Não! Não Olhe!
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3,1
569 notas

113 Críticas do usuário

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Nelson J
Nelson J

51.035 seguidores 1.978 críticas Seguir usuário

1,0
Enviada em 21 de agosto de 2022
Decadência total depois dos ótimos Corra e Nós. Faroeste que não é faroeste. Ficção que não é ficção e filme que não é filme. Não assusta nem bebê. Lençol voador aterroriza o local. Saudades das formigas assasinas.
Jackson A L
Jackson A L

13.705 seguidores 1.245 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 21 de setembro de 2022
É um filme diferenciado se comparado aos demais filme do gênero, mas não se tratando de Jordan Peele, pois "Get Out" e "We" já mostraram isso. A obra utiliza-se de outros elementos para criar a tensão que não seja os famosos "jump scares" e também grande parte das cenas são em campo aberto e a luz do dia. É natural e compreensível que existam pessoas que achem excelente o filme, enquanto outras e o achem um desastre, pois as tomadas são em forma de analogias e muitas vezes não compreendidas em um primeiro momento ou talvez até em um segundo, terceiro..etc. É um filme que requer paciência e muita atenção, pois corre-se o risco de achar que o filme se trata de um mostro de lençol gigante. É uma obra interessante, a essência do filme é bem marcante, porém retratada através de parábolas, que muitas vezes não agrada a maioria do público.
Daniel Novaes
Daniel Novaes

7.774 seguidores 873 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 9 de outubro de 2022
Baita filme, com reflexões sobre comportamentos e situações onde tudo vira espetáculo, onde - por vezes - o "tiro certo" vale mais que a vida.
Rodrigo Gomes
Rodrigo Gomes

6.171 seguidores 973 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 11 de setembro de 2022
Jordan Peele mantém seu nível criando mais um incrível roteiro que nos coloca vidrados para desvendar o suspense. É sutil, mas possui muita identidade. Temos uma marca sendo escrita na história do cinema. Ele é bom nisso. Nesse, mesmo com um final simples, o conjunto supera em todos os sentidos, sinto falta apenas de mais explicações.
Felipe F.
Felipe F.

3.725 seguidores 758 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 20 de outubro de 2022
Jordan Peele acerta mais uma vez e nos entrega um ótimo suspense. A história é bem simples até mas tem muitas simbologias interessantes. Filme bem roteirizado e atuado, e com uma trilha sonora incrível. Muito bom.
Adriano Silva
Adriano Silva

1.614 seguidores 482 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 4 de setembro de 2022
Não! Não Olhe! (Nope)

"Nope" é uma produção neo-ocidental americano escrito, dirigido e co-produzido por Jordan Peele em sua própria produtora - a Monkeypaw Productions, fundada em 2012. O longa é estrelado por Daniel Kaluuya, Keke Palmer, Steven Yeun, Michael Wincott e Brandon Perea. No filme, os irmãos cuidadores de cavalos tentam capturar evidências em vídeo de um objeto voador não identificado com a ajuda de um vendedor de tecnologia e um renomado diretor de fotografia.

É inegável que Jordan Peele hoje é considerado um dos diretores roteiristas mais promissores da atual Hollywood. Peele surpreendeu a todos em 2017 com seu filme de estreia - o badalado e impactante "Corra" (que lhe rendeu o Oscar de Roteiro Original). "Corra" é um terror psicológico que aborda diretamente questões como relações inter-raciais, masculinidade negra e racismo velado. Temas esses que atravessam nossas vivências cotidianamente, e nos levam a repensar nossas identidades e subjetividades. Em 2019 o diretor trouxe "Nós", um filme de terror e suspense que nos faz uma reflexão profunda sobre o medo. "Nós" nos surpreende com a impressão de ameaça constante, a certeza de que chegará alguma coisa que não sabemos de onde vem, ou seja, um apelo ao nosso instinto de proteger aquilo que é nosso e ao medo do desconhecido ou daquilo que não compreendemos.

Depois de alguns adiamento, finalmente "Nope" está entre nós (um triste trocadilho - rsrs)
Jordan Peele é um diretor autêntico, 100% original, que sempre nos impacta com suas obras que visam o ineditismo, o ambíguo, o complexo, e dessa vez ele consegue entregar um longa-metragem que até surpreende em alguns quesitos. "Nope" é um filme especificamente de terror e ficção científica, mas que está completamente inserido no mistério, no horror, pois o longa navega no lúdico, no místico, no imaginário, com uma ambientação sombria, macabra e soturna. Peele traz um thriller oculto, psicodélico, um suspense hitchcockiano que na primeira parte do filme funciona perfeitamente. Realmente a primeira parte do longa é de fato a melhor, pois é nessa hora que Peele emprega um suspense extremamente funcional, nos deixando completamente intrigado com cada acontecimento que ia se desenvolvendo. É nessa parte que Peele brinca com o nosso imaginário, mexe com o nosso psicológico, pois nada está sendo revelado, tudo está oculto, sombrio, misterioso, uma sacada genial.

Em "Nope" temos um Jordan Peele ainda mais engenhoso e mais audacioso referente à tudo que ele quer nos passar. Peele dosa muito bem o suspense, o terror, o mistério e o cômico. Temos um terror engenhoso, com uma construção complexa dos mistérios do início ao fim, no caso, objetos misteriosos no céu e a ameaça de animais na terra. Temos um Peele sempre autêntico e com um universo visual original, que se revela de uma forma inesperada e abrupta ao longo da história, pois aqui somos apresentados para uma criatura grotesca. Eu diria que Peele utiliza um "vilão" mais estranho que eu já vi no cinema nos últimos anos.

Como Jordan Peele veio do humor, seria óbvio que em sua nova obra também estivesse inserido o alívio cômico. E aqui o filme pede um certo alívio cômico, que por sua vez é bem feito, bem dosado, bem interpretado, entrando sempre nas horas certas e não soando como forçado ou fora de timing. Peele também ficou marcado por sempre trazer referências e alusões à crítica social e metáfora social em seus filmes anteriores. Em "Corra" às críticas sociais referente ao racismo estão muito mais afloradas e contundentes. Em "Nós" o diretor não mergulha diretamente no tema mas a abordagem sempre está presente. Já em "Nope", a metáfora social existe, principalmente sobre o racismo, sobre a existência e a abordagem em relação ao caubói negro (como vimos na cena que OJ está nos bastidores da gravação com seu cavalo). Porém, aqui não há paralelos tão óbvios e tão explícitos - o que não é um defeito do filme, mas uma diferença em relação aos anteriores.

Peele não deixa de lado às críticas ácidas e satíricas em relação ao imperialismo velado americano (como ele sempre fez em seus filmes anteriores), principalmente sobre a influência no âmbito cultural, econômico, do entretenimento e político que esse país exerce no mundo hoje em dia. Temos menções sobre o programa da Oprah (que é citado diversas vezes ao longo da trama). O longa ainda exemplifica uma crítica ácida e contundente sobre o TMZ (Thirty-mile zone), que é um dos maiores sites americanos de entretenimento, e claro, também é um dos maiores programas de fofocas dos EUA - como vimos na cena do motoqueiro, que aconteça o que acontecer, o seu maior objetivo será sempre o entretimento a qualquer custo, mesmo que pra isso ele tenha que por em risco a própria vida em prol de uma foto do acontecimento.

Como já destaquei anteriormente, a primeira hora do filme é muito boa (antes da revelação fictícia), justamente por mexer diretamente com o nosso imaginário e o nosso psicológico, pois o mistério e o desconhecido nos fascina facilmente. Porém, a segunda hora é exatamente aonde o longa de Jordan Peele cai de produção, dar uma escorregada, peca por deixar de lado o lúdico, o místico, o suspense, e mergulhar de cabeça no espalhafatoso, no extravagante, no excêntrico, mesmo sendo essa a proposta ficcional desde o início. Peele também ficou marcado por sempre nos trazer uma trama inteligente, instigante, complexa, que te faz pensar naquela sacada por meses (exatamente a minha sensação ao término do filme). Porém, aqui ele constrói tantas tantas ligações, ele amarra tantas ideias que, depois da resolução final, o apelo fica perdido, fica pouco conclusivo.

Astro e protagonista do primeiro filme de Jordan Peele, Daniel Kaluuya (ganhador do Oscar por "Judas e o Messias Negro") está de volta. Aqui Daniel traz uma interpretação moldada no introspectivo, no misterioso, pois o OJ tinha um semblante misterioso, fechado, pensativo, sisudo, daqueles que sempre pensava muito antes de agir. Ótima atuação de Daniel Kaluuya, pois ele entrega um personagem na medida propícia que o roteiro precisa.
Keke Palmer (As Golpistas) é a melhor escolha de Jordan Peele, pois ela é uma atriz incrível, tem um timing para o humor incrível, consegue navegar do suspense para a comédia em questões de segundos. Palmer incorpora a melhor personagem de todo o filme, a cowgirl que anda de moto e não a cavalo, sendo a principal responsável em suavizar a trama nos momentos mais tensos. Inquestionável, impecável, perfeita do início ao fim. Realmente o Jordan Peele trouxe uma direção afiada e vibrante de atores, pois os protagonistas Daniel Kaluuya e Keke Palmer têm uma química e uma empatia imediata, e compartilham com os espectadores os sustos e risadas com as cenas absurdas (uma verdadeira diversão em um filme de suspense e terror).

Temos Steven Yeun (indicado ao Oscar por Minari). Um ex-ator mirim que passou pelo trauma do ataque de um macaco assassino em um set de filmagem e depois virou dono de um parque de diversões vizinho ao rancho dos Haywood, que também foi afetado pelo mistério no céu. Acredito que o roteiro de Jordan Peele não favoreceu o desenvolvimento do personagem Ricky Park, pois fica claro que ele sofre da falta de dinamismo, de desenvolvimento e de aprofundamento, sendo que a sua história em especial fica sobrando, fica devendo. Ainda tivemos o vendedor de eletrônicos Angel Torres (Brandon Perea, da série The OA), que se junta aos irmãos na busca incansável pelas explicações. Brandon traz um bom alívio cômico, se tornando funcional em algumas partes. E completando com o fotógrafo de cinema Antlers Holst (Michael Winicott, de O Escafandro e a Borboleta), uma espécie de representação da parte mais séria do filme de autor, que reflete e conversa diretamente sobre o próprio audiovisual e a cultura pop (mais um acerto do Peele).

Jordan Peele nos entrega um terror engenhoso, com um suspense ambicioso, e uma trama conclusiva com uma ficção mirabolante e excêntrica. Se nos trabalhos anteriores Peele trouxe um mistério que era era escondido e subterrâneo, em "Nope" ele exibe um medo que está aberto e visível no céu. Definitivamente Jordan Peele é um megalomaníaco, que exibe uma valorização excessiva em suas obras, que expressa um excesso de ambição em seus roteiros, mas por outro lado ele também soa como intimista, que prioriza a expressão dos seus sentimentos mais íntimos, que age de maneira natural e espontânea (no final eu acho que ele é louco mesmo - rsrs).

"Nope" é uma verdadeira mistura de terror com ficção científica, mas com um boa pitada de western, aquele estilo mais faroeste com uma fotografia dos anos 70 (assistindo no cinema o filme fica muito mais imersivo). O que não deixa de ser vendido como um produto pop e em até certo ponto sendo encarado como um blockbuster moderno, pois os filmes do Jordan Peele já atingiram uma exposição cultural que atinge diretamente uma grande popularidade atual.

O mais novo trabalho do Jordan Peele é um bom filme, acerta na primeira hora e peca na segunda. Porém, eu ainda vou na contramão do seu público alvo, ainda prefiro "Nós", que pra mim é o melhor filme do Jordan Peele. [03/09/2022]
Anderson  G.
Anderson G.

1.369 seguidores 397 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 15 de outubro de 2022
"Nop" É em termos de metáforas sociais o mais fraco filme de Jordan Pele, porém é filme em que o lado mais cinéfilo aparece, é evidente que Jordan quis referenciar um pouco tudo aquilo que ele ama dentro do cinema: Faroeste, Filmes de terror B, Steven Spielberg, Animes, etc. E essa homenagem é o que melhor funciona em "Nop", um filme que se desenrola em três atos bem definidos e apesar de ser seu roteiro mais "raso" apresenta camadas complexas, como a discussão de abuso animal, consumismo e racismo, embora esse ultimo de forma bem mais simples, porém é interessante a introdução que temos sobre a importância dos negros na construção do cinema, outro ponto legal de roteiro é como o filme pontua bem certinho suas soluções textuais antes de acontecerem, deixando a obra como um todo mais concisa. A direção de Pele é sempre boa, o diretor tem uma capacidade incrível de criar tensão, e neste filme ele faz isso além do normal, criando momentos de muita tensão e aflição, porém em contrapartida, ele também solta muito seu lado humorista, criando muitas cenas de alívio cômico, mas por incrível que pareça isso não quebra o ritmo e contribui para um espírito de Trash que o longa tem, mas é só o espírito mesmo, porque na prática os efeitos, direção e atuações são hollywoodianas. Todos os atores mandam muito bem, os efeitos visuais estão legais demais, a fotografia quente e aberta ajuda muito na sensação de solidão e a trilha sonora que mescla, pop, rap e um clássico tom western é simplesmente demais. Gostei muito da movimentação do "Ovni" como Tubarão de Spielberg e sua transmutação como no clássico anime "Evangelion" existe também um fan service maravilhoso de "Akira" e muitas  referências a Sinais, entre outras dezenas de filmes, me diverti muito vendo "Nop" e não senti tanta falta do "Terror Social" do Pele. 7/10
MichaellMachado
MichaellMachado

1.122 seguidores 538 críticas Seguir usuário

0,5
Enviada em 11 de setembro de 2022
"Quem lacra, não lucra".
Adriano Côrtes Santos
Adriano Côrtes Santos

1.008 seguidores 1.229 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 5 de janeiro de 2025
Não! Não Olhe! é uma obra de Jordan Peele que vai além do terror convencional, subvertendo as expectativas do gênero e do blockbuster. Com uma narrativa não linear e cheia de simbolismos, o filme reflete sobre o fascínio, o medo e o distanciamento do cinema clássico de Spielberg, ao mesmo tempo que rejeita suas respostas fáceis. Peele faz uma homenagem ao diretor, mas o faz de maneira própria, crítica e sensorial, destacando a recusa ao olhar e o não entendimento de uma ameaça. A crítica social, principalmente sobre o racismo e o sonho americano, surge de forma sutil, tornando-se um filme provocador que desafia o espectador a refletir sobre o papel de todos na sociedade.
Carlos P.
Carlos P.

266 seguidores 431 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 29 de abril de 2023
Não tenho muito o que dizer. É um filme razoavelmente bom. Boas atuações, mantém entretido. Mas não vai muito além disso. Não é revolucionário como trailer faz parecer. É apenas bom.
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