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JRusso
69 críticas
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5,0
Enviada em 26 de maio de 2024
"Tudo sobre minha mãe" era até então o melhor filme do Almodovar. Felizmente ele viveu para superar sua própria obra e entregar a mais delicada de todas: Dor e Glória. Tudo o que eu mais queria era dar um abraço no Antônio Bandeiras e chorar junto com ele, juro. Quanta delicadeza no texto. Que atuações deslumbrantes. Parei. 凉
A primeira vez que assisti um filme de Pedro Almodóvar foi em Fale com ela e Volver. Respectivamente nesta sequência. Seu estilo e identidade fica estampado deste os primeiros minutos de filme.
No seu último longa, seu estilo retorna em grande estilo, sua identidade desaparece. Não há morte, homéricos ataques histéricos de raiva e luxoriosas, apaixonantes cenas de sexo. O diretor envelheceu, e por conta disso, somos brindados pela primeira vez ao seu lirismo melancólico-sentimental.
Almodóvar prova que podemos ser o que nunca fomos, com a mesma qualidade, paixão, inteligência e bom gosto que sempre prezamos.
Querendo honrar tudo o que foi e louvar em carta de boas-vindas com muito amor e devoção o que virá, Almodóvar se entrega totalmente as telas, em um momento onde a maioria dos diretores se preservam. Pedro Almodóvar não é como a maioria, nunca foi, taí sua grandiosidade genial.
Seu alter-ego representado por Antonio Bandeiras, fiel companheiro de longas metragens desde o começo de tudo, concilia a narrativa com emoção e nostalgia, definindo a depressão como uma ponte para novos horizontes, e não como algo simplesmente dilacerante, corrosivo a alma humana. A depressão aqui é definida como flecha para as novidades da jornada humana.
Marcado pela simplicidade, o longa traz uma linda reflexão sobre a finitude e a plenitude da vida, sobre o próximo passo a se dar depois da Glória, e o que caminhar, por onde continuar o trajeto.
O simbolismo nevrálgico do começo do filme é brilhante. Aponta velas para a dualidade a ser explorada ao longo do filme: todos temos glórias e dores, alegrias e tristezas. A forma como nós, expectadores, entramos no filme é incrivelmente surpreendente. Como um filme autoral consegue tal feito? Alguém me explica?
Almodóvar consegue um feito sensitivo magistral na fotografia, já conhecida de seus longas. No filme o silêncio dialoga com as clássicas cores fortes e vibrantes. Seriam as cores a dor e o silêncio as glorias do título? A possibilidade é grande.
As palavras não me vêm à cabeça, não há mais qualidades ou defeitos, quando se trata de um mesmo enredo já recontado ao longo dos anos, e sempre repaginado. O longa é para ser experimentado e tirar suas conclusões conforme a maturidade de alguém que assiste e não de quem escreve estas poucas linhas, querendo tirar proveito da obra para mais um texto, crônica-crítica.
Como vem sido feito pelos famosos cineastas, recapitular a vida talvez seja seu último grande ás do baralho. Almodóvar e Banderas, velhos companheiros de jornada cinematográfica, entregam a seu público, os reflexos do que uma bem-sucedida, glória e prestigio, significam para o seu protagonista.
Espero não ser este, o último longa do septuagenário diretor.
Ainda bem que li a critica do Bruno, por sinal, bem escrita. Pois eu não sabia que se trata de uma autobiografia. Almodovar é muito bom. Ele faz dramas que são dramas por si só, sem querer ser mais que isso. Dor e Gloria é assim também.
A primeira vez que assisti um filme de Pedro Almodóvar foi em Fale com ela e Volver. Respectivamente nesta sequência. Seu estilo e identidade fica estampado deste os primeiros minutos de filme.
No seu último longa, seu estilo retorna em grande estilo, sua identidade desaparece. Não há morte, homéricos ataques histéricos de raiva e luxoriosas, apaixonantes cenas de sexo. O diretor envelheceu, e por conta disso, somos brindados pela primeira vez ao seu lirismo melancólico-sentimental.
Almodóvar prova que podemos ser o que nunca fomos, com a mesma qualidade, paixão, inteligência e bom gosto que sempre prezamos.
Querendo honrar tudo o que foi e louvar em carta de boas-vindas com muito amor e devoção o que virá, Almodóvar se entrega totalmente as telas, em um momento onde a maioria dos diretores se preservam. Pedro Almodóvar não é como a maioria, nunca foi, taí sua grandiosidade genial.
Seu alter-ego representado por Antonio Bandeiras, fiel companheiro de longas metragens desde o começo de tudo, concilia a narrativa com emoção e nostalgia, definindo a depressão como uma ponte para novos horizontes, e não como algo simplesmente dilacerante, corrosivo a alma humana. A depressão aqui é definida como flecha para as novidades da jornada humana.
Marcado pela simplicidade, o longa traz uma linda reflexão sobre a finitude e a plenitude da vida, sobre o próximo passo a se dar depois da Glória, e o que caminhar, por onde continuar o trajeto.
O simbolismo nevrálgico do começo do filme é brilhante. Aponta velas para a dualidade a ser explorada ao longo do filme: todos temos glórias e dores, alegrias e tristezas. A forma como nós, expectadores, entramos no filme é incrivelmente surpreendente. Como um filme autoral consegue tal feito? Alguém me explica?
Almodóvar consegue um feito sensitivo magistral na fotografia, já conhecida de seus longas. No filme o silêncio dialoga com as clássicas cores fortes e vibrantes. Seriam as cores a dor e o silêncio as glorias do título? A possibilidade é grande. As palavras não me vêm à cabeça, não há mais qualidades ou defeitos, quando se trata de um mesmo enredo já recontado ao longo dos anos, e sempre repaginado. O longa é para ser experimentado e tirar suas conclusões conforme a maturidade de alguém que assiste e não de quem escreve estas poucas linhas, querendo tirar proveito da obra para mais um texto, crônica-crítica. Como vem sido feito pelos famosos cineastas, recapitular a vida talvez seja seu último grande ás do baralho. Almodóvar e Banderas, velhos companheiros de jornada cinematográfica, entregam a seu público, os reflexos do que uma bem-sucedida, glória e prestigio, significam para o seu protagonista.
Espero não ser este, o último longa do septuagenário diretor.
Assistido em fevereiro de 2020. Mais um filmaço do Almodóvar, do qual eu até gravei com a câmera do celular uma cena em que um dos protagonistas (não era o Antonio Banderas) dança "La vie en rose". Bravíssimo!
Mais um grande filme do grande Almodóvar, com um toque melancólico, pessoal o filme se desenvolve entre a mescla de lembranças de sua infância e o momento atual de sua vida, onde o personagem principal se encontra em um momento depressivo e que julga estar fracassado. Todo o filme é desenvolvido de forma muito bela e íntima a fim de que você se sinta conectado ao personagem e conheça aos poucos parte de sua história. O único ponto é como se dá o final de forma uma tanto abrupta, mas que pretende causar uma sensação de que alguns traumas foram superados.
Eu detestei, dormi várias vezes. Precisei de 2 dias para acabar de ver. Dei o benefício da dúvida ao filme com indicação a uma categoria do Oscar 2020, porém, me decepcionei.
“Dor e Gloria” é um pessoal e intimista filme, uma confissão de erros e arrependimentos, uma aceitação de vitorias e tragédias que vão além da simples compreensão e ganham uma magnitude de significados maiores e mais complexos, quase impossíveis de serem percebidos ou interpretados causados pelo seu misto antagônicos de paixão e pessoalidade que transcorre durante a obra, é quase como um adeus de Pedro que transita entre dor e gloria.
É difícil falar sobre um roteiro que tem clara inspiração na vida de seu autor, porém o sentimentalismo posto aqui nos lembra uma musica ou um poema, todas as sensações são perfeitamente transportadas ao telespectador que no final se encontra com a própria metalinguagem do obra, que intrinsecamente, além de falar sobre a vida e seus percalços argumenta sobre o poder transformador da arte.
O roteiro é o que desponta atenção do filme, porém nada seria desse belo roteiro sem o restante dos componentes artísticos, principalmente as atuações, todos os atores estão simplesmente espetaculares, com um destaque a Antônio Bandeiras que conseguiu dar uma profundidade e vida a um personagem cheio de núncias e demônios interiores.
Pedro sempre teve uma direção novelesca, e aqui não é diferente, sua condução é linda com surtos épicos, apesar de nada muito inovador, o diretor ainda conseguiu chamar a atenção para a sua direção, mesmo com o roteiro e as atuações sendo os principais focos, os enquadramentos e a câmera de Almodóvar são lindos com puras contemplações e enaltecimento da arte.
“Dor e Gloria” é um filme pessoal que funciona quase como um confessionário de Pedro, além de ser seu filme mais maduro, para mim, o melhor filme estrangeiro indicado ao óscar de 2020. NOTA: 9,5/10
Sinceramente não entendo como tem pessoas que gostaram desse filme. Um filme que faz apologia a droga com ao romantizar a heroína, tem uma cena nítida de pedofilia, ridículo. Me segue no Adorocinema para não perder nenhuma crítica minha.
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