The Ballad of Buster Scruggs
Média
3,8
258 notas

32 Críticas do usuário

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anônimo
Um visitante
4,5
Enviada em 20 de dezembro de 2018
Muito Bom!! Uma narrativa fora do comum, em forma de contos, com seis histórias fascinantes. Algumas com suspense, outras com uma pegada dramática e outras com até uma certa comédia, os irmãos Coen novamente fazem um filme de Western com uma fotografia de tirar o fôlego e um roteiro sensacional.
Daniel Novaes
Daniel Novaes

7.774 seguidores 873 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 15 de dezembro de 2018
Muito bacana. Sistema leve de contos independentes, com humor negro e um tom meio absurdo... mas muito cativante. Como em todos filmes assim, uns contos melhores que outros... mas no final muito bom.
Pedro P
Pedro P

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4,0
Enviada em 28 de novembro de 2018
Um ótimo filme, com uma ótima direção de arte e é magnífica a forma como são contadas as histórias, de uma forma descontraída que consegue relativizar absurdos e acontecimentos bizarros
marcospenajr
marcospenajr

1 seguidor 4 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 26 de novembro de 2018
Os irmãos Coen (conhecidos, dentre outros, por “Fargo: Uma Comédia de Erros”, “Matadores de Velhinha”, “Onde os Fracos Não Têm Vez” e “Queime Depois de Ler”) assinam o roteiro e são responsáveis pela direção de “The Ballad of Buster Scruggs”. Não à toa, o filme parece um coleção de contos. Aliás, essa é a maneira pela qual se apresenta a obra, é algo como se o espectador estivesse lendo um livro de contos (assim mesmo, em primeira pessoa). Resumindo e antecipando: o filme é muito, muito bom.
Inicia com a história do criminoso Buster Scruggs, um animado pistoleiro do antigo oeste americano, que anda trajado de branco, e está praticamente sempre sorridente e cantando. Essa primeira história inicia numa locação deslumbrante, um deserto cheio de formações rochosas. Embora haja, aparentemente, algum tratamento digital para as imagens, já há aí uma grande entrega da obra. Scruggs se mete em uma disputa ao chegar num típico saloon do oeste americano. Ao tentar recusar assumir uma mão numa disputa de poker, seu adversário lhe diz: “You see’em, you play’em!” (Algo como: “Você viu as cartas, então você joga com elas). Esse é o momento em que Scruggs deixa a todos atônitos com sua ação e sua habilidade. “Eu não tenho uma natureza má, mas quando se está desarmado suas táticas precisam ser de Arquimedes”. O que exatamente Scruggs quis dizer com táticas de Arquimedes é um ponto a ser pesquisado. O filme é repleto de referências como essa.
Apenas 12’45” de filme já são suficientes para achá-lo sensacional!!! Cinco balas, cinco dedos, e a última de cabeça para baixo, de costas e pelo espelho!!! É mais que sarro e criatividade, é pura animação para qualquer tarde!! Mas “não se pode ser o melhor para sempre”, e o para sempre dura menos que um oitavo do total de todas as histórias a serem contadas. Excepcional! Matadores-cantores no velho faroeste. O mais forte, o melhor sobrevive, vai em frente … até encontrar o próximo “mais forte e melhor”.
James Franco entrando num banco no meio do nada e disputando a existência com um velhinho baixinho e meio louco. Uma atuação para ser lembrada, embora curta. A vontade de ver essa história num longa com o Franco atuando dessa forma se torna enorme. Sacos de dinheiro aos irmãos Coen!! Fazem por merecer. Quatro julgamentos! Quatro! “First time”??? Ironia fina, hilário, comicidade no meio da selvageria sem lei. Joel e Ethan Coen não precisam pensar em assaltar um banco, merecem receber sacos de dinheiro.
Toda a tragédia, todo o drama, toda humilhação e dor pode ser concentrada numa única vida? Liam Neeson é incapaz de ser um personagem diferente? Um ser humano pode ter menos valor que uma galinha? Alguns homens se sentem satisfeitos em usar outros como instrumentos. Se sua moralidade os permitirem, são capazes de usar outra vida como um meio para o alcance de um pequeno objetivo. Da mesma forma, são capazes de se desfazerem de tal vida, facilmente, sem que lhes custe muito. “… government of the people, by the people, for the people, shall not perish from the earth” (… governo do povo, pelo povo, para o povo, não perecerá na terra); a mensagem dos irmãos Coen nessa citação direta do Discurso de Gettysburg – do então Presidente dos EUA, Abraham Lincoln, que o proferiu durante a Guerra Civil Americana em 19 de novembro de 1863 (está completando 155 anos nesse dia 19) – não poderia ser mais clara.
Pode o homem ser uma força que assusta toda a natureza? Parece certo que a força que impulsiona o homem à conquista, à vontade de ter, o leva a superar o que precisar passar por cima. Tom Waits tem uma excelente atuação, faz saltar da tela a mensagem do quanto a impulsão do homem ao trabalho como meio para o ganho é forte, e tão mais forte quanto maior a possibilidade do ganho. O trabalho pode ser suado, penoso e moral ou amoral, sujo e traiçoeiro (em verdade, o não-trabalho). Muitas vezes, “Só as pegadas no campo e a terra mexida restaram da vida turbulenta que havia interrompido a paz do local e seguido em frente”. O que verdadeiramente importa se o potencial de ganho é alto?!
E a vida pode dar uma pirueta ou piruetas, e fazer tudo que parecia sólido e certo se transformar em areia movediça. Só o desespero sobra. Só falta e ausência. E mesmo em ausência é a cooperação que nos move à frente. A história do homem não é uma história de bravos, fortes, inteligentes, astutos conquistadores solitários. Os solitários, por mais corajosos e fortes, morreram sem disseminar seus genes. Os seres humanos que cooperaram entre si foram mais longe, viveram mais, construíram mais, superaram mais desafios, lograram mais prole, deixaram para a história a disseminação dos seus genes.
E aonde chega o ser humano, por fim? Tentar entender o que somos? Entender o que, no limite, faz diferir um de outro… Cada um de nós aparenta acreditar ter as respostas, não importa o quão amplas ou estreitas são nossas experiências, cada indivíduo teima em ter (e em ser) a medida correta. É possível observar isso na mais populosa multidão em uma grande “arena” ou no mais estrito grupo no menor dos cubículos. Cada indivíduo vai levando sua vida, julgando os outros, sendo repulsivo, afastando-se pouco a pouco por motivos fúteis uns dos outros, entretidos com bobagens, deixando de fazer, de ser, desperdiçando grande parte da vida. Quando a viagem acaba, quando chega o fim da linha, não é incomum o viajante ter jogado fora a oportunidade de aproveitar a viagem, sem ter nunca entendido de fato o que passou e o que está acontecendo ao seu redor.
Aos irmãos Coen, resta agradecer pelas excelentes doses de comicidade, drama, tragédia, suspense e motivos para refletir. As seis histórias do filme têm uma sequência e lógica entre elas incrível, ainda que sejam sutis e difícil de perceber – não estão no “campo do roteiro em si”, mas no da natureza humana. Joel e Ethan merecem todo sucesso que já alcançaram. Sucesso que deve ainda aumentar em suas vidas e ao qual “The Ballad of Buster Scruggs” já os está levando. O filme tem conquistando muito reconhecimento, recebeu indicações nos festivais de Veneza, de Adelaide e Camerimage, tendo conquistado o prêmio de melhor roteiro no primeiro. É certo que o nome do filme será lido algumas vezes na próxima cerimônia do Oscar.

* Crítica originalmente publicada no Vórtex Cultural: http://www.vortexcultural.com.br/cinema/critica-the-ballad-of-buster-scrugs/ & também disponível no meu site: http://marcospenajr.com/the-ballad-of-buster-scruggs/
Rafael F
Rafael F

1 seguidor 2 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 22 de novembro de 2018
Um dos melhores filmes dos Irmãos Cohen! Muito bem escrito, dirigido, atuado e fotografado. Tem uma trilha sonora que amarra todo o sentimento que reveste o longa. Sente-se claramente, os diretores trabalhando com liberdade e colocando em foco as histórias que hoje já não estão mais em alta com todo o conservadorismo que os filmes de Oeste carregavam. Excelente Filme!
Matheus A
Matheus A

3 seguidores 27 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 22 de novembro de 2018
Filme muito bom com ótimas histórias, na mesma qualodade do filme argentino relatos selvagens ou até maior. Grande atuação por parte de todos atores, fotógrafia são de tirar o queixo e o figurino incrível. Histórias de todos os tipos com aquela pintada de tensão para o que vai acontecer. Minha visão sobre filmes dividos com histórias não é totalmente boa pois não segue o propósito de concentrarmos e entrarmos em somente uma história, é bom de ver mas não tem ligação alguma.
Carlos Castro
Carlos Castro

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3,5
Enviada em 20 de novembro de 2018
Uma série de curtas... uns são bem bons, outros massantes. Não é meu tipo de narrativa favorita, mas a performance dos irmãos diretores nunca decepciona e novamente entregam um show de estilo e personalidade.
Anderson  G.
Anderson G.

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3,5
Enviada em 19 de novembro de 2018
“The Balled Of Buster Scruggs”, o novo filme dos irmãos Coen veio do nada, como uma surpresa, sem marketing e com um anuncio simples , o longa ambientado no faroeste traz uma compactação de roteiro diferente, temos aqui, uma divisão das mais de duas horas de filme em 6 pequenos curtas, que vão do muito bom ao regular, ficando com uma media de “Bom”, cada curta tem semelhanças entre si e ao mesmo tempo, características completamente opostas, a unificação universal de todas, é que todos falam sobre morte. Alguns se focam mais em personagens (como o primeiro, e melhor curta), outros em auto conhecimento, depressão, utilidade, capitalismo e reflexão (como o ultimo, e meu favorito).
“The Balled Of Buster Scruggs” tem toques de direção que vão muito além do comum, com planos abertos, trilha sonora aguçada, ângulos altos e uma condução artística precisa, que mescla o humor ao suspense conforme convém, é como se os irmãos Coen estivessem se divertindo e usando todas as suas técnicas no decorrer da historia, apesar da falta de ritmo de alguns curtas e a transição “boba” entre eles, tecnicamente “The Balled Of Buster Scruggs” é muito bom e ambienta suas historia no velho oeste americano de forma exemplar. Algo comum a todos os núcleos é as ótimas atuações com destaque a “Tim Blake Nelson” que poderia, facilmente ter um filme solo recheado de humor negro e cenas absurdas que ficaria perfeito nas mãos dos Irmãos Coen.
“The Balled Of Buster Scruggs” é um filme de múltiplos gêneros e difícil de ser enquadrado, podemos falar que é uma comedia, talvez uma ação, um musical até mesmo suspense, mas mais importante que isso, é um filme competente, bem dirigido, bem atuado e divertido, longe de ser um primor técnico e artístico, mas é um legitimo filme bom nota 7,5.
Alexandre S
Alexandre S

92 seguidores 150 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 19 de novembro de 2018
Amazing movie!! It’s follow the style of the winner of the last Oscar, but without loosing their unique humor. And like in chapters they keep the interest each time! Congratulations
Mateus R.
Mateus R.

17 seguidores 1 crítica Seguir usuário

3,5
Enviada em 18 de novembro de 2018
Um ambiente em comum, mas, a complexidade dos personagens e das histórias são ótimas. Estamos acostumados um velho-oeste específico e nos deparamos como o mundo que era.
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