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Vitor Araújo
4 críticas
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4,0
Enviada em 16 de novembro de 2024
É um filme que desafia o espectador a confrontar o desconforto e a tensão social de uma maneira que poucos filmes de terror conseguem. A história se desenvolve com uma habilidade perturbadora, explorando a dinâmica complexa entre dois casais que, a princípio, parecem ser apenas encontros sociais comuns. No entanto, à medida que a trama avança, revela camadas de inquietação psicológica e horrores sutis. O roteiro é inteligente ao capturar a essência do medo do desconhecido e a fragilidade das interações humanas. É uma obra que provoca uma reflexão crítica sobre limites, confiança e as máscaras que usamos em sociedade, entregando um final que é ao mesmo tempo chocante e profundamente inquietante.
Thriller de suspense bem escrito, contudo, a loucura do personagem principal transparece de forma muito evidente desde o início do filme, tornando pouco provavelmente que alguém pudesse se envolver em tal situação. Tive a mesma impressão assistindo O Iluminado. Dificilmente alguém se relacionaria facilmente com alguém com emoções exageradas. Mesmo assim, o filme é muito bom.
O filme original passa a crítica da distinta masculinidade entre os personagens. Porém, nesse remake acredito que tenha uma crítica social sobre alguns homens de hoje, incapazes de proteger a própria a família a ponto de não saber trocar um pneu! E a mulher exercendo a masculinidade salvando a família e o próprio homem.
Interessante como todos os personagens são inteligentes e fortes, exceto o homem britânico, que foi um frouxo o filme todo.
Tudo no filme fez um enorme sentido, os fatos foram sendo apresentados conforme o desenrolar da história, isso eu curti demais, foi tudo no ritmo certo. Final bem feito, atores bons, enredo bom. Eu curti.
há tempos uma tensão não vi uma tensão tão bem criada no primeiro ato, as motivações são compreensíveis e você sai do filme com a sensação de que nada nele foi por acaso. o último peca na falta de perigo, mas no geral um bom filme com boas atuações.
Pra quem gosta de crítica simples e honesta. O filme te prende e te coloca numa situação desconfortável, pois você se imagina no lugar dos protagonistas em tentar sair da enrascada que se colocaram e a dificuldade que muitos de nós temos de simplesmente ‘ralar peito’, ou seja o medo que temos em ser rude e ir embora. O problema se encontra nas atitudes burras e estupidas dos personagens, mas isso todo filme desse gênero tem. No geral, o final é bom, o ator como sempre consegue atuar perfeitamente e passar aquele ar de psicopatinha. Vale o tempo!
Sinopse: Uma família anseia em passar suas férias no campo. Contudo, o que era pra ser um sonho em família para relaxarem e descontraírem, acaba virando um terrível pesadelo.
Crítica: "Não Fale o Mal" de James Watkins é uma obra que combina o terror psicológico com elementos de thriller, trazendo à tona as dinâmicas familiares em um cenário aparentemente idílico, mas que logo se transforma em um pesadelo perturbador. O filme nos apresenta uma narrativa intrigante sobre uma família que busca um refúgio no campo, apenas para descobrir que o que deveria ser um tempo de descanso se converte em uma experiência aterrorizante.
A cinematografia é um dos pontos fortes do longa. Watkins utiliza a paisagem rural para criar uma atmosfera opressiva e inquietante, onde cada som e sombra pode indicar uma nova ameaça. A transição do cotidiano familiar para o horror é habilmente feita, e o diretor explora os medos mais profundos relacionados à vulnerabilidade e à confiança. As performances dos atores são competentes, destacando-se a dinâmica entre os membros da família, que oscila entre momentos de ternura e de crescente tensão.
Entretanto, o filme sofre com algumas escolhas narrativas que podem frustrar os espectadores. Há momentos em que a trama parece se arrastar, e algumas decisões dos personagens, embora compreensíveis em um contexto de stress, podem parecer forçadas ou pouco realistas. Isso gera uma quebra na imersão, fazendo o público passar a questionar a lógica da narrativa.
Além disso, "Não Fale o Mal" toca em temas relevantes, como a fragilidade das relações familiares e o impacto do medo nas interações humanas. Contudo, a profundidade desses temas nem sempre é explorada de forma satisfatória. A mensagem que se pretende passar pode se perder em meio a reviravoltas que, em vez de agregar, afastam o espectador da conexão emocional com os personagens.
No geral, "Não Fale o Mal" é um filme que, embora tenha seus altos e baixos, entrega um entretenimento eficaz e provoca reflexões sobre a natureza do medo e o que está por trás das aparências. Se você é fã de terror psicológico e não se importa com algumas falhas de ritmo, a película pode ser uma experiência interessante.
Eu sinceramente nao gostei, achei muito fraco e sem sentido algumas takes, fora o roteiro e triste, acho que eles acharam que os atores iriam salvar o filme porque... nossa, sem noção.
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