Midsommar - O Mal Não Espera a Noite
Média
3,2
765 notas

179 Críticas do usuário

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Daniel Novaes
Daniel Novaes

7.774 seguidores 873 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 2 de dezembro de 2019
Primeiro que não se compara com o Hereditário. Muita fama prá pouco filme em si... um "drama com horror", com umas saídas fáceis, um conformismo exagerado que resulta nas facilidades que a trama precisava... onde que não ia gerar revolta os amigos sumindo? Ok, ok... estavam todos dopados... mas mesmo assim eu esperava MUITO mais, MUITO. Não é um filme ruim, mas é arrastado SIM, é meio chato SIM, e não é de terror, é de horror... e, mesmo assim, um horror meia boca. Uma seita com suas tradições e muito alucinógeno.
Alisson Izidoro
Alisson Izidoro

1 crítica Seguir usuário

1,0
Enviada em 31 de outubro de 2021
Que filme bem ruim. É uma viagem tão grande, que me faltam palavras para descrever o quanto é ruim. Deveria ser um filme de terror, mas tem cenas que é impossível não rir. O início foi ruim e demos uma chance dele melhorar. O meio piorou mas ainda tínhamos uma esperança. De repente começou a subir os créditos e o filme acabou. Sem pé nem cabeça.
Carlos Henrique S.
Carlos Henrique S.

13.791 seguidores 809 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 4 de novembro de 2019
Essa onda de longas bem diferentes do gênero horror vem cada vez mais ganhando espaço nos cinemas,seja pelo Robert Egger ou pelo Jordan Peele que vez lançando filmes que seguem uma linha diferente do normal,outro que está fazendo isso é o Ari Aster que ganhou visibilidade com o bom Hereditário do ano passado e aqui estrega um longa peculiar que aborda diversos temas mas sem uma clareza pu repostas.Podemos analisar o longa de muitas maneiras e a mais clara possivelmente é o relacionamento que é tratado entre a protagonista e seu namorado que ambos tem uma dificuldade de manter a relação que vai dos problemas pessoais e trumas da protagonista até lado sem sal do namorado dela,outra coisa que eu percebi é justamente como lidamos com criticas a nossa religião,a aceitação que diferentes crenças e costumes.O filme tem uma parte técnica de destaque com uma fotografia bonita e um movimento de câmera engenhoso tentando nos prender na narrativa do filme que aliás é feita da maneira mais incômoda possível já que temos uma trilha incômoda e um senso que que algo está errado além das sequências psicodélicas que passam ao espectador a sensação de desorientação que os personagens se apresentam.As atuações são muito boas com destaque para a protagonista interpretada pela Florence Pugh.O roteiro procura mostrar crenças,dor,perda e trauma além de te por em situações incômodas desenvolvendo mais a protagonista do que os personagens secundários.O gore é extremo com cenas cruas e realistas,coisa que o cineasta fez no seu trabalho anterior e a apresentação dessas cenas fortes causa o impacto que precisava ter.Mas é claro que no meio de todo o processo ele se perde em suas ambições e passa do ponto nos simbolismo e bizarrices,cadenciando o filme o tornando mais longo que o necessário.Mindsommar é pretencioso e alegórico,é um filme difícil e até enfadonho mas que ainda assim te bota para pensar.
Jorge Cioffi
Jorge Cioffi

1 seguidor 11 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 19 de junho de 2020
O filme já é alegórico o suficiente e minhas palavras aqui são: lindo, excêntrico e insistente.
Lindo: com uma fotografia acima da média em partes do filme consegue agradar e criar boas expectativas.
Excêntrico: o filme não é expositivo e faz os mais ansiosos tirarem conclusões errôneas, o que é bom, pois surpreende.
E por fim, insistente: depois de captarmos boa parte da intencionalidade do filme, ele não traz mas nenhuma surpresa a não ser insistir em ir até o fim da loucura que nos fez imergir.
jaime filho
jaime filho

10 seguidores 86 críticas Seguir usuário

1,5
Enviada em 8 de janeiro de 2020
Alimentei grandes expectativas com relação a este filme, sobretudo após o excelente Hereditário. Infelizmente estou frustrado. O filme não transmite medo, a história é arrastada demais, as cenas de impacto realmente são fortes mas creio que não contemplem nem 30 minutos do filme. Decepcionante.
Thiago R.
Thiago R.

1 seguidor 12 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 1 de março de 2020
Remete aos clássicos filmes de terror/suspense nos quais a aflição do telespectador se dava pela música, cortes de cena, enredo, atores e não apenas pelas opções gráficas. O filme não é original, mas está longe de ser um clichê. Vale a pena assisti-lo.
Adriano Silva
Adriano Silva

1.614 seguidores 482 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 24 de julho de 2022
Midsommar

"Midsommar" é escrito e dirigido por Ari Aster, sendo uma produção da A24 estúdio e foi lançado em 2019. O filme segue o casal disfuncional Dani e Christian, interpretados por Florence Pugh e Jack Reynor, enquanto viajam até uma ilha remota na Suécia para um festival de verão que ocorre uma vez a cada 90 anos. Lá, eles descobrem que os moradores do local escondem segredos e rituais perturbadores.

Ari Aster foi um diretor que me deixou completamente impactado em 2018 com a excelente obra-prima, "Hereditário". Um longa de terror psicológico, sobrenatural, sombrio, que se destacou como um filme que foge do trivialismo moderno dos jumpscare, e resgatou aquele gênero intrigante e perturbador que havia se perdido nos filmes de terror atual.

Dessa vez Ari Aster nos traz um terror folclórico que navega diretamente no drama, no mistério, com uma boa pitada do suspense, porém, sem deixar de lado aquele terror psicológico, que está diretamente relacionado ao sobrenatural, que nos aflige com o temor e a ameaça do perigo e da aflição. Por outro lado Aster ainda nos imergi no horror, nos confrontando diretamente com uma repulsa à um algo grotesco, oculto, sombrio, nos envolvendo em uma violência sangrenta com rituais satânicos e suicidas, com cadáveres e pedaços de corpos desmembrados - completamente bizarro!

Em "Hereditário", Aster utilizou uma temática sombria, obscura, soturna, gótica, em praticamente 100% do filme. Já em "Midsommar" ele nos traz um contraponto interessantíssimo ao nos confrontar com um ambiente totalmente imergido em um tom primaveril, com um cenário florido, colorido, vivo, alegre, divertido, que nos transmitia uma paz e uma leveza de um retiro espiritual. Por outro lado, todo este encantamento esconde algo surreal, imaginário, lúdico, ao nos confrontar com a beleza de um cenário primaveril com um festival de culto pagão escandinavo.

Este é o ponto de maior destaque no roteiro de Ari Aster, pois temos a primeira hora do filme totalmente voltada para a apresentação da personagem Dani (Florence Pugh), uma jovem estudante de psicologia que sofre um grande trauma familiar. O roteiro segue nos apresentando os seus personagens em meio às suas histórias, e nos evidenciando sobre o relacionamento conturbado e desgastado de Dani e Christian (Jack Reynor), ou seja, a primeira hora do filme prepara muito bem todo o terreno para o que virá a seguir. E o que vem a seguir é exatamente um roteiro que joga com as nossas expectativas o tempo todo, misturando imagens encantadoras da natureza com cenas brutais de terror psicológico e até gore. Somos impactados pela beleza de um lugar e o espírito acolhedor de uma comunidade que contrasta diretamente com seus rituais sanguinários, pois temos um ritual de suicídio, um ritual de acasalamento perturbador, uma coroação sinistra, juntamente com traições e assassinatos.

Florence Pugh é uma atriz jovem, bela, muito talentosa, que já nos entregou ótimos trabalhos como em "Adoráveis Mulheres" e "Viúva Negra", e ainda estrelará o elenco de "Oppenheimer", do Nolan, e "Duna: Parte Dois", do Villeneuve. Aqui Florence nos traz uma personagem que contrasta com o sofrimento e a felicidade, com a dor do seu trauma familiar e um conturbado relacionamento amoroso, ou seja, uma personagem que vive de remorsos e esperanças, que viaja para a Suécia em busca de uma paz espiritual depois de tudo que ocorreu em sua vida. Florence Pugh está perfeita em sua atuação, ela consegue transparecer todo o seu sofrimento e agonia juntamente com um sorriso feliz e esperançoso. Aquela cena inicial que ela chora desesperadamente pelo o que tinha acabado de acontecer é uma aula de atuação, feito com uma maestria impecável.
Jack Reynor (What Richard Did) tem uma química com a Florence Pugh em até certo ponto funcional, dado a todos os acontecimentos que eles se envolveram, ele também consegue segurar seu personagem, principalmente no último ato do filme, onde eu acho que ele entregou tudo que podia, porém é uma atuação apenas ok, daquelas que não se destaca mas também não chega a comprometer.
O elenco do grupo de amigos, que era composto por William Jackson Harper como Josh, Will Poulter como Mark e Vilhelm Blomgren como Pelle, estão ok, cumprem apenas as suas respectivas funções e nada além.

Tecnicamente o longa de Ari Aster é impecável.
Temos uma fotografia maravilhosa, prazerosa, estonteante, que se destaca em 100% das cenas, principalmente naquele ambiente primaveril, que possuía um contraste de cores vivas e vibrantes. A trilha sonora, composta pelo músico eletrônico britânico Bobby Krlic, é inspirada na música folclórica nórdica, e funcionou perfeitamente, casou muito bem com todos os acontecimentos que permeava a trama, uma trilha sonora uníssona. A direção de Ari Aster é muito competente, um trabalho de câmera impecável, que nos dava a exata dimensão de cada cena, cada acontecimento, com enquadramentos onde a câmera rodeava os personagens como se tivesse vida própria - sensacional! A direção de arte é muito bem feita, a cenografia é impecável, uma ótima montagem, uma ótima edição, uma ótima ambientação - realmente um grande trabalho técnico e artístico!

Não poderia deixar de mencionar o significado do título do filme - 'Midsommar' ou 'Midsummer' - que significa “solstício de verão”, celebração do meio do verão e é um dos principais feriados suecos. Acredita-se que o solstício é comemorado desde a idade da pedra, uma celebração pagã que a igreja cristã adaptou a seus modos para não precisar eliminá-los.

Ari Aster nos entrega mais um trabalho competente, primoroso, genial, conseguindo manter o nível do seu trabalho anterior e não descambar para o terror trivial e o clichê moderno - o quê pra mim já conta muito em sua pequena carreira cinematográfica. "Midsommar" é mais um filme que entra em minha lista como um ótimo terror psicológico e sobrenatural, que ainda mistura uma antropologia cultural com um final tragicômico - sensacional!

Parabéns Ari Aster, você acertou de novo. [23/07/2022]
Thiago Petherson
Thiago Petherson

168 seguidores 259 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 13 de dezembro de 2020
Se você procura um filme de terror convencional e com aqueles típicos clichês de filmes do gênero ou com jump scares que renda alguns susto, então você não encontrará em Midsommar.

Na verdade, apesar da sua classificação original, essa película Sueca/Estadunidense não é um terror, mas sim um suspense psicológico com sutis toques de terror em raros momentos.

A trama é carregada de um suspense psicológico que nos incomoda constantemente ao longo de toda a sua duração. É um incômodo que não sabemos de onde vem, pois a trama não deixa claro como e nem de onde o perigo (se é que existirá) pode surgir. Sabemos que existe alguma coisa de muito errada acontecendo, porém não sabemos o que é.

O clima pesado desse filme lembra muito o do filme "Hereditário" que, aliás, é do mesmo diretor. Apesar de "Hereditário" ter uma atriz com uma aparência “diferente” e que, naturalmente, nos passa uma certa aflição e repulsa (talvez por um preconceito do telespectador) e também pelo "BANG" não demorar tanto a acontecer (até mais rápido do que normalmente esperamos), "Midsommar" (que tem uma trama mais lenta) tem uma atmosfera parecida. Talvez a principal semelhança entre os dois filmes é essa sensação de que está tudo “bem”, mas que algo ruim poderá acontecer a qualquer momento.

Talvez essa sensação seja despertada em nós por, previamente, já ter lido a sinopse do filme ou por já saber qual é seu gênero. Se não fosse isso, talvez não imaginaríamos se tratar de um filme de suspense tão tenso. Certamente o telespectador que assiste “Mindsommar”, chegou com algumas informações prévias sobre o filme. Pois esse filme não teve hipe e muito menos é o típico filme que, de primeira, atrai os telespectadores acostumados a filmes “mais comuns nesse gênero”.

Esse incômodo que "Hereditário" desperta no telespectador, devido a aparência de uma de suas personagens, possa ter sido despertado também em "Midsommar" justamente por colocar um único personagem (do casting principal) de raça diferente da majoritária encontrada no ambiente onde se passa a trama. O telespectador fica esperando que a qualquer momento essa situação possa ser levantada e sirva de motivação para algum acontecimento do filme.

"OBS: Pode parecer precipitação da minha parte essa última questão levantada, mas observem em um certo momento do filme em que ao fundo passam diversas ovelhas e, no meio delas, existe uma que é completamente preta. Certamente isso é, no mínimo, alguma referência ou algo que os roteiristas fizeram questão de nos mostrar."

Em relação as atuações, confesso que a única que me agradou foi a da personagem principal. Achei as outras atuações bem genéricas e que não tiveram um destaque positivo, restando a Florence Pugh (que interpreta a personagem principal) a missão de praticamente conduzir o filme sozinha.

Midsommar é um ótimo suspense, porém necessita de uma certa paciência do telespectador. Se você for daqueles apressadinhos, certamente desistirá no meio do caminho, pois o filme tem um início bem morno. O filme só começa a esquentar lá do fim do 2º ato.

Apesar de ter um roteiro que seja meio difícil de se digerir e que talvez deixe algumas pontas soltas, “Midsommar” é uma surpresa e se destaca justamente por ter um roteiro que não é muito convencional. Mas se você é daquele que curte mais uns filmes pipocas, então esse aqui talvez não lhe agrade tanto. Eu recomendo.

Daria uma nota 7.5
Zé Luiz
Zé Luiz

39 seguidores 48 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 9 de junho de 2020
A cereja do bolo é a claridade em que tudo se acontece: o dia. Diferente da pegada de Hereditário, esse funciona como o oposto, muita luz, cores e o que achei mais genial a obscuridade dos personagens dentro da luz. Pois tudo acontece sob a luz do sol. Não esperem jump scare (até porque isso já deu, né!) e garanto que isso nem faz falta no filma. É um tanto contraditório dizer que a é uma belíssima película, por ser do gênero terror, mas a distribuição de cores e planos abertos do filme, te deixam hipnotizado do início ao fim, junto a uma trilha sonora atordoante. Um ponto negativo é ter "demonizado" a cultura e religiosidade nórdica, isso não me agrada como Historiador. Super recomendo, não esperem "assassinatos", tudo faz parte da questão cultural da religiosidade e crença de uma comunidade.
Nelson Jr
Nelson Jr

24 seguidores 235 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 8 de março de 2023
Tem boa fotografia , o roteiro é confuso, muito viajado , é um terror psicológico , muitas cenas sem sentido , inverossímeis ., mas o filme te prende , te envolve., mas o roteiro é fraco., quando começasse aquelas mortes , qualquer pessoa de bom senso , iria embora daquele lugar., a protagonista Frorence Pugh está muito bem!! tem algumas cenas que impactam, mas falta conteúdo no filme.
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