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Prof. João Barbosa
1 crítica
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0,5
Enviada em 30 de novembro de 2025
Ultraje tenta transformar a banda em um símbolo de irreverência do rock nacional, mas o filme deixa ainda mais evidente aquilo que muitos já apontavam: trata-se de um grupo que nunca teve identidade clara, nem como proposta artística, nem como discurso. A narrativa tenta pintar o conjunto como transgressor, mas logo esbarra no fato de que a banda não é — e nunca foi — antissistema. Pelo contrário, suas músicas frequentemente atiram na própria população que supostamente deveriam defender ou representar. O exemplo mais gritante é “Inútil”, que o filme apresenta quase como um hino de contestação, mas que na prática soa mais como um dedo em riste, culpando a própria sociedade por problemas estruturais.
A abordagem musical também não sai ilesa. O longa insiste em enaltecer composições que, vistas sem filtro nostálgico, são simples, repetitivas e pouco criativas, como “Ciúme”, que gira em torno de um refrão básico e melodia acomodada, sem camadas, sem ousadia. O filme tenta vender isso como genialidade do “rock bem-humorado”, mas o resultado é apenas a reafirmação de uma falta de profundidade artística que a banda sempre carregou.
Na parte biográfica, a obra tropeça ao tentar romantizar conflitos internos que, no fim, não revelam nada significativo sobre seus integrantes ou sobre o cenário musical da época. Falta densidade, falta contexto, falta algo que faça o espectador sentir que houve relevância histórica ali. Em vez disso, vemos uma sequência de episódios que reforçam a sensação de que a banda nunca soube exatamente a que veio: não inovaram musicalmente, não lideraram movimento algum, não deixaram legado consistente.
O filme, tentando transformar pouco em muito, acaba expondo ainda mais o vazio da proposta artística do grupo. A história é rasa, a música é limitada e a postura “irreverente” parece mais uma estratégia para disfarçar a falta de conteúdo. Ultraje acaba sendo, ironicamente, o título perfeito — não pelo choque, mas pela frustração de perceber que há muito barulho para pouquíssima substância.
Faltou algumas historias, mas o espirito é esse, eu tenho os dois primeiros Eps e o Terceiro em cd, Ultraje e Mamonas são as bandas mais animadas e divertidas do Brasil!!
Muito bom. Uma parte da história divertida do rock nacional. Irreverencia inteligente. Uma verdadeira banda de rock no som e no espirito. Ultrage, um ótimo repelente de gente chata. Só para os fortes.
Filme ruim, banda idem. História mal contada com péssima trilha sonora, sai antes da metade do filme. Não perca seu tempo com essa porcaeia. Um lixo, assim como a banda!!
Sinceramente,cumpri tudo que promete,nem preciso falar nada,a genialidade da banda fala por si,mostra os bastidores das criações das várias letras e melodias atemporais que o ultraje coleciona
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