Filme fotograficamente irretocável, protagonistas recebem uma "missão impossível", mas, ao contrário da maior parte dos filmes de guerra, eles não são super - humanos com munição infinita e capacidade de luta anormais, o que é interessante. O filme foca bastante nos horrores da guerra e de como era o conflito nas trincheiras em 1917. Um aspecto que me impressionou bastante foram os efeitos sonoros desse filme. Compensa muito assistir nos cinemas.
Acho que o Sam Mendes viu que o Mexicano ganhou o Oscar fazendo uma tomada só e quiz fazer também! Tecnicamente deu super certo. E até é bonito! Mas tão clichê e fraco que da dó! Uma decepção ver um filme fraco desse concorrer ao Oscar!
1917 é o novo filme escrito e dirigido pelo britânico Sam Mendes (Beleza Americana, 007 Contra Spectre e Skyfall). O longa é uma espécie de "Birdman" da guerra, todo filmado em um falso plano sequência, o que gera uma forma de imersão do espectador naquele confronto bélico, conduzido pelos dois protagonistas Will (George MacKay) e Blake (Dean-Charles Chapman). A premissa é bem simples: dois soldados precisam levar uma mensagem para outro batalhão, no entanto, as adversidades que eles passam no trajeto que dão o ar de dramaticidade e aventura. O filme é um primor técnico, é tudo que "Dunkirk" do Nolan queria ser, mas não foi. É perfeito! Com certeza absoluta vai levar todos os prêmios técnicos que foi indicado ao Oscar (edição e mixagem de som, inclusive deve levar o de melhor diretor e fotografia). Falando em fotografia, é absurdo o que Roger Deakins faz. Seu enquadramento, a luz é tudo perfeito, e Deankins já levou um oscar por Blade Runner 2049 (que filmaço!). 1917 é um filmaço de guerra, só perde, recentemente, para "O Resgate do Soldado Ryan" de Steven Spielberg que só naquela abertura (também em plano sequência) já merecia os 5 oscar que levou.
O filme é narrado em dois planos apenas, o que não é novidade, já vimos tal em "Festim Diabólico" e "Bird-Man". Mas, esta maneira de contar o filme nos joga num suspense fenomenal e até impressiona pelas posições de câmera, algo ocorrendo em primeiro plano e outra desventura em segundo plano. Impressiona esta jogada de câmera, você pode tirar a prova no making off do filme: https://www.youtube.com/watch?v=3hSjs2hBa94, e interessante quando, ao mesmo tempo em que há uma cena em PAM geral, dali a menos de um segundo esta vai para um close. A história em si não tem nada de mirabolante, faz lembrar um pouco o conto "Mensagem para Garcia", onde nada tinha a ver com o heroísmo do personagem, ao contrário constituía-se em uma pesada admoestação aos trabalhadores para obedecer à autoridade e a devotar-se ao trabalho acima de qualquer outra coisa. O filme é candidato ao Oscar e creio que tem tudo para ganhar, somando-se a interpretação dos atores, a cenografia, a iluminação, o vestuário, etc. Vale a pena assistir e também torcer para que ele vença como melhor filme, diante de tanta porcaria que eu já vi levar a estatueta de ouro sem merecer.
O bom da crítica...Filme que retrata a guerra num olhar diferente...Parecendo plano sequêncial. Bem tramado e estória que prende o telespectador...Fotografia e figurinos show de bola. Filme de opostos. Natureza e guerra, juventude e amadurecimento,morte e vida,etc..num tema simples... Muito bom, recomendo
Por mais espantoso que seu filme possa ser, às vezes, é a atenção de Mendes aos personagens, mais do que a técnica, que faz de 1917 uma das realizações cinematográficas mais impressionantes de 2019”, escreveu Peter Debruge para a Variety. Outro crítico que deu nota máxima ao filme de Mendes foi Peter Bradshaw, do jornal inglês The Guardian: “1917 é o filme mais ambicioso e apaixonado de Mendes desde o incompreendido e subestimado Soldado Anônimo, de 2005. É um filme ousado e emocionante.
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