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Ricardo L.
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3.227 críticas
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5,0
Enviada em 3 de fevereiro de 2020
Obra prima em sua total essência! Aqui temos uma história simples, mas ao mesmo tempo de cheio de consequências e tudo bem encaixado, dando total veracidade aos fatos. O que falar da direção de Sam Mendes ? Simplesmente espetacular, planos sequencia incríveis, pouquíssimos cortes, dando realismo as cenas ou seja uma direção perfeita, com certeza uma das melhores direções da história do cinema. 1917 é algo sublime que com certeza será o grande ganhador da noite do óscar.
É um filme muito bonito, tanto pela fotografia quanto aos efeitos visuais. O plano-sequência é uma obra-prima, merecedor de Oscar, como de fato, ocorreu. A sensação é de estar em campo participando também da missão. Gostei muito do "desespero visual" e angustiante da chamada "terra de ninguém"!!
Impressiona em todos os detalhes, a visão intimista é algo novo e fantástico numa narração do universo da guerra. Grandioso, tomadas muito longas com poucos cortes (e impercetíveis). Magistral.
Quando eu assisto a filmes que se passam durante grandes conflitos, como a Primeira Guerra Mundial, sempre me chama a atenção o fato de que a batalha ocupa um pano de fundo. O foco principal se encontra nas histórias das pessoas envolvidas nos combates. Não é diferente com “1917”, filme dirigido e co-escrito por Sam Mendes.
Neste longa, iremos acompanhar os Cabos Schofield (George MacKay) e Blake (Dean-Charles Chapman) numa missão aparentemente impossível: eles devem cruzar o campo de batalha, correndo o risco de sofrerem ataques dos inimigos alemães, para entregar uma mensagem que pode impedir o massacre de 1.600 colegas do exército britânico.
A missão ganha um contorno ainda mais dramático quando consideramos que um dos integrantes do destacamento que eles tentam alcançar é o irmão do Cabo Blake.
“1917” é um filme que se destaca, principalmente, em dois aspectos: a edição e mixagem de som e pelas escolhas estilísticas de Sam Mendes. A jornada de Schofield e Blake nos é apresentada em planos sequências que chamam a atenção, não só pela coreografia das cenas, como também por terem a capacidade de nos inserirem no coração emocional desta história: o caráter pessoal que a missão dos militares adquire.
Dois cabos são designados a missão de entregar uma carta a um general que poderá salvar a vida de 1.600 soldados,o problema é que para fazer a entregar eles terão que passar pelas linhas inimigas.É um enredo que de cara parece não ser muito interessante,Sam Mendes teve a ideia a partir de histórias contadas pelo seu avô que combateu na primeira grande guerra.O que mais chama a atenção de cara é a escolha do diretor em comandar o longa,fazê-lo inteiro em um plano sequência(Com cortes escondido e quase imperceptíveis),a escola é corajosa já que poucos já fizeram isso,o mais recente Birdman do Alejandro Gonzalez e o clássico Festim Diabólico do Hitchcock.As dificuldades são imensas já que é um filme de guerra onde os detalhes tem que ser impecáveis,felizmente aqui toda a parte técnica beira a perfeição,os planos são ultra realistas e bem ensaiados,tudo é muito natural e orgânico fazendo uma harmonização impressionante em tela.O design de produção é um dos melhores do século,os elementos que compõem a cena são minuciosamente detalhados e grandiosos que causam uma grande imersão,a edição e a mixagem de som é oitro setor muito bom e as grandes cenas de batalha são intensas e impressionantes ,com direito as sequências impecáveis do terceiro ato em que o diretor se mostra excelente no que faz.Mas provavelmente o que é de menos impressionante nessa obra é o roteiro,mesmo não sendo necessário uma grande história para ser bom,1917 tem uma trama muito simples que cumpre com seu objetivos por vezes,na parte central do filme acontece cenas pouco interessantes mas que é compensada pela boa atuação de seu elenco como Dean-Charles Chapman e principalmente o George MacKay.Com 10 indicações ao Oscar,1917 desponta como um dos grandes favoritos da temporada de premiações,é grandioso e imersivo,uma direção e qualidade técnica espetacular,uma experiência única.
Filme longo e sobre guerra (que não é um dos meus gêneros preferidos) que não sei por qual motivo, ganhou 3 Oscars(não vi nada demais!). O filme tem um ritmo lento e a dupla protagonista é o que salva,apesar que o roteiro não ajuda muito e eles dão um mole que me fez ficar com muita raiva! Apesar de tudo,não tem como sentir indiferença com tamanha coragem deles e dor ao redor. A parte com o bebê é bem triste. Percebe - se que não é baseado em fatos reais até porque não temos guerra aqui e sim,somente lembranças de um soldado. Tem alguns livros que explicam melhor sobre a guerra como esse ao lado.
1917 nos ponha dentro da guerra, o sentimento de imersão neste filme é algo extraordinário, muito claro, pela ideia genial do diretor Sam Mendes em fazer praticamente o filme inteiro em plano sequência. Tecnicamente, 1917 é a perfeição em forma de filme de guerra, o design de produção é de se encher os olhos e cair o queixo, a tensão que o filme nos passa é impressionante, trilha e fotografia são maravilhosas, tudo funciona, as atuações apesar de ficarem ofuscadas um pouco, são muito boas e convincentes. 1917 sem dúvida alguma é um filmaço, é extraordinário, provavelmente é um filme que deve marcar o cinema de guerra, e o cinema no futuro. Obra-prima.
O estilo de filmagem com movimento ao longo dos cenários (um estilo de câmera muito utilizado em videogames) é uma das características marcantes de 1917, de certa forma resgata-se também Fidípides o mensageiro, é uma combinação bacana. E um prato cheio para quem curte temática de guerra, se bem que esse filme apesar de abordar a Primeira Guerra Mundial não entra nos detalhes corpo a corpo das batalhas. O grande drama da história e a perda do colega de batalha ou personagem central soldado Lance. Mas e interessante essa combinação. Filme recebeu prêmios em 2020, e diga-se merecidos.
É impossível não reconhecer a excelência trabalhada nos efeitos visuais, de som e de arte nesse filme. Não foi atoa que venceu o oscar de 2020 nas categorias: melhor efeitos visuais e melhor fotografia. A ideia da câmera ser praticamente subjetiva, diminui a necessidade de cortes de filmagem e dar ao telespectador a experiência única de acompanhar as história (por meio de cenas de puro suspense) sem interrupções. Para além disso, o filme conta com a direção e roteiro de Sam Mendes que também chegou a ser indicado ao oscar de melhor direção e também de roteiro, mas acabou não levando. É preciso dizer que o filme chegou a ser indicado como melhor filme, mas acabou não levando. A história parece ser bastante simples: dois soldados britânicos são escolhidos para levar uma mensagem para um outro batalhão, com ordens para suspender o ataque aos alemães. Para isso, devem atravessar território inimigo e como isso, trata-se de uma missão praticamente suicida. A motivação é de além de salvar 1.600 vidas, entre elas está um tenente que é irmão de uns dos soldados que levará a mensagem. O filme não esconde que se espelhou em games para construir suas histórias e cenas épicas de combates, porém ao contrário do que se pensa em que os games ocorre a fetichização pela violência, no filme ocorre o contrário, ambos os soldados procuram valorizar o máximo que pode a vida humana, mesmo sendo inimigos. A escolha por retratar a 1º guerra mundial, não é fácil, pois não existe grandes figurões, grandes vilões ou heróis como a segunda grande guerra.
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