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Marllon Anthony
3 críticas
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5,0
Enviada em 26 de dezembro de 2025
Raya e o Último Dragão é um filme que se destaca pela riqueza visual, pela inspiração em culturas do Sudeste Asiático e por uma mensagem atual sobre confiança, união e reconciliação. A protagonista é bem construída e foge do padrão das princesas clássicas, mostrando força, liderança e vulnerabilidade de forma equilibrada. No entanto, apesar de sua qualidade narrativa e estética, o filme não alcançou o sucesso esperado. Isso não se deve à falta de mérito artístico, mas principalmente ao contexto em que foi lançado. A pandemia da Covid-19 limitou o acesso aos cinemas e mudou os hábitos do público, prejudicando a recepção comercial da obra. Assim, Raya é um exemplo de filme subestimado: uma produção sólida, com mensagem relevante, que acabou sendo ofuscada por circunstâncias externas. Em outro momento, provavelmente teria recebido maior destaque e reconhecimento.
Sinopse: Há muito tempo, no mundo de fantasia de Kumandra, humanos e dragões viviam juntos em harmonia. Mas quando uma força maligna ameaçou a terra, os dragões se sacrificaram para salvar a humanidade. Agora, 500 anos depois, o mesmo mal voltou e cabe a uma guerreira solitária, Raya, rastrear o lendário último dragão para restaurar a terra despedaçada e seu povo dividido.
Crítica: "Raya e o Último Dragão" é um filme que se destaca por sua animação visual deslumbrante e uma riqueza de influências culturais que são visivelmente inspiradoras. A proposta de trazer à tela a cultura do Sudeste Asiático, especialmente através da construção do mundo de Kumandra, é admirável. A atenção aos detalhes, desde os trajes até a linguagem visual, revela um esforço considerável na busca por autenticidade.
A narrativa, centrada na jornada de Raya, mistura elementos clássicos de heroísmo e aventura com a diáfana necessidade de união e reconciliação. O tema da desconfiança entre as tribos e a busca por confiança e unidade é uma mensagem relevante e apropriada para os tempos atuais. O desejo de Raya de reunir seu povo, apesar das divisões históricas, é compelido por um enredo que tem potencial para ressoar com audiências de todas as idades.
No entanto, embora a premissa seja promissora, o desenvolvimento da trama acaba se perdendo em certos momentos. A jornada de Raya, apesar de cheia de ação e momentos emocionantes, pode parecer um tanto previsível, seguindo um arco narrativo bem estabelecido e que poderia ter sido aprofundado. A construção de personagens secundários, embora interessante, não chega a ter a profundidade necessária para que o público se sinta completamente ligado a eles.
Sisu, a dragão, por exemplo, traz uma leveza ao enredo, mas sua personagem poderia ter sido mais explorada em termos de desenvolvimento emocional. A interação entre Sisu e Raya é divertida, porém a dinâmica poderia ter adicionado uma camada mais profunda à narrativa.
A trilha sonora, por sua vez, complementa as emoções trazidas pela animação, mas em algumas cenas, as canções parecem interromper o fluxo da história em vez de aprimorá-lo. Isso pode causar uma sensação de desconexão em momentos que deveriam ser mais impactantes.
Além disso, as mensagens de coragem, sacrifício e a importância da união são apresentadas de forma clara, mas, em certos momentos, correm o risco de se tornarem didáticas. O filme poderia ter explorado um enredo mais nuançado, deixando algumas mensagens subentendidas, permitindo que o público refletisse mais sobre elas.
No geral, "Raya e o Último Dragão" possui uma base sólida e uma abordagem visual encantadora que se destaca no vasto catálogo da Disney. Contudo, ao falhar em explorar completamente seu potencial narrativo e artístico, fica a sensação de que a obra poderia ter sido ainda mais impactante. A busca de Raya por reconciliação e unidade é uma história poderosa, mas a execução poderia ter trazido maior profundidade e nuance, elevando a experiência além do que é apresentado.
Achei fraco não tem o nível dos filmes da Disney, senti falta das músicas que sempre acompanham esse tipo de filme, o melhor do filme é a mensagem dele.
a qualidade gráfica de raya é algo inquestionável de tão linda! e o que eu gosto muito dos filmes da disney são as mensagens que ele traz, aqui vimos o quanto é importante valorizar a família e ter empatia e acreditar nas pessoas, só assim o mundo terá salvação! e o que dizer da sisu? carismática demais, assim como raya <3
Cinco povos, divididos em cinco tribos distintas: Presa, Coração, Espinha, Garra e Cauda. Cada uma dessas terminologias representa uma parte do corpo de um dragão, espécie que esses povos aprenderam a admirar por causa de seus poderes e de sua sabedoria.
Como sempre ocorre em conflitos que envolvem a humanidade, os diferentes interesses e a disputa pelo poder ocasionaram a divisão entre esses povos, o que os deixou cada vez mais distantes de vivenciar o reino de Kumandra, que seria a união entre todos eles.
A animação “Raya e o Último Dragão”, dirigida por Don Hall e Carlos López Estrada, acompanha um momento específico em que, após a devida contextualização sobre a realidade que iremos encontrar, existe o desejo de reunificação desses povos.
Para isso, Raya (dublada por Kelly Marie Tran na versão original) tem que viajar por cada um desses povos em busca dos cinco pedaços de uma joia que, reunidos, têm o poder de banir as criaturas Druun (que amaldiçoam essas comunidades) da terra e de manter os povos agrupados em um único propósito.
Na jornada de Raya, ela encontrará pessoas que a auxiliarão na sua missão e que estão também imbuídas do mesmo espírito que ela. A relação que ela desenvolve com cada um deles, principalmente com Sisu (dublada por Awkwafina na versão original), o último dragão ao qual o título do filme faz referência, nos revelam a essência do porquê da finalidade e da importância de Kumandra.
“Raya e o Último Dragão” é um filme de animação interessante, que nos passa diversas sensações legais sobre temas como amizade, confiança e determinação. O filme segue o estilo das últimas animações produzidas pela Disney, em que o estúdio parece querer fugir um pouco do óbvio que envolve as suas produções. E isso é um ótimo sinal!
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