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Vito Zanotti
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139 críticas
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3,0
Enviada em 20 de março de 2026
Literalmente uma CÓPIA do primeiro filme.
A história começa onde o primeiro filme terminou, com a família ainda sendo perseguida pelos monstros, principalmente por causa do som de tiros. Também mostra a "causa" do aparecimento dos monstros, que eu achei pouco explicativa. Mostrou apenas uma explosão no ar, sem detalhes. Achei isso um ponto negativo. Apresenta o novo personagem do filme, Emmett.
O filme tinha algumas ideias que pareciam boas, como os humanos no barco, que pareciam perigosos, mas não foram muito exploradas. Perderam uma ótima ideia para este segundo filme. Depois, Emmett e Regan encontram uma comunidade que existia muito antes de eles chegarem (trágico). Mas, obviamente, o filme também não explorou muito isso. Até chegarmos ao final, que é LITERALMENTE uma CÓPIA do primeiro. A forma como os monstros são mortos e a cena final termina abruptamente. Em outras palavras, não houve nada de inovador.
O filme em si é razoável, se o analisarmos sem considerar a existência do primeiro. Mas, obviamente, não é assim que funciona, já que o primeiro filme existe, então terei que analisá-lo como uma continuação da história. Na minha análise, não notei nenhuma diferença.
O suspense é bom em alguns momentos. Há alguns sustos repentinos, mas não são forçados. A atuação não foi nada de especial. Os personagens são meio bobos, principalmente o menino, que só cometeu erros durante todo o filme e quase matou o bebê.
O filme em si é razoável. Mas, analisando-o como uma continuação do primeiro, não o achei inovador. Por isso, não gostei.
- Roteiro: 5/10 - Atuação e Personagens: 6/10 - Suspense e Terror: 6/10
Gostei do filme. Continua com a mesmo pegada de suspense e terror do primeiro filme, porém senti que teve um roteiro um pouco abaixo. Mais uma vez, Emily Blunt e as crianças estão ótimas em suas cenas. Gostei também porque mostrou o início de como tudo aconteceu. Em suma, recomendo conhecerem.
Filmes com temática pós-apocaliptica/invasão alienígena são exatamente isso: você considera possível e curte ou acha tudo doideira e ignora. Eu curto! Não só isso, mas acho que a humanidade deve pensar bem em tudo que está acontecendo (ou que está causando). Voltando ao filme, ele é intenso, tenso e nos apresenta elenco restrito, com os juvenis dando show! É bom! Três estrêlas e meia.
Manter a tensão e todos os elementos do primeiro ,encaixando novos personagens mistérios respondidos fazem " UM LUGAR SILENCIOSO - PARTE II" ainda um bom entreterimento.
Legal. Não é ruim mas literalmente não tem nenhum avanço real em toda essa coisa de ciratura e blah blah. É basicamente igual o primeiro em todos os aspectos. Não teve nenhuma inovação ou coisa super incrível. Fraco até
Uma DLC funcional do primeiro. Aqui Krasinski investe novamente na construção minimalista da tensão escorando-se bastante o núcleo dramático na relação da família, Ele não usa o típico susto de salto fácil e barato a cada poucos minutos. Existem alguns, confesso, mas são muito mais eficazes por causa da escassez. É fácil torcer pelos personagens e Blunt faz outro trabalho fantástico. Se você gostou do primeiro, tem tudo para se agradar neste aqui, boa tensão, drama e construção de mundo distopico, 'A Quiet Place' é facilmente a franquia de horror mais interessante da atualidade, só posso complementar que mau posso esperar para terceira parte.
Para um filme do estilo distopia, eh até bom, mas como outras críticas ja disseram, o primeiro filme eh melhor. Eu acho que tem gente que vai achar meio água com açúcar, eu só achei que houveram falhas no roteiro, mas isso faz parte do "kit distopia", e como sempre com muita tristeza carregada no ar. Controverso.
Tal qual em seu filme antecessor, a narrativa de Um Lugar Silencioso: Parte II progride através do senso de sobrevivência de seus personagens. Contudo, se lá esse universo era essencialmente centrado no sobreviver, aqui há um sentimento de urgência na necessidade de vencer a ameaça em um nível que vá além do núcleo familiar. É através dessa mudança, encadeada pelos eventos que encerram o primeiro filme, que o diretor John Krasinski articula um dinamismo maior para essa sequência.
É como se todo o eixo de ação se invertesse aqui: da ação centralizada em um local, ameaçado no seu entorno pelos monstros, passamos à progressão destes personagens no sentido de um lugar melhor. O embate com a ameaça aqui se dá de modo mais frontal e necessário. E o que de fato faz com que essa Parte II se concretize cinematograficamente como uma mudança no curso das ações, e não somente um apêndice de seu antecessor, é uma rigorosa decupagem, muito bem aliada ao paralelismo da montagem em momentos climáticos.
De modo geral, chama a atenção como o filme consegue se manter dentro do seu eixo e nunca abre mão de ir direto ao ponto. O próprio final parece abrupto, no sentido de que poderia se esperar uma espécie de epílogo pós-tensão, mas nada que não sirva primariamente às situações que encadeiam a ação do filme parecem interessar a Krasinski. Isso fica evidente desde sua sequência inicial, quando um travelling acompanha os personagens de modo a pontuar a tensão para a chegada dos monstros.
O filme se apoia especialmente na montagem paralela para envolver o espectador, um recurso muito utilizado no cinema de ação e terror, e em muitos casos de modo genérico. Aqui, longe de ter esse problema, a montagem faz com que as duas sequências finais do filme pareçam organicamente emendadas dentro dessa ideia de paralelismo.
Krasinski utiliza diferentes recursos para imprimir um dinamismo que, ao invés de desconectar, aproxima cenas que se dão em locais distantes entre si. Por vezes, isso se dá através de algum elemento presente em ambos os cenários, como o fogo. Em outros momentos, e de modo ainda mais interessante, essa transição se dá através do enquadramento em si: um personagem olha para um espaço em off, e esse corte se dá para outro cenário, utilizando um princípio de continuidade impossível em termos de espaço cênico, mas inventivo ao conferir fluidez à ação. De modo complementar, o diretor também se aproveita de movimentos de câmera, como a pan ou o travelling para conectar essas cenas.
Com isso, de filme-sequência que busca transitar no sucesso comercial que foi seu antecessor, Um Lugar Silencioso: Parte II alcança um status de aprimoramento cinematográfico, numa visível evolução de Krasinski no domínio de sua mise-en-scène. Quase um slasher em seu modo de tratar o embate entre forças (a cena do monstro chegando à ilha de barco é um ótimo exemplo de recurso desse gênero), o filme assume de vez um compromisso pela tensão do impossível, num crescente de situações que se emendam e parecem não sobreviver de modo independente, muito menos fora do espetacular que é a tela grande e o som de cinema.
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