
Formato de áudio
-
Formato de projeção
-
Número Visa
-
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