Julgar um filme, sendo apenas um.admirador de cinema e bons filmes eh dificil e pessoal. O gênero guerra eh um dos meus favoritos. Vi vários, de várias guerras, desde as mais antigas, ateh as modernas e ateh mesmo as de ficção. 1917 eh um filme da I Guerra mundial, ou a Guerra que deveria ter acabado com todas as guerras. Ela foi pouco explorado no cinema, porque essa guerra foi muito traumatizante. Representou uma quebra das táticas aplicadas no sec XiX e introduziu armas de destruição em massa nunca usadas ateh então. Traumatizou toda uma geração e , ao contrário da II WW, não tinha um significado ideológico . Foi representada por Nada de Novo no Front, em suas várias versões, Gloria Feita de Sangue, de Stanley Kubrick, Jonny vai a Guerra e Galipolli, para indicar os mais cotados. Vi todos esses, dai ver 1917 me deu uma frustação enorme. Não eh um filme da I WW, não eh original em sua história, tem pedaços de Glória Feita de Sangue e muito de Gallipoli e um " final feliz" inverossímil. Eh um pedaço de Call of Dutty, eh um filme de conceito artistico, planos, fotografia, uma sonoplastia, mas apenas explora o conceito de planos e sequência. Soh isso. Não tem um bom roteiro, o desenvolvimento eh péssimo, os atores atuam mecanicamente, enfim, foi indicado ao Oscar e pode ser que ganhe, mas não merece. Tudo bem, Kramer x Kramer, para mim, tambem nao mereceu e ganhou do excelente, épico e perturbador Apocalipse Now, esse sim um Filme de Guerra com F e G maiúsculo
1917 não é somente um desafio estético, como tive de ler em algumas críticas firulentas na internet. Os planos-sequencia são justificadissimos ao fazer com o que o espectador acompanhe em tempo real e se sinta imerso em uma situação em que os soldados estavam. O trabalho do diretor é admirável por conseguir transmitir a ansiedade, a aflição, a dor e o cansaço para quem assiste o filme e sua habilidade técnica é de cair o queixo. Concordo que a história seja bem simples, mas se a intenção é narrar um breve período de horas, uma abordagem sobre o sentido da vida, o universo e tudo o mais, se torna desnecessária. Nem todo filme precisa passar uma grande lição de vida, mas por trás do arrojo técnico de 1917, há muito o que ser dito sobre persistência, aceitação e dignidade.
Que filme fantástico! Desde “O resgate de Soldado Ryan” eu não via algo tão esplendoroso, vc se envolve com o filme a ponto de esquecer quase tudo ao seu redor e quando vc ver já acabou. Merece sim ganhar o Oscar de melhor filme, que obra-prima!!
A palavra que posso usar para descrever 1917 é "espetácular". O diretor Sam Mendes não nos poupou de momentos intesos. Ele soube como prender o telespectador em todos os segundos filme. Como em um bom filme de guerra, não podemos deixar de falar nos efeitos visuais, no qual conseguimos sentir vivenciamento das emoções dos personagens. spoiler: Em uma cena particular, o personagem "William Schofield" vivido pelo ator George MacKay, acorda após sofrer uma lesão, e sai da igreja em que estava, nesse momento vemos a explosões e a noite de uma cidade, sob um jogo de luzes que tira o ar e encanta, apesar da situação. 1917, é com certeza um forte concorrente para o oscar de melhores efeitos visuais, mas também para o de melhor filme.
Obra de arte pura, entra para a rígida lista de filmes perfeitos. O filme tem de ser assistido com total foco, para se perceber a perfeição. O jeito como as coisas são mostradas, de um jeito natural, sem ser exposto, e ainda mais, em um único clipe, tornando muito real e imersivo. Trata muito da realidade, não há clichês. Mostra como a vida é, e as adversidades e responsabilidades que temos de assumir. Vale a pena estudar A Grande Primeira Guerra, para entender e imergir-se ainda mais. Obra-prima, perfeito.
Fui assistir 1917 curioso pra ver o premiado com o Globo de Ouro de Melhor Filme. Vi e fiquei pensando: o que justifica a escolha do MELHOR FILME? O enredo? A narrativa? O elenco? Ou a força de uma realização cinematográfica grandiosa? Pois se 1917 merece estes prêmios todos é pelos aspectos técnicos de uma realização cinematográfica que supera limites e vai além de tudo que já foi feito antes. O filme tem como principal característica o fato ter sido concebido pra ser filmado de uma só vez, praticamente sem cortes e com os personagens e a câmara em constante movimento. A câmera está o tempo todo colada nos personagens e você se sente como se estivesse ali do lado deles o tempo todo enquanto enfrentam todo o tipo de perigo. A filmagem representou um desafio técnico imenso que foi resolvido através de muito planejamento, inovação tecnológica, engenharia e até mesmo força física da equipe. Porém, não passa de mais um filme de ação bem realizado. O enredo é uma repetição de outros tantos filmes de guerra onde a obstinação heróica de um soldado resulta numa vitória dos Aliados. Já tinha sido assim no Resgate do Soldado Ryan e em tantos outros. O filme começa bem mostrando de perto a realidade das trincheiras e os horrores da guerra, mas fica só nisso e a medida em que caminha pro final, a correria do obstinado personagem beira o patético. Outro mérito do filme são as cenas de ação que de tão parecidas dão a impressão de ser um vídeo game daqueles de guerras e tiros. O filme deve ganhar vários prêmios técnicos e não será surpresa se ganhar o prêmio geral de melhor filme, embora eu não concorde. Prefiro a poesia de um Frederico Fellini que por sinal, no último dia 20 de janeiro teria completado 100 anos de idade.
Um remake de Resgate do soldado Ryan contado quase em primeira pessoa. A dupla de soldados estava mais pra Sam e Frodo indo se desfazer do um anel do que um clima de guerra.
Dois cabos são designados a missão de entregar uma carta a um general que poderá salvar a vida de 1.600 soldados,o problema é que para fazer a entregar eles terão que passar pelas linhas inimigas.É um enredo que de cara parece não ser muito interessante,Sam Mendes teve a ideia a partir de histórias contadas pelo seu avô que combateu na primeira grande guerra.O que mais chama a atenção de cara é a escolha do diretor em comandar o longa,fazê-lo inteiro em um plano sequência(Com cortes escondido e quase imperceptíveis),a escola é corajosa já que poucos já fizeram isso,o mais recente Birdman do Alejandro Gonzalez e o clássico Festim Diabólico do Hitchcock.As dificuldades são imensas já que é um filme de guerra onde os detalhes tem que ser impecáveis,felizmente aqui toda a parte técnica beira a perfeição,os planos são ultra realistas e bem ensaiados,tudo é muito natural e orgânico fazendo uma harmonização impressionante em tela.O design de produção é um dos melhores do século,os elementos que compõem a cena são minuciosamente detalhados e grandiosos que causam uma grande imersão,a edição e a mixagem de som é oitro setor muito bom e as grandes cenas de batalha são intensas e impressionantes ,com direito as sequências impecáveis do terceiro ato em que o diretor se mostra excelente no que faz.Mas provavelmente o que é de menos impressionante nessa obra é o roteiro,mesmo não sendo necessário uma grande história para ser bom,1917 tem uma trama muito simples que cumpre com seu objetivos por vezes,na parte central do filme acontece cenas pouco interessantes mas que é compensada pela boa atuação de seu elenco como Dean-Charles Chapman e principalmente o George MacKay.Com 10 indicações ao Oscar,1917 desponta como um dos grandes favoritos da temporada de premiações,é grandioso e imersivo,uma direção e qualidade técnica espetacular,uma experiência única.
Infelizmente, como espectador, este filme não conseguiu captar minha atenção. E um lembrete: queria ter gostado muito mais! Não poderia deixar de elogiar seus pontos mais altos: a fotografia e o visual, que dão um espetáculo.
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