Não! Não Olhe!
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3,1
569 notas

113 Críticas do usuário

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Andrey Arruda
Andrey Arruda

1 seguidor 16 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 1 de setembro de 2022
História muito interessante, a forma da "coisa" por trás de tudo que acontece de ruim, é bem diferente.
Enio
Enio

10 seguidores 63 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 15 de março de 2026
Um raro exemplo de quando uma produção é brilhante, não pela história que está sendo contada, mas sim COMO ela é contada.
Suspense e terror psicológico como pano de fundo para também explorar temas sociológicos como crítica subliminar. Direção interessante.

Mas é até engraçado ver como alguns sempre esperam por conceitos prontos, convencionais, definidos, explicadinhos, didáticos.
Ou aquele tipo de público, massificado por um cultura pop engessada por décadas, a sempre esperar por uma "receitinha de bolo" com um recado moral ou politicamente correto no final.
São incapazes de perceber mensagens implícitas, que dirá entender a proposta de temáticas subliminares em um filme que apenas utilizou o argumento principal como tema de fundo para demonstra-las.

Esse tipo peculiar de público tbm deve detestar: "A Caixa"; "Invasores", "A perseguição", "De olhos bem Fechados"... ou todos os filmes de Lars Von Trier, por exemplo. É típico se ver frustrado diante de algo que não percebeu a proposta.
Adriano Silva
Adriano Silva

1.614 seguidores 482 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 4 de setembro de 2022
Não! Não Olhe! (Nope)

"Nope" é uma produção neo-ocidental americano escrito, dirigido e co-produzido por Jordan Peele em sua própria produtora - a Monkeypaw Productions, fundada em 2012. O longa é estrelado por Daniel Kaluuya, Keke Palmer, Steven Yeun, Michael Wincott e Brandon Perea. No filme, os irmãos cuidadores de cavalos tentam capturar evidências em vídeo de um objeto voador não identificado com a ajuda de um vendedor de tecnologia e um renomado diretor de fotografia.

É inegável que Jordan Peele hoje é considerado um dos diretores roteiristas mais promissores da atual Hollywood. Peele surpreendeu a todos em 2017 com seu filme de estreia - o badalado e impactante "Corra" (que lhe rendeu o Oscar de Roteiro Original). "Corra" é um terror psicológico que aborda diretamente questões como relações inter-raciais, masculinidade negra e racismo velado. Temas esses que atravessam nossas vivências cotidianamente, e nos levam a repensar nossas identidades e subjetividades. Em 2019 o diretor trouxe "Nós", um filme de terror e suspense que nos faz uma reflexão profunda sobre o medo. "Nós" nos surpreende com a impressão de ameaça constante, a certeza de que chegará alguma coisa que não sabemos de onde vem, ou seja, um apelo ao nosso instinto de proteger aquilo que é nosso e ao medo do desconhecido ou daquilo que não compreendemos.

Depois de alguns adiamento, finalmente "Nope" está entre nós (um triste trocadilho - rsrs)
Jordan Peele é um diretor autêntico, 100% original, que sempre nos impacta com suas obras que visam o ineditismo, o ambíguo, o complexo, e dessa vez ele consegue entregar um longa-metragem que até surpreende em alguns quesitos. "Nope" é um filme especificamente de terror e ficção científica, mas que está completamente inserido no mistério, no horror, pois o longa navega no lúdico, no místico, no imaginário, com uma ambientação sombria, macabra e soturna. Peele traz um thriller oculto, psicodélico, um suspense hitchcockiano que na primeira parte do filme funciona perfeitamente. Realmente a primeira parte do longa é de fato a melhor, pois é nessa hora que Peele emprega um suspense extremamente funcional, nos deixando completamente intrigado com cada acontecimento que ia se desenvolvendo. É nessa parte que Peele brinca com o nosso imaginário, mexe com o nosso psicológico, pois nada está sendo revelado, tudo está oculto, sombrio, misterioso, uma sacada genial.

Em "Nope" temos um Jordan Peele ainda mais engenhoso e mais audacioso referente à tudo que ele quer nos passar. Peele dosa muito bem o suspense, o terror, o mistério e o cômico. Temos um terror engenhoso, com uma construção complexa dos mistérios do início ao fim, no caso, objetos misteriosos no céu e a ameaça de animais na terra. Temos um Peele sempre autêntico e com um universo visual original, que se revela de uma forma inesperada e abrupta ao longo da história, pois aqui somos apresentados para uma criatura grotesca. Eu diria que Peele utiliza um "vilão" mais estranho que eu já vi no cinema nos últimos anos.

Como Jordan Peele veio do humor, seria óbvio que em sua nova obra também estivesse inserido o alívio cômico. E aqui o filme pede um certo alívio cômico, que por sua vez é bem feito, bem dosado, bem interpretado, entrando sempre nas horas certas e não soando como forçado ou fora de timing. Peele também ficou marcado por sempre trazer referências e alusões à crítica social e metáfora social em seus filmes anteriores. Em "Corra" às críticas sociais referente ao racismo estão muito mais afloradas e contundentes. Em "Nós" o diretor não mergulha diretamente no tema mas a abordagem sempre está presente. Já em "Nope", a metáfora social existe, principalmente sobre o racismo, sobre a existência e a abordagem em relação ao caubói negro (como vimos na cena que OJ está nos bastidores da gravação com seu cavalo). Porém, aqui não há paralelos tão óbvios e tão explícitos - o que não é um defeito do filme, mas uma diferença em relação aos anteriores.

Peele não deixa de lado às críticas ácidas e satíricas em relação ao imperialismo velado americano (como ele sempre fez em seus filmes anteriores), principalmente sobre a influência no âmbito cultural, econômico, do entretenimento e político que esse país exerce no mundo hoje em dia. Temos menções sobre o programa da Oprah (que é citado diversas vezes ao longo da trama). O longa ainda exemplifica uma crítica ácida e contundente sobre o TMZ (Thirty-mile zone), que é um dos maiores sites americanos de entretenimento, e claro, também é um dos maiores programas de fofocas dos EUA - como vimos na cena do motoqueiro, que aconteça o que acontecer, o seu maior objetivo será sempre o entretimento a qualquer custo, mesmo que pra isso ele tenha que por em risco a própria vida em prol de uma foto do acontecimento.

Como já destaquei anteriormente, a primeira hora do filme é muito boa (antes da revelação fictícia), justamente por mexer diretamente com o nosso imaginário e o nosso psicológico, pois o mistério e o desconhecido nos fascina facilmente. Porém, a segunda hora é exatamente aonde o longa de Jordan Peele cai de produção, dar uma escorregada, peca por deixar de lado o lúdico, o místico, o suspense, e mergulhar de cabeça no espalhafatoso, no extravagante, no excêntrico, mesmo sendo essa a proposta ficcional desde o início. Peele também ficou marcado por sempre nos trazer uma trama inteligente, instigante, complexa, que te faz pensar naquela sacada por meses (exatamente a minha sensação ao término do filme). Porém, aqui ele constrói tantas tantas ligações, ele amarra tantas ideias que, depois da resolução final, o apelo fica perdido, fica pouco conclusivo.

Astro e protagonista do primeiro filme de Jordan Peele, Daniel Kaluuya (ganhador do Oscar por "Judas e o Messias Negro") está de volta. Aqui Daniel traz uma interpretação moldada no introspectivo, no misterioso, pois o OJ tinha um semblante misterioso, fechado, pensativo, sisudo, daqueles que sempre pensava muito antes de agir. Ótima atuação de Daniel Kaluuya, pois ele entrega um personagem na medida propícia que o roteiro precisa.
Keke Palmer (As Golpistas) é a melhor escolha de Jordan Peele, pois ela é uma atriz incrível, tem um timing para o humor incrível, consegue navegar do suspense para a comédia em questões de segundos. Palmer incorpora a melhor personagem de todo o filme, a cowgirl que anda de moto e não a cavalo, sendo a principal responsável em suavizar a trama nos momentos mais tensos. Inquestionável, impecável, perfeita do início ao fim. Realmente o Jordan Peele trouxe uma direção afiada e vibrante de atores, pois os protagonistas Daniel Kaluuya e Keke Palmer têm uma química e uma empatia imediata, e compartilham com os espectadores os sustos e risadas com as cenas absurdas (uma verdadeira diversão em um filme de suspense e terror).

Temos Steven Yeun (indicado ao Oscar por Minari). Um ex-ator mirim que passou pelo trauma do ataque de um macaco assassino em um set de filmagem e depois virou dono de um parque de diversões vizinho ao rancho dos Haywood, que também foi afetado pelo mistério no céu. Acredito que o roteiro de Jordan Peele não favoreceu o desenvolvimento do personagem Ricky Park, pois fica claro que ele sofre da falta de dinamismo, de desenvolvimento e de aprofundamento, sendo que a sua história em especial fica sobrando, fica devendo. Ainda tivemos o vendedor de eletrônicos Angel Torres (Brandon Perea, da série The OA), que se junta aos irmãos na busca incansável pelas explicações. Brandon traz um bom alívio cômico, se tornando funcional em algumas partes. E completando com o fotógrafo de cinema Antlers Holst (Michael Winicott, de O Escafandro e a Borboleta), uma espécie de representação da parte mais séria do filme de autor, que reflete e conversa diretamente sobre o próprio audiovisual e a cultura pop (mais um acerto do Peele).

Jordan Peele nos entrega um terror engenhoso, com um suspense ambicioso, e uma trama conclusiva com uma ficção mirabolante e excêntrica. Se nos trabalhos anteriores Peele trouxe um mistério que era era escondido e subterrâneo, em "Nope" ele exibe um medo que está aberto e visível no céu. Definitivamente Jordan Peele é um megalomaníaco, que exibe uma valorização excessiva em suas obras, que expressa um excesso de ambição em seus roteiros, mas por outro lado ele também soa como intimista, que prioriza a expressão dos seus sentimentos mais íntimos, que age de maneira natural e espontânea (no final eu acho que ele é louco mesmo - rsrs).

"Nope" é uma verdadeira mistura de terror com ficção científica, mas com um boa pitada de western, aquele estilo mais faroeste com uma fotografia dos anos 70 (assistindo no cinema o filme fica muito mais imersivo). O que não deixa de ser vendido como um produto pop e em até certo ponto sendo encarado como um blockbuster moderno, pois os filmes do Jordan Peele já atingiram uma exposição cultural que atinge diretamente uma grande popularidade atual.

O mais novo trabalho do Jordan Peele é um bom filme, acerta na primeira hora e peca na segunda. Porém, eu ainda vou na contramão do seu público alvo, ainda prefiro "Nós", que pra mim é o melhor filme do Jordan Peele. [03/09/2022]
DUDU SILVA
DUDU SILVA

78 seguidores 335 críticas Seguir usuário

3,0
Enviada em 29 de agosto de 2022
Confuso, diferente e estranho. Esse novo filme de jordan peele não é tão bom quantos aos anteriores, mas é um bom passa tempo
Anderson  G.
Anderson G.

1.369 seguidores 397 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 15 de outubro de 2022
"Nop" É em termos de metáforas sociais o mais fraco filme de Jordan Pele, porém é filme em que o lado mais cinéfilo aparece, é evidente que Jordan quis referenciar um pouco tudo aquilo que ele ama dentro do cinema: Faroeste, Filmes de terror B, Steven Spielberg, Animes, etc. E essa homenagem é o que melhor funciona em "Nop", um filme que se desenrola em três atos bem definidos e apesar de ser seu roteiro mais "raso" apresenta camadas complexas, como a discussão de abuso animal, consumismo e racismo, embora esse ultimo de forma bem mais simples, porém é interessante a introdução que temos sobre a importância dos negros na construção do cinema, outro ponto legal de roteiro é como o filme pontua bem certinho suas soluções textuais antes de acontecerem, deixando a obra como um todo mais concisa. A direção de Pele é sempre boa, o diretor tem uma capacidade incrível de criar tensão, e neste filme ele faz isso além do normal, criando momentos de muita tensão e aflição, porém em contrapartida, ele também solta muito seu lado humorista, criando muitas cenas de alívio cômico, mas por incrível que pareça isso não quebra o ritmo e contribui para um espírito de Trash que o longa tem, mas é só o espírito mesmo, porque na prática os efeitos, direção e atuações são hollywoodianas. Todos os atores mandam muito bem, os efeitos visuais estão legais demais, a fotografia quente e aberta ajuda muito na sensação de solidão e a trilha sonora que mescla, pop, rap e um clássico tom western é simplesmente demais. Gostei muito da movimentação do "Ovni" como Tubarão de Spielberg e sua transmutação como no clássico anime "Evangelion" existe também um fan service maravilhoso de "Akira" e muitas  referências a Sinais, entre outras dezenas de filmes, me diverti muito vendo "Nop" e não senti tanta falta do "Terror Social" do Pele. 7/10
Carlos P.
Carlos P.

266 seguidores 431 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 29 de abril de 2023
Não tenho muito o que dizer. É um filme razoavelmente bom. Boas atuações, mantém entretido. Mas não vai muito além disso. Não é revolucionário como trailer faz parecer. É apenas bom.
Fernando L.
Fernando L.

29 seguidores 81 críticas Seguir usuário

1,0
Enviada em 4 de setembro de 2022
Não perca tempo assistindo. O filme se perde. Personagens que agem sem lógica alguma. Claro que é uma "ficção", mas tem coisas que nenhuma pessoa faria.
Cristiano C.
Cristiano C.

13 seguidores 23 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 5 de dezembro de 2022
Mais uma obra prima de Jordan Peele que agora mistura o velho oeste e suas idiossincrasias com o terror e a ficção. Tudo isso acompanhado por um cast maravilhoso que imprime veracidade até para os mais céticos.
Carlos Taiti Yaguinuma
Carlos Taiti Yaguinuma

64 seguidores 566 críticas Seguir usuário

2,0
Enviada em 30 de junho de 2025
Filme: Não! Não Olhe! Assistido: maio/25
Elenco: @danielkaluuya @brandonperea @keke @steveyeun @thesophiacoto
Modelo: #ficção #suspense
Duração: 2h 10m Ano: 2022
Minha opinião: O ator QJ (Kaluuya) de “Corra”, talvez tenha imaginado que mais um filme com roteiro diferenciado, lhe trouxesse status novamente. Mas errou. Não sei se o carma de “Não Olhe Para Cima” creio que se inspiraram. Aqui temos um alienígena que se camufla na nuvem. E esta nuvem fica sobre a fazenda de QJ, que um dia há uma chuva de objetos adversos, como chaves, botões,... e acaba matando seu pai que é adestrador de cavalos. E para o velório vem sua irmã Emerald (keke), que atazana a vida QJ. QJ tem um vizinho Jupe (Yeun) que desconfia que tem algo estranho ocorrendo, pois tem sumiço de animais. Até o dia que em um espetáculo Jupe e todos os espectadores somem ou são comidos. Até que o alien agora ataca QJ e Emerald e para salva-la ele em um último ato, explode o alienígena.
Vale apena assistir? classifico mais o filme como trash. É o tipo de filme que você pergunta, porque assisti? Os efeitos são bons.
Nota: 4
spoiler:
Diogo Codiceira
Diogo Codiceira

24 seguidores 895 críticas Seguir usuário

3,5
Enviada em 9 de janeiro de 2025
Não! não olhe! foi dirigido e roteirizado por Jordan Peele e nele buscou uma reparação nesse seu terceiro filme após as opiniões divididas em “Nós”. O filme conta a história de OJ Haywood (Daniel Kaluuya) e de sua irmã Emerald (Keke Palmer) que são cuidadores de um rancho de cavalos na Califórnia e se dedicam a treinar os seus cavalos para demais eventos da TV. Porém, ambos acabam se defrontado com forças estranhas que estão dispostas a tudo. Diante dos acontecimentos, os irmãos percebem a chance de se tornarem famosos casos consigam algum tipo de registro. Se sabe que o longa propõe sobre a temática alienígenas, mas a curiosidade do que querem ou do que vai se tratar diante disso, é o que nos mantém assistindo. A curiosidade associada a fama, é o que se propõem o filme. Isso acontece até mesmo com a história secundária de Jupe (Steven Yeun) na qual possui um parque temática, é famoso apenas por conta de uma tragédia na sua infância. Então, o mesmo poderia acontecer com os irmãos protagonistas. Até onde vai a sanidade humana? Precisamos elogiar a química entre os irmãos protanogistas, pois enquanto Palmer era uma válvula de escape para o lado da comédia, Kaluuya apresentava a emoção necessário para a trama. A decisão de realizar o terceiro ato praticamente todo na luz do dia foi acertada, uma vez que algumas cenas anteriores, em especial a noite foram tiveram sua fotografia prejudicada.
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